O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou em depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado que não tratou com o ministro Alexandre de Moraes ou outros integrantes do Supremo Tribunal Federal sobre a situação do Banco Master e do banqueiro Daniel Vorcaro.
Gabriel Galípolo destacou que mantém uma relação cordial com todos os ministros do Supremo e desmentiu rumores que ligassem essas conversas à liquidação do banco.
Ele confirmou ter participado, em 4 de dezembro, de uma reunião no Palácio do Planalto com Daniel Vorcaro e outras autoridades. Na ocasião, os acionistas do Banco Master relataram dificuldades para captar recursos e afirmaram estar sofrendo pressões de concorrentes no mercado financeiro, o que não condizia com o porte do banco.
O presidente do Banco Central explicou que encaminhou os acionistas aos técnicos da instituição para avaliação e esclarecimentos.
Lei Magnitsky
Alexandre de Moraes esteve na lista de sanções da Lei Magnitsky, imposta pelo governo dos Estados Unidos por alegados abusos contra direitos humanos. Na época, Galípolo considerou as sanções incomuns, mas garantiu que não havia riscos para o sistema financeiro brasileiro.
Participação na CPI
Gabriel Galípolo compareceu como convidado à sessão da CPI do Crime Organizado para esclarecer sobre a suposta fraude financeira envolvendo o Banco Master. Ao contrário de outros convocados, sua presença foi facultativa.
A comissão investiga a atuação de servidores do Banco Central e possíveis relações com esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes ligadas ao banco.

