Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos poucos dias após ser derrotado nas eleições presidenciais pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um momento delicado para o governo do republicano Donald Trump.
Após descumprir uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) que o proibia de deixar o país, Flávio fugiu com sua família e teria desembarcado na Flórida. Essa ação ocorre poucos dias antes das eleições legislativas nos EUA, marcadas para 3 de novembro, quando os republicanos enfrentam queda na popularidade e risco de perder a maioria na Câmara dos Representantes.
O Departamento de Estado dos EUA confirmou a emissão de vistos para Flávio Bolsonaro e seus familiares, permitindo a entrada no país, mas não confirmou a concessão de asilo político. A decisão da Justiça brasileira exige que Flávio entregue seus passaportes à Polícia Federal, o que não foi cumprido, resultando no cancelamento dos documentos.
Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, o que ele nega. A saída para os EUA gerou rumores sobre uma suposta operação coordenada por aliados de Trump para protegê-lo, porém não há confirmação oficial dessas alegações.
A chegada de Flávio aos EUA ocorre em um momento tenso entre os governos brasileiro e norte-americano, e a participação política dele no território americano poderia aumentar esse atrito. As eleições de meio de mandato nos EUA são decisivas para o governo Trump, que enfrenta dificuldades relacionadas à economia e alta rejeição popular.
Donald Trump também comentou negativamente sobre as eleições brasileiras, questionando sua lisura sem apresentar provas e criticando decisões judiciais no Brasil, o que tem causado desconforto nas relações diplomáticas.
Dentro do partido Liberal (PL), a saída de Flávio Bolsonaro surpreendeu e causou uma reunião de emergência para avaliar os próximos passos. O senador havia questionado o resultado da eleição presidencial e anunciado intenção de pedir a anulação da votação, embora o PL tenha reconhecido a vitória de Lula.


