O senador e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, anunciou uma proposta para ajudar famílias endividadas. O plano inclui o governo assumir as dívidas e suspender o pagamento das parcelas, inspirado no programa Desenrola do governo Lula.
Segundo Flávio Bolsonaro, se eleito em 25 de junho, o governo comprará as dívidas dos brasileiros inadimplentes e as refinanciará por meio da Caixa Econômica Federal, oferecendo prazos maiores e juros menores.
O programa também terá uma abertura de crédito para que as pessoas possam financiar novos projetos, como investir em um negócio ou abrir uma empresa própria.
Outra medida importante é o período de carência: seis meses para pessoas físicas e um ano para empresas. Durante esse tempo, as dívidas ficarão congeladas, sem reajustes, e sem pagamentos das parcelas. Isso ajudará a reanimar a economia de forma sustentável.
O Desenrola, programa do governo Lula, já prevê carências semelhantes e, em sua versão 2.0, as parcelas ficaram congeladas por até um ano.
O endividamento, juros altos e a perda do poder de compra foram temas centrais na campanha do senador Flávio Bolsonaro.
Na última versão do Desenrola, o governo Lula anunciou que comprará carteiras de dívidas inadimplentes, tanto bancárias quanto não bancárias. O presidente Lula destacou que agora será o governo quem assumirá as dívidas e ajudará a reorganizar a vida financeira das pessoas.
O Desenrola 3.0 destina até 15 bilhões de reais para comprar débitos de famílias com dívidas atrasadas de 2 a 4,5 anos, desde que a dívida original não ultrapasse 10 mil reais.
Na fase anterior, Desenrola 2.0, foram renegociados mais de 25 bilhões de reais em empréstimos atrasados até meados de agosto, de acordo com dados do Ministério da Fazenda.
