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Brasil

Flávio monta defesa e planeja pedir asilo nos EUA

Joe Raedle/Getty Images

O senador Flávio Bolsonaro, que está nos Estados Unidos após deixar o Brasil, enfrenta três processos no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele tem focado os últimos meses na preparação de sua defesa, alegando perseguição política.

Diferente do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que não formou equipe jurídica, Flávio contratou advogados para representá-lo e tentar impedir novas decisões judiciais desfavoráveis. Flávio deixou o país na noite de uma terça-feira, partindo do Brasil com sua esposa e duas filhas, fazendo conexão na Argentina e no Equador antes de chegar a Miami.

O senador pretende solicitar asilo político ao governo dos Estados Unidos, alegando perseguição e ameaças no Brasil, além de violações graves de direitos. Sua defesa também busca transferir um dos processos, relacionado a lavagem de dinheiro, que está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, para outro ministro.

Flávio Bolsonaro é investigado em três inquéritos que incluem suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, uma possível calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e indícios de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A investigação sobre o financiamento do filme está sob a responsabilidade do ministro André Mendonça.

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No processo por calúnia, Flávio publicou nas redes sociais uma acusação contra o presidente Lula por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro tem se encontrado com pessoas próximas como Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, ambos condenados pelo STF e residentes no país. Eduardo foi condenado por coação no curso do processo, e Ramagem por organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado, tendo deixado o Brasil e sido detido temporariamente nos EUA por problemas migratórios.

A saída de Flávio do Brasil ocorreu após o STF ordenar a entrega de seus passaportes, decisão que ele descumpriu. Nos Estados Unidos, publicou uma carta auto intitulando-se “líder do Brasil”, frase esta que posteriormente foi retirada de sua publicação.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, criticou a divulgação da carta, e um grupo de advogados pediu à Polícia Federal que investigue o uso do brasão da República na carta, que contém teor golpista.

O Tribunal Superior Eleitoral confirmou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quase 4,5 milhões de votos a mais que Flávio Bolsonaro no segundo turno. A vitória foi reconhecida por diversas instituições nacionais e internacionais, incluindo o PL.

Fonte: Metrópoles.

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