Maitê Nóbrega mostrou sinais de alergia ao leite de vaca nos primeiros 40 dias de vida, um problema comum em crianças até 2 anos. Após sair do Hospital Regional de Taguatinga, ela foi incluída no Programa de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (PTNED) da Secretaria de Saúde (SES-DF).
Agora com 9 meses, Maitê recebe fórmulas especiais para sua alimentação. A mãe, Karem Araújo, 38 anos, que é autônoma, diz que essa ajuda é muito importante porque garantir essa alimentação seria difícil financeiramente.
Cuidado constante
Durante a Semana Nacional de Conscientização sobre Alergia Alimentar, a SES-DF destaca o PTNED, que oferece fórmulas especiais para uso em casa.
O programa, regulamentado pela Portaria nº 374/2023, atende mais de 4 mil pacientes com diferentes problemas, incluindo 1.445 crianças com alergia à proteína do leite de vaca (APLV).
Segundo Carolina Cunha, gerente substituta de Serviços de Nutrição da SES-DF, a alergia pode causar problemas no sistema digestivo, respiratório e na pele. Sem tratamento adequado, pode afetar o crescimento e aumentar o risco de infecções.
Fórmulas e inscrição
A SES-DF oferece fórmulas infantis específicas, feitas com proteínas modificadas do leite, com ou sem lactose, e outras feitas com aminoácidos livres. Cerca de 34% das crianças usam as fórmulas de aminoácidos.
Carolina Cunha explica que o programa ajuda a garantir que a criança receba proteínas e cálcio suficientes para crescer de forma saudável.
Para participar, a criança deve ser avaliada por médico, nutricionista e assistente social na UBS ou hospitais parceiros. Os relatórios são analisados pela Gerência de Serviços de Nutrição para confirmar se a criança pode receber as fórmulas conforme a portaria.
O responsável deve acompanhar pelo InfoSaúde e marcar a retirada das fórmulas pela plataforma Agenda DF. A retirada é feita na Central de Nutrição Domiciliar (Cnud), na sede da SES-DF. Também é possível verificar a disponibilidade das fórmulas pelo painel do InfoSaúde.
Na primeira retirada, é preciso apresentar documentos como identidade do responsável, comprovante de residência, certidão de nascimento da criança e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
Para continuar no programa, a criança passa por reavaliações nutricionais a cada três meses e consultas médicas a cada seis meses. A avaliação social ocorre apenas na inscrição.
