Pular para o conteúdo
Dólar R$ 5,08 ▼ 0,57% Euro R$ 5,87 ▼ 0,00% Libra R$ 6,84 ▼ 0,18% Bitcoin R$ 333.134 ▲ 0,34%
Brasil

Governo mantém benefícios para combustíveis devido à guerra

Rafaela Felicciano/Metrópoles

O governo federal confirmou nesta segunda-feira (28/9) que continuará mantendo os benefícios fiscais para os combustíveis. A medida visa amenizar os impactos causados pela guerra no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel. Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, afirmou que a subvenção ainda é necessária para ajudar os consumidores a suportar os efeitos deste conflito.

Além de manter os descontos, o governo implementou medidas para fiscalizar e garantir que os subsídios cheguem realmente ao consumidor final. A iniciativa busca investigar possíveis aumentos abusivos nas margens de lucro do setor de combustíveis. Foram previstas multas que variam de R$ 20 mil até R$ 500 milhões, conforme a Medida Provisória nº 1.393, publicada na última sexta-feira (25/9).

A Operação Carga Pesada reúne esforços da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), os Procons estaduais e municipais e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para combater práticas abusivas no mercado.

Desde março, o governo tem adotado diversas medidas de apoio para conter a alta dos preços. Em 12 de março, foi concedida uma subvenção direta de R$ 0,32 por litro de diesel para produtores e importadores, junto com a isenção das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel importado e comercializado.

Em abril, decretos estabeleceram alíquota zero de PIS/Cofins para o biodiesel importado, diminuindo o custo em cerca de R$ 0,15 por litro. Em julho, foi concedida uma subvenção adicional de R$ 0,44 por litro para a gasolina, seguida por outra medida em setembro que autorizou um desconto de R$ 1 por litro no óleo diesel rodoviário.

O governo também prorrogou recentemente a subvenção que reduz o preço do diesel em R$ 1,12 por litro, o que, somado à outra ajuda, resulta em uma redução total de R$ 2,12 por litro para os consumidores. Ao todo, as medidas já envolveram um investimento direcionado de aproximadamente R$ 40 bilhões.

Apesar dos esforços, os preços dos combustíveis continuam mais altos do que antes da guerra, e o governo reconhece esse desafio. A guerra tem afetado o mercado global, especialmente o comércio pelo Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo. O preço do barril de petróleo tipo Brent, que era de cerca de US$ 70 no início do conflito, chegou a ultrapassar US$ 120, influenciando os valores no Brasil.

A fiscalização também já resultou em autuações contra postos e distribuidoras que praticaram aumentos abusivos. A ANP aplicou multas superiores a R$ 700 milhões em casos de elevação injustificada dos preços, com algumas distribuidoras aumentando suas margens de lucro em até 1.350%.

É importante destacar que, apesar do aumento geral dos preços, a subvenção tem evitado que os impactos sejam ainda maiores para a população. O governo permanece atento para garantir que esses benefícios sejam efetivos e cheguem corretamente ao consumidor.

Publicidade
Boletim Imprensa Pública

Comece o dia bem informado

O essencial do DF, do Entorno e do Brasil, de graça, no seu e-mail.