O Governo Federal iniciou uma Sala de Situação Nacional para emergências climáticas na saúde, a fim de coordenar a ajuda aos municípios afetados pelas fortes chuvas na Zona da Mata, em Minas Gerais. Especialistas do Ministério da Saúde, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e dos conselhos de saúde trabalham juntos para enviar equipes e materiais, além de acompanhar a situação para tomar decisões rápidas.
A sala também monitorará as chuvas esperadas para o Nordeste, incluindo o Recôncavo Baiano e áreas internas do Ceará, Piauí e Maranhão. Essa vigilância é feita pelo programa Vigidesastre, que cuida da saúde durante desastres públicos. O sistema usa o Modelo de Comando de Incidentes (SCI), que facilita a cooperação entre órgãos governamentais, setor privado e a população, para responder e reduzir os danos.
O Ministério da Defesa está apoiando os municípios de Juiz de Fora e Ubá, que sofreram deslizamentos e enchentes. Cerca de 380 militares estão ativos, usando caminhões e veículos para ajudar as comunidades, limpar ruas, recuperar estruturas, remover escombros e coletar doações. A Marinha, por meio da Força de Resposta Imediata a Desastres Ambientais (Frida), e a Força Aérea estão prontas para atuar nas áreas mais difíceis, em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
O Banco do Brasil lançou uma campanha de doações que arrecadou cerca de R$ 1,5 milhão para ajudar as vítimas. Desse total, R$ 1,2 milhão vieram de doações de funcionários e clientes, e R$ 300 mil do próprio banco. O dinheiro será usado para comprar e distribuir alimentos, kits de higiene e itens essenciais para as famílias atingidas. O banco também oferece apoio financeiro, como prazos estendidos para pagamentos, renegociação de dívidas e linhas de crédito para residentes, empresas e produtores rurais das áreas afetadas.
A Caixa Econômica Federal liberou, desde o dia 5 de março, o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por calamidade para trabalhadores de nove municípios mineiros: Água Boa, Areado, Ewbank da Câmara, Gouveia, Itamaraty de Minas, Jaboticatubas, João Pinheiro, Mata Verde e Poté. O saque pode ser solicitado pelo aplicativo FGTS da Caixa, para quem mora nessas cidades e tenha saldo disponível. O valor máximo para saque é de R$ 6.220 por conta, e está liberado até 2 de junho de 2026, desde que o trabalhador não tenha feito saque por causa semelhante nos últimos 12 meses.

