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Economia

Governo paga mais R$ 60,3 milhões em subsídio ao diesel a quatro empresas

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Serão pagos valores correspondentes às segunda e terceira fases da subvenção iniciada após a greve dos caminhoneiros

Rio – A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou nesta quinta-feira, 18, o pagamento da subvenção econômica à comercialização de óleo diesel a mais quatro empresas.

Serão pagos valores correspondentes às segunda e terceira fases da subvenção iniciada após a greve dos caminhoneiros, realizada em maio deste ano. A segunda fase vai de 8 de junho até 31 de julho e a terceira fase de 1º a 30 de agosto. Serão pagos a essas empresas R$ 60.347.619,97 pelo governo brasileiro.

A Petro Energia Indústria e Comércio Ltda. vai receber R$ 2.814.248,63 referente ao período de 1º de agosto a 30 de agosto (1º período da terceira fase).

A Sul Plata Trading do Brasil Ltda. receberá R$ 13.950.639,09, referentes ao período de 8 de junho a 7 de julho (1º período da 2ª fase), e R$ 6.267.588,94, referentes ao período de 8 de julho a 31 de julho (2º período da 2ª fase).

A Greenergy Brasil Trading S.A receberá R$ 7.417.288,36, referentes ao período de 8 de junho a 7 de julho (1º período da 2ª fase), e R$ 10.424.274,22, referentes ao período de 8 de julho a 31 de julho (2º período da 2ª fase).

A diretoria ratificou a decisão tomada pelo diretor Aurélio Amaral em 16 de outubro, que aprovou o pagamento à Tricon Energy do Brasil Ltda. de R$ 15.125.080,73, referentes ao período de 8 de junho a 7 de julho (1º período da 2ª fase), e de R$ 4.348.500,00, referentes ao período de 8 de julho a 31 de julho (2º período da 2ª fase).

A ANP observou que os pagamentos dependem do pleno atendimento das exigências de regularidade fiscal do beneficiário.

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Economia

Décifit recorde não ameaça perspectiva “estável” do Brasil, diz Moody´s

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Agência de classificação de risco não considera piorar “nota” do Brasil devido ao aumento do déficit

Moody’s: Moody’s prevê que a economia brasileira encolherá 1,6% ao longo do ano (Scott Eells/Bloomberg/Bloomberg)

O Brasil registrará um déficit orçamentário primário recorde de 4,5% do Produto Interno Bruto este ano, prevê a agência de classificação de risco Moody’s, mas os gastos de emergência desencadeados pelo coronavírus não comprometerão a perspectiva ‘estável’ do país.

Embora o déficit nominal deva chegar a 9,5% do PIB e a dívida em 85% do PIB este ano, a economia começará a se recuperar no segundo semestre, disse a Moody’s, permitindo que o governo volte a colocar a área fiscal em ordem.

“Como esperamos que a atividade econômica seja retomada no segundo semestre do ano, também esperamos que o governo retome seu caminho de consolidação fiscal em 2021”, disse à Reuters Samar Maziad, vice-presidente da Moody’s e principal analista dos ratings soberanos do Brasil.

“Mantemos uma perspectiva estável do rating soberano do Brasil, porque esperamos que a deterioração nas métricas fiscais e de dívida seja temporária e limitada a 2020 devido ao choque”, disse ela.

A Moody’s tem um rating de crédito soberano ‘Ba2’ para o Brasil desde fevereiro de 2016 e uma perspectiva ‘estável’ desde abril de 2018. Assim como as outras duas principais agências de classificação de risco, a S&P Global e a Fitch, a classificação é ´junk´, de não investimento.

Maziad não quis elaborar sobre se a queda econômica e fiscal do Brasil levará a um rebaixamento dos ratings, apontando que o choque do Covid-19 está levando a “implicações negativas de crédito” e “métricas fiscais mais fracas” em todo o mundo.

Autoridades do Ministério da Economia disseram que todos os gastos do governo relacionados à mitigação dos danos causados ​​pelo surto de coronavírus se aplicarão apenas a este ano. A partir do próximo ano, o esforço para reduzir o déficit, a dívida e o tamanho do setor público será retomado com seriedade.

A Moody’s prevê que a economia brasileira encolherá 1,6% ao longo do ano, uma perspectiva mais sombria do que as previsões do governo e do banco central, de crescimento zero, mas muito mais otimista do que muitas projeções do setor privado de queda de 3% ou mais.

Os gastos diretos do governo relacionados a proteger a economia e a população do Brasil diante dos efeitos da crise do coronavírus provavelmente chegarão a 4% ou 5% do PIB, uma parcela “considerável” em comparação com outros países da região, afirmou Maziad.

A previsão de déficit primário de 4,5% do PIB é inferior à projeção mais recente do governo de 5,5% do PIB, ou 419 bilhões de reais. Mas Maziad espera que o déficit geral atinja 9,5% do PIB.

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Economia

PIB do Brasil deve cair 2% em 2020, diz Fitch

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De acordo com a agência de classificação de risco, a economia da América Latina deve recuar 2,6% em 2020

Brasil: projeção de queda para o PIB da América Latina, destaca a Fitch em relatório, é maior do que a observada durante a crise financeira global de 2008/2009 (beyhanyazar/Getty Images)

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Economia

Sem proteção do governo, agricultor aposta no delivery para reduzir perdas

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Quase um mês após início das medidas de isolamento, Ministério da Agricultura diz que está ouvindo produtores para então desenhar políticas públicas

Feiras em SP: foco dos produtores é o delivery, mas o volume de vendas não cobre o que se deixa de vender nas feiras (Rebeca Figueiredo Amorim/Getty Images)

O agricultor José Claudio Vieira Menino, de 63 anos, produtor de hortaliças em Piedade (SP), foi obrigado a jogar fora 100 caixas de alface há duas semanas porque não tinha para quem vender. Com restaurantes, feiras e hotéis fechados por causa da quarentena preventiva do coronavírus, a produção encalhou e o alface estragou.

“Reduzi o plantio, mas ainda estou perdendo de tudo na roça. Joguei um monte de muda fora e mandei parar a produção do viveiro. Tem sido só prejuízo, mas ainda é cedo para fazer contas, pois a situação só está piorando”, disse.

Como ele, milhares de pequenos produtores agrícolas do interior de São Paulo enfrentam prejuízos porque ficaram sem mercado para seus produtos — verduras, legumes, frutas, insumos para temperos ovos e aves caipiras ou de produção orgânica. Muitos adotaram a entrega a domicílio e aumentaram as vendas, mas ainda há encalhe de produção.

Em entrevista à Rádio Eldorado, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado, Gustavo Junqueira, demonstrou preocupação com o problema e disse que buscava solução com outros secretários e o Ministério da Agricultura, como financiamento para o produtor sobreviver a esse período.

Até agora, o Ministério da Agricultura diz que está ouvindo produtores de diferentes cadeias para, a partir de análises de situação, ver o que está, de fato, acontecendo e, então, implementar políticas públicas de ajuda aos produtores brasileiros.

Do ponto de vista econômico, ele sugere que os produtores busquem novos canais, além de mercados e das Ceasas que estão fechados por conta da quarentena. “Pensem em alternativas de entrega, de forma a minimizar suas perdas”, sugere.

O agricultor orgânico José Roberto da Silva, presidente da Cooperativa de Produtores Familiares de Piedade, disse que praticamente todos os 30 agricultores tiveram perdas e foram obrigados a reduzir os plantios.

“Muitos atendiam pedidos para a merenda escolar das escolas — que suspenderam as aulas —, e para o comércio local, que está fechado. As duas feiras da cidade que também escoavam parte da produção foram suspensas. Estamos tentando abrir canais de venda direta para as indústrias que ainda funcionam e restaurantes que usam delivery, mas não será no volume de antes”, disse.

No município de Pereiras (SP), Paulo Albino Theófilo, encarregado de uma empresa familiar de avicultura, disse que a venda de ovos caiu e os plantéis de frango caipira, que seriam vendidos para abate, estão encalhados. Parte da produção era enviada para feiras e mercados da capital.

“As aves continuam sendo alimentadas todo dia, mas a gente não consegue vender porque os clientes estão com as portas fechadas. Até para vender frango caipira ao preço da ave de granja está difícil. São dez funcionários e alguns estão sendo demitidos. Infelizmente o estrago está feito, prejuízo grande mesmo”, disse.

Em São Miguel Arcanjo (SP), a secretaria municipal de Agricultura e Meio Ambiente contabilizou perdas de hortaliças, tomate, pimentão, pepino e caqui em volumes ainda não apurados.

“São mais de 1,2 mil produtores que dependiam principalmente do Ceasa, da capital, para escoar a produção, mas os pedidos cessaram. Nosso movimento de caminhões para lá caiu 50% e ainda pode se agravar. Neste momento não temos nenhum pedido de lá”, disse o secretário Wesley Vieira Batista. Só um produtor, no Bairro Guararema, jogou fora 80 caixas de legumes.

A crise do coronavírus também fez a prefeitura de Itatiba (SP) cancelar a 17ª edição da Festa do Caqui, que deveria ter sido realizada entre 17 de março e 5 deste mês. A cidade colhe 5 mil toneladas do fruto por ano e a festa, além da venda direta de 20 toneladas de frutas selecionadas, é o ponto de encontro de produtores e compradores.

O evento era a aposta do produtor Roberto Alves para comercializar a maior parte de sua produção. Agora ele está com a safra encalhada. “Estou colhendo conforme consigo vender, mas já tem fruta perdendo no pé.”

O produtor Luis Carlos Cestarolli, do Sítio Recanto do Vovô, em Louveira (SP), já deveria ter colhido 50 toneladas de caqui rama forte — metade da produção de seus pomares —, mas só conseguiu vender 15 toneladas.

“Deveria estar colhendo 300 caixas por dia, mas só estou conseguindo vender 100 caixas diárias. O restante fica passado e tem de ser jogado fora. Se o mercado não reagir, vamos perder muita fruta no pé.” O produtor já descartou ao menos 3 toneladas de frutas colhidas que encalharam.

Grupos de produtores tentam driblar a queda na demanda com criatividade. A Vila Yamaguishi, importante polo de produção orgânica em Jaguariúna (SP), criou um sistema de delivery e retirada das caixas com alimentos no sítio para reduzir a perda de produção.

Em cerca de 30 hectares são cultivadas mais de 60 variedades de frutas e legumes. “Vínhamos trabalhando com entrega a domicílio desde o início das nossas atividades, mas o escoamento forte se dava pelas vendas em feiras de produtos orgânicos, lojas e restaurantes, que estão fechados devido à crise do coronavírus. Agora, nosso foco é o delivery, mas o volume de vendas não cobre o que deixamos de vender nas feiras”, disse Isack Ryuji Minowa, um dos produtores.

(Com informações da Agência Brasil)

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Economia

Vendas no comércio deverão cair 31,6% na Páscoa de 2020

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Queda nas vendas no período da Semana Santa será a primeira desde a recessão de 2014 a 2016

Ovos de páscoa: além das medidas de isolamento social, atingem as vendas do varejo na Páscoa efeitos secundários na economia (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

As vendas do comércio varejista por causa da Páscoa deverão cair 31,6% este ano, na comparação com a Semana Santa de 2019, conforme projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Isso significará R$ 738 milhões a menos em faturamento no varejo.

“Esse cenário inimaginável, no início do ano, decorre basicamente das atuais restrições ao consumo por conta do isolamento social que reduziu dramaticamente o fluxo de consumidores nas lojas”, diz o relatório do estudo da CNC, divulgado nesta segunda-feira, 6.

Além das medidas de isolamento social, atingem as vendas do varejo na Páscoa efeitos secundários, na economia, da pandemia do novo coronavírus, como “o dólar mais caro e a aversão ao crédito para consumo de produtos não essenciais”.Para piorar, as perspectivas pioram com os “efeitos negativos que a covid-19 deverá provocar no mercado de trabalho e, consequentemente, na confiança dos consumidores quanto ao consumo não essencial, neste momento”.

Se confirmada, a queda nas vendas no período da Semana Santa será a primeira desde a recessão de 2014 a 2016. Houve quedas em 2015 (1,0%) e em 2016 (4,2%).

 

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Economia

Japão lançará pacote de estímulos à economia na próxima semana

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Governo também pedirá às instituições financeiras que ofereçam empréstimos com taxa de juros zero a pequenas e médias empresas sem dinheiro

Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão: “Vamos compilar o pacote na próxima semana” (Issei Kato/Reuters).

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse nesta sexta-feira que um pacote de estímulo para combater a pandemia de coronavírus será lançado na próxima semana e terá como alvo pequenas empresas e famílias mais afetadas pelas políticas de distanciamento social, que prejudicam o consumo.

O pacote incluirá gastos com suprimentos médicos, bem como pagamentos em dinheiro para pequenas empresas e famílias que enfrentaram quedas acentuadas de renda, disse Abe.

O governo também pedirá às instituições financeiras privadas que se juntem a credores afiliados ao governo para oferecer empréstimos com taxa de juros zero a pequenas e médias empresas sem dinheiro, disse ele.

“Vamos compilar o pacote na próxima semana”, disse Abe ao Parlamento.

“Entregaremos em um curto período de tempo um pacote direcionado e arrojado” que ajudará a economia a obter uma recuperação em forma de V, disse ele.

Um alto funcionário do partido no poder disse a repórteres nesta sexta-feira que concordou com Abe em oferecer 300 mil ienes (2.800 dólares) em pagamentos em dinheiro por família que sofreu um certo grau de perda de renda devido à pandemia.

O governo deve aprovar um Orçamento suplementar na terça-feira para financiar o pacote.

Interrupções na cadeia de suprimentos, proibições de viagens e políticas de distanciamento social desencadeadas pela pandemia atingiram a economia do Japão, que já estava à beira da recessão.

O ministro da Economia do país, Yasutoshi Nishimura, disse que as medidas de estímulo do governo serão entregues em duas etapas.

O primeiro pacote se concentrará em medidas imediatas para aliviar os apertos de financiamento corporativo e proteger os empregos. O segundo lote se concentrará no aumento da demanda, principalmente para indústrias atualmente afetadas por políticas de distanciamento social, como turismo e organizadores de eventos, disse ele em entrevista coletiva.

Abe prometeu estabelecer um enorme plano de estímulo para combater o vírus que excederá o pacote de 57 trilhões de ienes (525 bilhões de dólares) compilado após o colapso do Lehman Brothers em 2008.

Fontes disseram que o Japão financiará o pacote aumentando a emissão de títulos do governo em 149 bilhões de dólares, elevando o que já é o maior fardo da dívida do mundo industrial, com mais do dobro do tamanho da economia japonesa de 5 trilhões de dólares.

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China corta compulsório de pequenos bancos para estimular economia

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China possui cerca de 4 mil bancos pequenos e médios. Os cortes mais recentes vão reduzir sua taxa de compulsório para 6%

Yuan: taxa de juros sobre as reservas excedentes das instituições financeiras com o banco central será reduzida de 0,72% para 0,35% (Frederic J. Brown/AFP)

O banco central da China disse nesta sexta-feira que está cortando a quantidade de dinheiro que os bancos pequenos e médios têm que manter como reservas, liberando cerca de 400 bilhões de iuanes (56,38 bilhões de dólares) em liquidez para sustentar a economia, que foi bastante abalada pela crise do coronavírus.

A medida mais recente de estímulo ocorre num momento em que a segunda maior economia do mundo deve encolher pela primeira vez em 30 anos, com as esperanças de uma recuperação rápida sendo prejudicadas pela rápida disseminação da doença em todo o mundo, esmagando a demanda global.

“A deterioração da economia global deve ter um grande impacto na economia da China, o que exige que a política monetária da China seja ainda mais relaxada e mais flexível”, disse Yan Se, economista-chefe da Founder Securities.

O Banco do Povo da China disse em seu site que reduzirá sua taxa de compulsório para esses bancos em 100 pontos-base em duas etapas iguais, a primeira em 15 de abril e a segunda em 15 de maio.

A China possui cerca de 4 mil bancos pequenos e médios. Os cortes mais recentes vão reduzir sua taxa de compulsório para 6%.

Além disso, a taxa de juros sobre as reservas excedentes das instituições financeiras com o banco central será reduzida de 0,72% para 0,35% a partir de 7 de abril, informou o banco.

O corte na taxa de compulsório foi levantado pelo gabinete na terça-feira, juntamente com outras medidas de apoio, à medida que Pequim tenta amortecer o golpe econômico da pandemia que está provocando preocupações com as pesadas perdas de empregos.

Embora acredite-se que a maioria das fábricas do país esteja em funcionamento novamente, embora não em níveis normais, uma pesquisa privada desta sexta-feira sugeriu que as empresas de serviços ainda estão lutando para se reerguer, e cortaram empregos em março no ritmo mais rápido desde pelo menos 2005.

O mais recente corte da taxa de compulsório será o terceiro até agora este ano e o décimo desde o início de 2018, quando a economia estava começando a desacelerar sob o peso da intensificação dos atritos comerciais EUA-China.

 

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