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Brasil

Galípolo garante que meta de inflação de 3% não será alterada

Hugo Barreto/Metrópoles

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou nesta quarta-feira (9/7) que não há intenção de modificar a meta de inflação estabelecida em 3% tanto para este ano quanto para 2025. Ele ressaltou que alterar essa meta traria impactos negativos para o país.

Segundo Galípolo, sugerir a mudança da meta indicaria acomodação em relação à desvalorização contínua da moeda. Ele destacou que ninguém deseja manter um ativo que perde valor constantemente, e que a credibilidade da instituição monetária é fundamental para a sociedade.

O presidente do Banco Central participou de uma audiência na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados, onde discutiu a atuação do banco na economia e esclareceu dúvidas sobre a possível aprovação da compra do Banco Master pelo BRB, de Brasília. Os pedidos para o debate vieram dos deputados Florentino Neto (PT-PI), Laura Carneiro (PSD-RJ) e Pauderney Avelino (União-AM).

“Ninguém deseja baixar os juros e conviver com uma inflação elevada”, ressaltou Galípolo, que também comparou a normalização da política monetária a um processo gradual, descartando soluções rápidas e definitivas.

Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, resultado de sete aumentos seguidos feitos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que também indicou o provável término deste ciclo de elevação.

Meta de inflação

A meta de inflação para 2025 e 2026 continua fixada em 3%, com uma margem de tolerância de até 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, limitando-se entre 1,5% e 4,5%. Essa diretriz é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que envolve o Banco Central, o Ministério da Fazenda e o Ministério do Planejamento. A meta é considerada cumprida caso o índice fique dentro dessa faixa de tolerância.

Desde este ano, a meta é avaliada de forma contínua, considerando-se os índices mês a mês. Se o índice acumulado em 12 meses ultrapassar o limite permitido por seis meses consecutivos, a meta será considerada não cumprida.

Nos últimos 12 meses até maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou uma alta de 5,32%. Caso essa tendência persista, o Brasil enfrentará mais um ano em que a meta nominal de inflação não será alcançada.

Para junho, o mercado prevê que a inflação medida pelo IPCA será de 0,23%. Os dados oficiais referentes a esse mês serão divulgados nesta quinta-feira (10/7).

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