A cidade de Manaus, no Amazonas, amanheceu novamente neste sábado sob uma densa fumaça causada pelas queimadas na região, marcando o terceiro dia seguido dessa condição.
O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registrou uma qualidade do ar muito ruim na capital.
Na sexta-feira, a Prefeitura de Manaus interrompeu as aulas e atividades em órgãos públicos devido à má qualidade do ar, que chegou a 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado, substância tóxica presente na fumaça. No sábado pela manhã, esse índice aumentou para 209 µg/m³, enquanto valores até 25 µg/m³ são considerados bons.
Durante a tarde, os pontos de monitoramento indicaram qualidade do ar entre moderada e ruim em Manaus, enquanto na cidade de Careiro, na região metropolitana, o índice permaneceu péssimo, com 117,5 µg/m³.
Instituições de ensino suspenderam as atividades, e a Defesa Civil do Amazonas emitiu alertas recomendando que a população evite exposição à fumaça e use máscaras ao sair de casa.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática informou que atua continuamente na prevenção e combate aos incêndios florestais na região, com equipes, aeronaves e recursos mobilizados. Até o momento, o Ibama já extinguiu 229 focos de incêndio no Amazonas e trabalha contra outros 20 ativos, contando com seis aeronaves e 290 brigadistas.
Manaus também enfrentou problemas com fumaça em setembro, quando o prefeito Renato Júnior destacou a necessidade de políticas públicas para combater queimadas no interior do estado.
Para controlar a situação, o governo estadual proibiu o uso do fogo para limpeza e manejo por 120 dias e solicitou apoio federal para combater os incêndios florestais, que foi parcialmente dispensado após a chegada das chuvas.
As queimadas liberam poluentes que podem permanecer no ar por semanas, como monóxido de carbono e dióxido de nitrogênio, e a inalação dessas substâncias representa riscos principalmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.
O governo do Amazonas tem intensificado a fiscalização e ampliado a estrutura de combate a incêndios, aumentando o número de bases de bombeiros e a quantidade de efetivo, além de adquirir equipamentos importantes para o combate às queimadas.
