O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro planeja juntar a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil ao ministério que cuidará das questões sociais, caso seja eleito no próximo domingo. A principal nome cotada para liderar esse ministério é Daniella Marques, que já presidiu a Caixa durante o último ano do governo de Jair Bolsonaro.
Atualmente, esses dois bancos públicos fazem parte do Ministério da Fazenda. A nova pasta social, também chamada na campanha de Ministério da Prosperidade, deve ter um papel maior, incluindo assuntos relacionados às mulheres, empreendedorismo e trabalho.
Integrar a Caixa e o Banco do Brasil a esse ministério é uma forma de valorizar Daniella Marques, que é uma aliada importante de Flávio Bolsonaro e a única mulher destacada na campanha do PL. No entanto, essa ideia não tem consenso entre a equipe do candidato, pois a Caixa realiza programas variados, como o Minha Casa, Minha Vida, que não são apenas sociais.
Hoje, a Caixa é liderada por Carlos Vieira, indicado por Arthur Lira, e o Banco do Brasil, por Tarciana Medeiros, nomeada pelo PT. Em 2022, Daniella Marques assumiu a presidência da Caixa após seu antecessor sair por acusações de assédio, e o banco teve papel relevante nas eleições daquele ano, chegando a liberar empréstimos para beneficiários de auxílio social.
No programa de governo, Flávio Bolsonaro promete transformar a Caixa em um ‘Banco da Prosperidade’, incentivando os clientes a conquistarem independência financeira por meio de um programa que oferece pontos para ações como cursos e formalização de negócios, com benefícios financeiros.
Apesar de o Banco do Brasil não estar destacado no plano do candidato, declarações de Daniella Marques sobre a necessidade de reestruturação e profissionalização da gestão geraram preocupações internas. Entretanto, o coordenador econômico da campanha, Adolfo Sachsida, afirmou que não haverá privatização dos bancos públicos.
O Banco do Brasil passou por mudanças recentes na presidência, sofrendo críticas internas e externas, além de controvérsias relacionadas a políticas internas e a influência do governo federal. O atual presidente, Fausto Ribeiro, afirmou estar alinhado às diretrizes do governo e já prestou esclarecimentos em comissão do Senado sobre possíveis restrições de crédito político.


