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Brasil

Governo Registra Déficit de 13,6 Bilhões em Agosto

Michael Melo/Metrópoles

O governo central, que inclui o Tesouro Nacional, o Banco Central (BC) e a Previdência Social, registrou um déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto de 2026, conforme divulgado no Relatório do Tesouro Nacional (RTN) nesta terça-feira (29/9). Déficit significa que as despesas do governo foram maiores que suas receitas.

Em agosto de 2025, o déficit registrado foi de R$ 15,5 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit do governo central chegou a R$ 68,7 bilhões, o que representa 0,53% do Produto Interno Bruto (PIB).

O déficit primário ocorre quando as despesas, sem considerar os juros, superam as receitas. Já o superávit primário é o contrário. No ano de 2025, o governo central teve déficit primário de R$ 13 bilhões, equivalente a 0,1% do PIB, mas cumpriu a meta fiscal estipulada para o ano. Para 2026, a meta é alcançar um superávit fiscal de 0,25% do PIB, ou R$ 34 bilhões.

Entre janeiro e agosto de 2026, o governo central teve um déficit de R$ 94,8 bilhões, maior que o déficit de R$ 85,8 bilhões registrado no mesmo período de 2025. A receita líquida do governo cresceu 3,5% em agosto, e as despesas totais aumentaram 1,9% em comparação com o ano anterior.

O resultado parcial de 2026 é resultado de um superávit de R$ 182,8 bilhões no Tesouro, compensado pelos déficits do Banco Central (R$ 684 milhões) e da Previdência Social (R$ 277 bilhões).

Em agosto, a receita total aumentou R$ 13,1 bilhões (5,7%), impulsionada principalmente por receitas administradas pela Receita Federal, como o Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que cresceram R$ 1,6 bilhão cada, e a Cofins, que aumentou R$ 1,9 bilhão. Também houve aumento na arrecadação líquida para o Regime Geral da Previdência Social (RGPS) em R$ 3,9 bilhões.

Nas despesas, houve aumento real de 1,9%, com crescimento nos benefícios previdenciários (R$ 2,7 bilhões) e nos créditos extraordinários (R$ 1,3 bilhão), enquanto os gastos com pessoal e encargos sociais caíram R$ 1,2 bilhão.

No acumulado do ano, a receita subiu R$ 112,4 bilhões (5,7%), com destaque para aumentos nos impostos sobre a renda e operações financeiras, Cofins e exploração de recursos naturais. As despesas também cresceram R$ 96,3 bilhões (5,7%), principalmente nos benefícios previdenciários, pessoal e encargos sociais, créditos extraordinários e despesas discricionárias.

A meta fiscal de 2026 prevê um superávit de R$ 34 bilhões, com uma margem de tolerância de até R$ 68 bilhões, considerando que o resultado é satisfatório se a diferença entre arrecadação e despesas for igual a zero ou positiva dentro dessa faixa.

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