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Governador de NY diz que pior já passou após queda de mortes por covid-19

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Nova York registrou 671 mortes por coronavírus em 24 horas, o menor total diário em uma semana

(Kena Betancur/Getty Images)

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse nesta segunda-feira que “o pior já passou” para o Estado norte-americano mais atingido pelo novo coronavírus, já que as hospitalizações parecem estar se estabilizando e as mortes aumentaram em 671, o menor total diário em uma semana.

Cuomo, que vem trabalhando de perto com os governadores de Nova Jersey e Connecticut na reação à pandemia, também indicou que anunciará ainda nesta segunda-feira um plano regional coordenado para reabrir negócios e escolas.

Ele disse em um briefing que outros 671 moradores de Nova York morreram no domingo, menos do que os 758 do dia anterior e o menor total diário desde 5 de abril. Ele ainda indicou a aparente estabilização das hospitalizações como um sinal positivo.

Nova York, o epicentro do surto nos Estados Unidos, já registrou 10.056 mortes da Covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus, ou quase metade do total do país.

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos informou 554.849 casos do novo coronavírus e informou que o número de mortes subiu para 21.942.

Cuomo temperou sua declaração de que Nova York ultrapassou o estágio mais letal alertando que todos os avanços obtidos através do distanciamento social podem se perder se “fizermos algo idiota” e relaxar as restrições rápido demais.

“Podemos controlar a disseminação. Sintam-se bem com isso”, disse Cuomo. “O pior já passou, se continuarmos sendo espertos daqui em diante.”

O governador disse que a reabertura acontecerá em passos incrementais e que acredita que estes passos devem ser informados sobretudo pelos especialistas de saúde pública, e não por políticos.

Ao reativar a economia, Cuomo disse que o foco será “recalibrar o que é essencial” e que inicialmente isso envolverá mais trabalhadores “centrais”. Ele ainda disse que mais exames serão necessários para coletar informações sobre quem deve ir ao trabalho.

“Assim se começa a abrir a válvula da atividade econômica, e se gira essa válvula muito devagar. Isso se faz cuidadosamente. Lenta e inteligentemente – mais exames e mais precauções.”

Outros países

A Itália chegou a mais de 20 mil mortos por causa do novo coronavírus. Segundo atualização publicada pela Defesa Civil local, com mais 566 óbitos confirmados desde domingo, o total de vítimas fatais no país é de 20.465. Os infectados desde o começo da pandemia são 102.253, número 1.363 maior do que o divulgado ontem.

A Alemanha confirmou nesta segunda mais 126 mortos por causa da covid-19. Agora, o país tem 2.799 óbitos e 123.016 contaminações com 2.537 novos casos confirmados entre ontem e hoje. Do total de contaminados, 5,7 mil são de profissionais de saúde. As informações são do Instituto Robert Koch.

Na Espanha, uma redução no número de casos diários foi informada pelo governo local: foram mais 3.477 casos desde ontem, o menor número desde 19 de março. O total de contaminados é de 169,4 mil. Nas últimas 24 horas, 517 pessoas morreram na Espanha por causa da covid-19, o que elevou o total de óbitos para 17.489.

O governo do Reino Unido informou nesta segunda que 717 pessoas perderam a vida entre ontem e hoje por causa da covid-19, o que fez o número total de óbitos no país passar a 11.329. Os novos casos de contaminações pelo coronavírus nesse intervalo foram 4.342 e o total de infectados está em 88.621.

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Senado americano deve confirmar juíza indicada por Trump à Suprema Corte

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Juíza conservadora deverá ser confirmada hoje para a Suprema Corte americana. Nomeação ocorre a uma semana das eleições para presidente nos EUA

Juíza Amy Coney Barrett: a chegada da magistrada conservadora à Suprema Corte pode mudar a orientação da mais alta corte em temas polêmicos (Matt Cashore/Notre Dame University/Reuters)

É esperada para esta segunda-feira, 26, a confirmação pelo Senado americano do nome da juíza conservadora Amy Coney Barrett para a Suprema Corte dos Estados Unidos. Barrett foi indicada pelo presidente Donald Trump e será o terceiro magistrado indicado pelo atual presidente a compor a Corte.

A juíza de Chicago irá preencher a vaga deixada pela progressista Ruth Bader Ginsburg, que morreu em setembro, e sua indicação tem sido alvo de intensas discussões. No domingo, 25, senadores republicanos votaram para avançar a nomeação de Barrett para a Suprema Corte pouco mais de uma semana antes da eleição presidencial, apesar de objeções de democratas. A votação foi de 51 a 48.

Ao longo dos últimos dias, os democratas tentaram atrasar o processo, argumentando que o vencedor da eleição de 3 de novembro deveria escolher o indicado para preencher a vaga deixada por Ginsburg. Não conseguiram.

Já os republicanos estão animados pela possibilidade de colocar uma terceira juíza escolhida por Trump na Corte, conseguindo uma maioria conservadora de 6 a 3 pelos próximos anos. A chegada de Barrett abre a possibilidade de uma nova era de decisões sobre aborto, casamento homossexual, e o Affordable Care Act (projeto de saúde aprovado durante o governo de Barack Obama).

O vice-presidente Mike Pence tipicamente presidiria a sessão de votos, mas após um assessor próximo dele testar positivo para a covid-19, não está claro se ele cumprirá esse papel na votação.

Quem é Amy Coney Barrett

Católica e de perfil conservador, Barrett será a juíza mais jovem da Suprema Corte, aos 48 anos — ao contrário do Brasil, o cargo na corte máxima americana é vitalício a não ser que os juízes voluntariamente decidam renunciar.

Ela nasceu em New Orleans, no estado da Louisiana, em 1972. Atualmente, é do Tribunal de Apelações do 7º Circuito de Chicago, cargo federal para o qual foi nomeada pelo próprio Trump em 2017.

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Chile enterra Constituição de Pinochet e inicia atualização da democracia

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De maneira esmagadora, 78,28% dos mais de 7,5 milhões de votos registrados foram favoráveis à opção “Aprovo” da mudança da Carta Magna

Pessoas comemoram resultado de consulta popular neste domingo: no dia 11 de abril de 2021 os chilenos deverão completar o próximo passo do processo de mudança constitucional com a eleição dos constituintes (Rodrigo Garrido/Reuters)

O Chile arquivou no domingo os últimos resquícios da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) com uma votação contundente a favor da revogação da Constituição herdada do regime e, agora, o país segue para atualizar uma democracia que viveu por 30 anos sob as regras estabelecidas pelo governo cívico-militar.

De maneira esmagadora, 78,28% dos mais de 7,5 milhões de votos registrados, após a apuração de 99,72% das urnas, foram favoráveis à opção “Aprovo” da mudança da Carta Magna.

A atual Constituição, idealizada em plena ditadura, virou, segundo analistas consultados pela AFP, uma camisa de força que reforçou evidentes desigualdades econômicas e sociais no país de 18 milhões de habitantes.

A opção alternativa, “Rejeito”, recebeu 21,72% dos votos. O índice de participação foi de 50,86% dos mais de 14,7 milhões de chilenos registrados para votar no plebiscito. No Chile, a taxa de abstenção frequentemente se aproxima da metade dos eleitores (na última eleição presidencial a participação foi de 49,02% no segundo turno).

Para Marcelo Mella, cientista político da Universidade de Santiago, o triunfo da mudança da Constituição inicia um novo caminho para a democracia chilena, nascida de outro plebiscito em 1988, quando a população decidiu terminar com o governo de Pinochet após 17 anos de ditadura.

“Significa abandonar de uma vez por todas a sombra institucional da ditadura e resolver as dívidas que a nossa democracia tem e que acabam transformando o jogo político democrático em um jogo trivial sem relevância para grande parte dos chilenos e chilenas”, declarou à AFP.

Deslocar os partidos

Os últimos 30 anos de democracia no Chile foram vividos sob as regras estabelecidas ainda durante a ditadura. A nova realidade aberta após a vitória esmagadora no plebiscito acaba de sepultar um regime de terror que deixou mais de 3.200 mortos e a violação sistemática dos direitos humanos.

Além da vitória do “Aprovo”, que muitos comparam em importância histórica com a vitória do “Não” no plebiscito que derrotou Pinochet, os chilenos também votaram a favor de uma “Convenção Constitucional” como órgão que redigirá a nova Carta Magna.

Com esta decisão, um grupo de cidadãos eleitos (homens e mulheres em número igual) terá o trabalho fundamental de redigir as regras para a sociedade, que iniciou os protestos em outubro do ano passado (com um balanço de 30 mortos e milhares de detidos e feridos) para exigir o fim da desigualdade e avanços na saúde, educação e Previdência.

“É o triunfo do povo para o povo em uma democracia que provavelmente é vista por uma parte do país como semi-soberana, que durante três décadas foi construída com base em um discurso de estabilidade, ao custo de tirar a soberania e poder do povo”, disse Mella

Para o analista, a eleição de uma “Convenção Constitucional deve ser interpretada como uma reivindicação da soberania popular, que deseja ter mais incidência nos processos e deslocar os partidos do papel hegemônico que tiveram por três décadas, com o resultado de manter o status quo institucional”, destacou.

No dia 11 de abril de 2021 os chilenos deverão completar o próximo passo do processo de mudança constitucional com a eleição dos constituintes que, durante um ano, deverão redigir o novo texto fundamental, que depois será colocado em votação em um novo plebiscito.

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China anuncia sanções contra empresas dos EUA por vendas de armas a Taiwan

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Pequim considera Taiwan parte da China e ameaça regularmente recorrer à força em caso de proclamação formal de independência de Taipé

Estados Unidos e China: Washington rompeu relações diplomáticas com Taipé em 1979 para reconhecer Pequim, mas continua sendo o aliado mais importante da ilha (Eblis/Getty Images)

A China anunciou nesta segunda-feira sanções contra empresas, pessoas e instituições americanas envolvidas em um projeto de venda de armas de mais de um bilhão de dólares a Taiwan, uma ilha considerada por Pequim como território chinês.

O porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Zhao Lijian, afirmou à imprensa que os fabricantes de armas Lockheed Martin, Boeing Defense e Raytheon estão envolvidos, entre outros, nas medidas de represália, que não foram reveladas em detalhes.

O governo dos Estados Unidos anunciou na semana passada a venda a Taiwan de 135 mísseis de defesa com capacidade de alcançar a China.

Washington, que se esforça para contra-atacar a influência da China na região, também decidiu vender a Taiwan lança-foguetes táticos por 436 milhões de dólares e equipamentos de imagem para o reconhecimento aéreo por US$ 367 milhões, o que eleva o total dos contratos a 1,8 bilhão de dólares.

Pequim considera Taiwan parte da China e ameaça regularmente recorrer à força em caso de proclamação formal de independência de Taipé ou de intervenção estrangeira, especialmente americana.

O porta-voz chinês disse que as sanções têm o objetivo de “proteger os interesses nacionais” e serão aplicadas contra os que se “comportaram mal no processo de venda de armas a Taiwan”.

“Continuaremos adotando as medidas necessárias para salvaguardar a soberania nacional e os interesses em termos de segurança”, destacou Zhao.

Washington rompeu relações diplomáticas com Taipé em 1979 para reconhecer Pequim, mas continua sendo o aliado mais importante da ilha e seu principal fornecedor de armas.

A China aumentou a pressão militar e diplomática sobre Taiwan desde a eleição em 2016 da presidente Tsai Ing-wen, que rejeita a visão de Pequim de que a ilha é parte de “uma só China”.

 

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Chilenos ignoram políticos e escolhem civis para escrever Constituição

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Constituição chilena será escrita por um grupo de civis eleitos no ano que vem, com 50% homens e 50% mulheres

Comemoração de chilenos nas ruas após referendo: nova Constituição será escrita por civis eleitos (Rodrigo Garrido/Reuters)

Além da escolha por ter uma nova Constituição para o país, os chilenos que foram às urnas neste domingo tomaram uma outra decisão: que os próprios cidadãos ajudem a escrevê-la.

No referendo sobre ter ou não uma nova Carta, uma das perguntas era o formato da Assembleia Constituinte que será formada a partir do ano que vem.

Venceu a opção de ter um grupo de legisladores popular: exclusivamente formado por membros da sociedade civil. A regra é que haja também uma igualdade de gênero, com 50% homens e 50% mulheres. Será um marco na elaboração de constituições pelo mundo, historicamente escritas com maioria masculina.

A outra opção no referendo era que a Constituição fosse escrita de forma mista, com grupo formado parte por parlamentares já eleitos e a outra parte por novos eleitos da sociedade civil.

Os membros totalizarão uma Assembleia de 155 pessoas, e serão escolhidos em nova eleição em 11 de abril do ano que vem. Depois, terão um ano para escrever um rascunho da Constituição.

No Brasil, a última Constituinte aconteceu em 1987, durando 20 meses e levando à Constituição de 1988. A Constituinte não foi exclusiva, isto é, parlamentares já eleitos trabalharam no texto exercendo simultaneamente suas funções como congressistas. Dos 590 parlamentares, só 26 eram mulheres, todas deputadas e nenhuma senadora.

Aprovação no Chile

A decisão de mudar a Constituição chilena foi majoritária. Com mais de 99% das urnas apuradas na madrugada desta segunda-feira, 26, foram favoráveis ao “Aprovo” 78,28% dos eleitores.

A Carta chilena vinha desde os tempos da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), que matou mais de 40.000 pessoas no Chile.

O texto já foi reformado algumas vezes desde o fim da ditadura, a partir da década de 90, mas protestos em massa sobre as injustiças sociais do país no ano passado levaram a novas críticas sobre pontos da Constituição.

Parte crescente dos chilenos passou a questionar o estado social fraco das leis do país, como o alto custo do transporte, da saúde e da educação e o sistema previdenciário, que funciona em um modelo de capitalização desde a ditadura de Pinochet.

Os dilemas foram intensificados pela pandemia da covid-19, que pressionou o sistema de saúde e o modelo social chileno.

Com os resultados do referendo, festas e comemorações explodiram nas ruas do Chile na madrugada desta segunda-feira.

No Twitter, o presidente de centro-direita Sebastian Piñera escreveu que “nossa democracia se fortaleceu graças à participação cidadã. Hoje nosso dever é seguir construindo um país melhor”, disse.

Os níveis de popularidade do presidente caíram em meio aos protestos, e Piñera entrou em frequentes embates com os manifestantes em suas declarações no ano passado. Piñera está no poder no Chile desde 2017, e o país terá também novas eleições presidenciais em 2021.

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Donald Trump vota antecipadamente na Flórida

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“Eu acabei de votar, foi tudo muito seguro”, afirmou brevemente Trump

Donald Trump vota na Flórida (Saul Loeb/AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nesta manhã seu voto antecipado nas eleições presidenciais americanas. Trump votou em uma seção na cidade de West Palm Beach, na Flórida, para onde mudou sua residência eleitoral no ano passado.

“Eu acabei de votar, foi tudo muito seguro”, afirmou brevemente Trump, dizendo que é uma honra votar nas eleições e que é muito mais seguro do que votar por carta, um dos pontos mais criticados pelo presidente americano durante a campanha eleitoral. “Votei em um cara chamado Trump”, brincou o presidente, quando perguntado se preencheu a cédula completa.

Neste sábado, Trump tem três compromissos de campanha, na Carolina do Norte, Ohio e Wisconsin, Estados que estão com projeções de voto apertadas para a eleição presidencial, que termina em dez dias, no dia 4 de novembro, e vê o candidato democrata Joe Biden com vantagem.

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Covid-19 na França: hospitais terão impacto em duas semanas, diz ministro

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A disseminação do vírus na França acelerou rapidamente nas últimas semanas

França: disseminação do vírus na França acelerou rapidamente nas últimas semanas (Benoit Tessier/Reuters)

Os hospitais franceses não poderão evitar o impacto da aceleração da pandemia de coronavírus, afirmou o ministro da Saúde do país neste sábado.

A disseminação do vírus na França acelerou rapidamente nas últimas semanas, com o total de infecções confirmadas superando um milhão, na sexta-feira.

“Os casos graves chegando aos nossos hospitais são resultados de infecções que aconteceram 15 dias atrás”, afirmou o ministro da Saúde, Olivier Veran, após visitar um hospital de Marselha.

“Levando em conta a disseminação da epidemia neste momento, sabemos que, não importa o que façamos, em 15 dias veremos as consequências dessas infecções”, disse.

Duas semanas atrás, a França estava registrando aproximadamente 20 mil novas infecções, com cerca de 20 pessoas entrando em unidades de tratamento intensivo por dia. Na sexta-feira, 122 pessoas foram internadas na UTI.

As taxas de infecções cresceram desde o verão, com a média móvel semanal de casos confirmados acima de 10 mil ao fim de setembro, em comparação a 5 mil ao fim de agosto. Em meados de outubro, a média semanal de casos era de 20 mil e agora está em quase 30 mil.

 

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terça-feira, 27 de outubro de 2020

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