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Governo Trump se prepara para encerrar força-tarefa contra coronavírus

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Com quase 70 mil mortos, Trump sinaliza que a pandemia de coronavírus não é mais uma prioridade e reforça pressão para a reabertura da economia

Trump: grupo de emergência do governo americano atuará até o final de maio (Tom Brenner/Reuters)

A Casa Branca decidiu acabar com o grupo de emergência criado para gerenciar medidas para conter o surto de coronavírus, no último sinal de que o governo Donald Trump não considera mais a pandemia uma prioridade diária.

O vice-presidente Mike Pence disse nesta terça-feira (5) que o grupo de emergência que ele chefia atuará até o final deste mês.

“Acho que começamos a considerar as datas para o Memorial Day (25 de maio) ou início de junho” para desmantelar a célula de crise, declarou à imprensa. Esse grupo liderou a resposta complexa à rápida disseminação do coronavírus, que matou quase 70.000 americanos.

A força-tarefa, que se reporta diretamente ao presidente, trabalha em coordenação entre instituições médicas, políticos e governadores de estado, alguns dos quais tentaram freneticamente ajudar hospitais superlotados. Também usou especialistas médicos para formular recomendações nacionais sobre distanciamento social.

Pence disse que esses esforços poderão em breve ser realizados por agências governamentais regulares que trabalham de “maneira mais tradicional”.

Este movimento está alinhado com a nova abordagem de Trump de pressionar o país a aceitar a reabertura da economia.

Trump diz que quer uma reabertura “segura” e que as dificuldades causadas pela inatividade econômica são a principal ameaça ao país.

“Não podemos manter nosso país fechado pelos próximos cinco anos”, afirmou nesta terça numa visita a uma fábrica de máscaras no Arizona.

O presidente Trump admitiu, no entanto, que algumas pessoas seriam “seriamente afetadas”.

Críticos dizem que a situação da saúde permanece longe da normalidade e que Trump quer se apressar para tentar impulsionar a economia a tempo de sua difícil batalha de reeleição em novembro.

A porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, insistiu que Trump continuará entrando em contato com equipes médicas, mesmo que não haja um grupo oficial de gerenciamento de crises.

“O relatório sobre a força-tarefa está sendo mal interpretado, sugerindo que a Casa Branca não envolve mais especialistas médicos. Isso é completamente falso. O presidente @realDonaldTrump continuará sua abordagem baseada em dados para uma reabertura segura”, ela escreveu no Twitter.

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Califórnia irá a Justiça contra decisão de Trump que expulsa de estudantes

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Governo anunciou que não permitirá que detentores de vistos de estudo continuem no país se seus cursos forem realizados online no próximo semestre

Donald Trump: Califórnia tinha quase 162 mil estudantes estrangeiros em 2019 (Andrew Harrer-Pool/Getty Images)

O Procurador-Geral do Estado norte-americano da Califórnia irá protocolar uma ação na Justiça nesta quinta-feira buscando anular uma regra de imigração imposta pelo governo Trump que poderia forçar dezenas de milhares de estudantes estrangeiros a deixarem os Estados Unidos se suas instituições de ensino passarem a realizar aulas pela Internet por causa da pandemia do coronavírus.

O Procurador-Geral Xavier Becerra diz que as novas regras podem forçar os estudantes internacionais a colocarem a si mesmos e a outros em riscos ao comparecerem às aulas presencialmente.

A Agência de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) anunciou na segunda-feira que não poderá permitir que alguns detentores de vistos de estudo continuem no país se seus cursos forem realizados online no próximo semestre, um anúncio que surpreendeu as instituições acadêmicas e as forçou a revisar suas diretrizes.

A Universidade de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) entraram com uma ação contra as novas regras na quarta-feira, argumentando que elas não parecem levar em consideração a saúde dos estudantes e funcionários e provocariam o caos nas universidades e faculdades por todo o país.

O sistema da Universidade da Califórnia também anunciou na quarta-feira que planejava entrar na Justiça contra o decreto.

A Califórnia tinha quase 162 mil estudantes estrangeiros em 2019, segundo um relatório do Departamento de Estado e do Instituto Internacional de Educação.

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Irmã de Kim Jong-un diz que nova cúpula com os EUA é improvável em 2020

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Kim Yo Jong afirmou que a Coreia do Norte não tem a intenção de ameaçar os Estados Unidos e que “uma coisa surpreendente ainda pode acontecer”

Nesta quinta, Pompeo disse estar “muito esperançoso” com a retomada das conversas com a Coreia do Norte (Imprensa da Cúpula Coreana//Reuters)

Kim Yo Jong, a irmão do líder da Coreia do Norte, disse que uma nova cúpula com os Estados Unidos seria útil somente para Washington a esta altura, acrescentando que o país não tem intenção de “ameaçar os EUA”, de acordo com a mídia estatal.

Ela disse que, em sua opinião, é improvável haver outra cúpula entre o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente norte-americano, Donald Trump, neste ano, mas que “uma coisa surpreendente ainda pode acontecer”, relatou a agência de notícias KCNA nesta sexta-feira.

Na quinta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse estar “muito esperançoso” com a retomada das conversas de desnuclearização com a Coreia do Norte e pareceu deixar aberta a possibilidade de outra cúpula entre os líderes dos dois países.

Os comentários de Kim Yo Jong vieram um dia depois de Stephen Biegun, vice-secretário de Estado norte-americano a cargo da Coreia do Norte, finalizar três dias de reuniões em Seul, onde rejeitou as especulações segundo as quais estaria tentando se reunir com autoridades norte-coreanas durante sua visita, mas disse que sua nação está disposta a conversar.

Comunicados norte-coreanos recentes refutaram a ideia de novas conversas, e Kim reiterou as objeções de Pyongyan ao que vê como políticas hostis e oportunistas dos EUA.

“Gostaríamos de deixar claro que isso não significa necessariamente que a desnuclearização não é possível”, disse Kim Yo Jong. “Mas o que queremos dizer é que não é possível nesta altura”.

Seus comentários adotaram um tom algo mais suave do que declarações anteriores, e ela até observou que recebeu uma permissão especial para ver gravações das comemorações recentes do Dia da Independência de 4 de julho nos EUA.

“Não temos a menor intenção de representar uma ameaça aos EUA… tudo correrá tranquilamente se eles nos deixarem em paz e não nos provocarem”, acrescentou.

Kim disse que não ficou claro se mensagens conflitantes de engajamento e pressão de Trump e seus assessores são “um esquema intencional ou um resultado do controle frouxo do presidente sobre o poder”.

Ela disse que seu irmão a instruiu a transmitir cumprimentos a Trump e lhe desejar sucesso no trabalho.

Mas mesmo que o relacionamento entre os líderes seja bom, Washington voltará a ser hostil, e a Coreia do Norte precisa formular suas políticas se preparando para outros líderes que não Trump, disse Kim.

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Covid-19 lota hospitais no Sul dos EUA, com recorde de mortes

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“Temos discutido colocar pessoas em salas de fluoroscopia e radiologia ou até em tendas”, diz médico. “Estamos reposicionando as cadeiras no Titanic”

“Temos discutido colocar pessoas em salas de fluoroscopia e radiologia ou até em tendas”, diz médico. “Estamos reposicionando as cadeiras no Titanic”

A impiedosa marcha do coronavírus por toda a faixa sul dos EUA está matando gente em níveis recordes, lotando hospitais e esgotando recursos. E embora alguns governantes tenham contraído a doença, eles não foram capazes de conter sua disseminação.

Na quinta-feira, o governador Ron DeSantis não propôs novas restrições após a Flórida se juntar ao Texas e à Califórnia no registro de um número sem precedentes de óbitos.

O governador do Arizona, Doug Ducey, prometeu mais testes e limitou a capacidade dos restaurantes depois que o estado contabilizou o maior número de casos em seis dias.

No Mississippi, onde muitos parlamentares tinham se recusado a usar máscaras nas dependências da assembleia, 26 deles testaram positivo, incluindo os líderes das duas câmaras legislativas estaduais.

Pela primeira vez na quinta-feira, o número de novos casos do coronavírus nos EUA passou de 60.000 em um dia. E nos estados onde a doença se espalha, as instalações médicas estão lotadas e não conseguem lidar com tanta gente doente ou perto da morte.

Quinn Snyder, médico especializado em emergências em Mesa, perto de Phoenix, conta que os pacientes estão chegando de outras partes do Arizona e até do Novo México, uma vez que os hospitais menores estão com capacidade praticamente esgotada.

“Temos discutido colocar pessoas em salas de fluoroscopia, salas de radiologia, até abrigar as pessoas em tendas”, disse Snyder. “Estamos reposicionando as cadeiras no Titanic agora mesmo.”

Os números assustadores e a falta de recursos mostram que os governos estaduais e federal não se prepararam para o avanço da pandemia, iniciado há quatro meses.

Imagens e relatos agonizantes na região Nordeste do país na chegada da pandemia não foram suficientes para convencer estados do Sul — muitos deles comandados por republicanos que apoiam o presidente Donald Trump — a se preparar adequadamente.

Mesmo quando as autoridades estaduais tomam medidas para conter a propagação da doença, seus efeitos demoram. Por isso, o número de casos e óbitos provavelmente continuará aumentando.

“Não estamos em uma boa situação. Talvez isso seja um eufemismo. O que eu penso de verdade provavelmente não pode ser publicado”, disse Jaline Gerardin, especialista em modelagem de doenças e professora assistente de medicina preventiva em epidemiologia na Faculdade de Medicina Feinberg, da Universidade Northwestern, em Chicago. “Estou muito preocupada.”

Recorde de óbitos

Na Flórida, o recorde diário de 120 óbitos contabilizados na quinta-feira não foi mencionado durante a entrevista coletiva de DeSantis, em Jacksonville.

Em vez disso, ele usou a entrevista para insistir que a economia estadual teve de avançar e que as escolas serão reabertas no mês que vem, como exigiu Trump.

“No fim das contas, precisamos que nossa sociedade funcione”, disse o governador. “Precisamos que nossa sociedade continue avançando. Podemos tomar medidas para minimizar o risco em se tratando do coronavírus, mas não podemos simplesmente deixar a sociedade derrubada.”

O número de internações e testes positivos também disparou. O total de pacientes que necessitam de ventiladores continuou a subir no condado mais populoso do estado, Miami-Dade.

“Estamos sem palavras para descrever nossa situação agora”, disse Jill Roberts, professora associada da Faculdade de Saúde Pública da Universidade do Sul da Flórida e especialista em doenças emergentes. “Estamos em péssimas condições aqui.”

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Europa tem protesto anticovid-19 e anti-5G marcado por violência policial

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Manifestantes dizem que as eleições na Sérvia pioraram a pandemia no país, enquanto o presidente diz que “forças estrangeiras” foram responsáveis pelos atos

Sérvia: Toque de recolher por covid-19 termina em violentas manifestações, em 7 de julho de 2020 (AFP/AFP)

A capital da Sérvia foi palco na noite desta quarta-feira (8), pelo segundo dia consecutivo, de confrontos violentos entre a polícia e manifestantes indignados com a formo como o governo combate a pandemia de coronavírus.

Nuvens de gás lacrimogêneo e fumaça encheram o centro de Belgrado em meio a cenas caóticas que lembravam a violência da noite anterior, quando a polícia dispersou milhares de pessoas que saíram para protestar contra o retorno do confinamento no fim de semana devido ao aumento de novos casos da covid-19.

Embora o presidente Aleksandar Vucic tenha dito nesta quarta que é provável que o toque de recolher do fim de semana seja suspenso, milhares de pessoas se reuniram em frente ao parlamento novamente para protestar.

A indignação está concentrada no presidente, a quem os críticos acusam de ter favorecido uma segunda onda da epidemia ao suspender muito rápido o confinamento para realizar as eleições de 21 de junho.”O governo apenas procura proteger seus próprios interesses, as pessoas são danos colaterais”, disse Jelina Jankovic, 53 anos, no meio do protesto.

O Partido Progressista Sérvio de Vucic (SNS) venceu confortavelmente a eleição em uma votação boicotada pela oposição. Desde então, as infecções pelo novo coronavírus dispararam para mais de 300 casos por dia, superlotando hospitais.

“Já tivemos o suficiente com a manipulação dos dados da covid-19”, disse outra manifestante, Danijela Ognjenovic, referindo-se às acusações de que as autoridades estão subestimando o número de mortos.

Após um começo pacífico, a manifestação desta quarta-feira acabou tendo cenas de violência, depois que alguns manifestantes lançaram objetos nos policiais, que reagiram com gás lacrimogêneo.

Quando boa parte da multidão que estava em frente ao Parlamento se dispersou, a polícia de choque ainda perseguia manifestantes nas ruas próximas.

Brutalidade policial

Durante o dia, Vucic disse que ainda era a favor de uma nova fase de confinamento a partir do fim de semana, mas que uma equipe de crise do governo “decidirá amanhã” (na quinta-feira).

De acordo com a imprensa local, Vucic chamou os manifestantes de “fascistas” e disse que havia suspeita de “intromissão da inteligência estrangeira”, sem fornecer nenhuma evidência

O presidente sérvio também reconheceu que alguns policiais, acusados de força excessiva na noite de terça-feira, “falharam” e seriam responsabilizados.

“Essas pessoas não estão protestando por causa do coronavírus. Elas estão falando de algum tipo de traição, de imigrantes, da rede 5G e da terra plana. E não é a primeira vez que protestam, só a violência empregada por eles é maior”, declarou Vucic, citado por sites que cobrem a região dos Balcãs.

(Com informações da AFP)

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Justiça recusa pedido de Trump para não entregar dados financeiros

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Decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos abre caminho para um exame mais amplo sobre as contas do presidente Trump

DONALD TRUMP: decreto pode barrar a entrada de mais de 300.000 trabalhadores (Carlos Barria/Reuters)

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta-feira (9) uma tentativa do presidente Donald Trump de bloquear que um procurador de Nova York possa exigir a entrega de anos de registros financeiros e tributários dele de seus contadores. A decisão do principal tribunal do país abre caminho potencialmente para um exame mais amplo sobre as contas do presidente. Ao mesmo tempo, os magistrados vetaram, ao menos por ora, que a Câmara dos Representantes tenham acesso aos mesmos documentos.

A Suprema Corte ainda enviou o caso de volta a instâncias inferiores para outros procedimentos. O caso foi um dos dois levados à Suprema Corte nos quais Trump contestava intimações que foram enviadas não para ele, mas para seus contadores e banqueiros. Pelo Twitter, Trump afirmou nesta quinta que sofre “perseguição política” e destacou o fato de que o tribunal enviou o caso para instâncias inferiores, portanto os processos continuarão, dizendo ainda em frase solta que pode ter havido “improbidade da promotoria”.

O Comitê de Monitoramento da Câmara dos Representantes, que investiga questões éticas relacionadas ao Executivo, havia emitido intimações para a Mazars USA requisitando oito anos de registros financeiros relacionados a Trump, sua companhia imobiliária, sua fundação e outras entidades pertencentes ao atual presidente. Um procurador distrital de Manhattan, Cyrus Vance Jr., também emitiu intimação para a companhia de contabilidade, solicitando documentos financeiros e registros tributários de Trump como parte de uma investigação de pagamentos a mulheres que alegam ter tido casos amorosos com ele.

Dois outros comitês da Câmara emitiram intimações para requisitar um conjunto amplo de informações e registros de Trump do Deutsche Bank e da Capital One Financial Corp. O banco alemão desde 1998 emprestou ou participou de empréstimos de ao menos US$ 2,5 bilhões para companhias ligadas ao hoje presidente. (Com informações da Dow Jones Newswires).

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Argentina registra recorde de 3.604 casos de covid-19 em 24 horas

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No total, a Argentina registra 87.030 casos de covid-19, cinco vezes o número do início de junho

Argentina: até o momento, 1.694 pessoas morreram com covid-19 no país (Amilcar Orfali / Correspondente/Getty Images)

 A Argentina anunciou um recorde diário de 3.604 casos confirmados de covid-19 enquanto lida com infecções crescentes que ameaçam seu sucesso inicial em impedir a propagação do vírus.

O aumento acentuado, a primeira vez que os casos diários superaram a marca de 3.000, elevou o número total para 87.030, cinco vezes o número do início de junho, embora ainda bem abaixo das cifras nos vizinhos mais afetados Brasil, Chile e Peru.

O governo de centro-esquerda da Argentina impôs um lockdown rigoroso em meados de março, que foi afrouxado na maior parte do país, mas ampliado e reforçado no final do mês passado na capital Buenos Aires e seus arredores devido a um aumento nos casos.O número de mortos na Argentina devido à pandemia é de 1.694.

O impacto do vírus atingiu a economia do país sul-americano, já em recessão há dois anos e lutando para resolver uma dolorosa crise da dívida. Os economistas preveem uma contração econômica de 12% para 2020.

 

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