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Fiocruz deve pedir registro de vacina contra a covid-19 até a próxima semana

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A entidade tem parceria para fabricar a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o grupo farmacêutico AstraZeneca. Primeiro lote deve chegar em janeiro

Fiocruz tem parceria com a AstraZeneca. (Dado Ruvic/Reuters)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), laboratório público ligado ao Ministério da Saúde, deve pedir até a próxima semana o registro da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o grupo farmacêutico AstraZeneca. O imunizante é a principal aposta do governo federal para combater a pandemia do novo coronavírus. A Fiocruz pretende entregar 210,4 milhões de doses no País ao longo de 2021, soma suficiente para vacinar mais de 105 milhões de pessoas.

A ideia de levar o pedido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entre o fim de 2020 e o começo do ano seguinte já havia sido anunciada pela Fiocruz e citada pelo Ministério da Saúde. Em entrevista à Rádio Gaúcha, nesta segunda-feira, 28, o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da fundação, Marco Krieger, confirmou que o calendário está mantido.

A Fiocruz pretende, no começo de janeiro, começar a produzir as doses da vacina. A previsão é receber o registro da Anvisa até fevereiro e, na sequência, liberar as doses já fabricadas. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirma que a vacinação no Brasil deve começar em meados de fevereiro.

O laboratório brasileiro irá pedir o registro definitivo do produto. Com este tipo de aval é possível entregar as doses em massa à população e até mesmo usá-las na rede privada. A Fiocruz porém, vende as suas doses apenas à rede pública. A Anvisa tem até 60 dias para avaliar o pedido de registro. A expectativa do laboratório público é que a análise seja mais célere, pois já foram entregues à agência os dados iniciais (fases 1 e 2) de desenvolvimento do imunizante.

Uma opção é tentar o aval para uso emergencial e temporário da vacina. Neste caso, a Anvisa estima finalizar a análise em até 10 dias, mas o produto só poderia ser aplicado em grupos pequenos, como de profissionais de saúde. A Fiocruz não deve tentar este tipo de autorização.

Krieger disse ao Estadão que a documentação só será levada à agência após a publicação dos dados finais (fase 3) da pesquisa de desenvolvimento do imunizante. Ele disse que o pedido será feito “no máximo” até a próxima semana. A AstraZeneca afirma ter encontrado, após pesquisas adicionais, “a fórmula vencedora” para sua vacina contra covid-19. Em entrevista ao jornal Sunday Times, o CEO da farmacêutica, Pascal Soriot, disse que o imunizante garantiu “proteção de 100%” contra formas graves de covid-19.

O porcentual citado por Soriot se refere ao poder de evitar a forma grave da covid-19. Já os dados sobre a eficácia da vacina, ou seja, de impedir o desenvolvimento da doença a partir da proteção criada pelo produto, ainda são desconhecidos. As vacinas desenvolvidas por Pfizer/BionTech e Moderna apresentaram eficácia de 95% e 94%, respectivamente.

“A gente não viu esses dados ainda, mas quem falou foi o CEO da empresa. Minha convicção era de que essa evolução acontecesse. Não imaginava que seria tão rápido”, disse Krieger ao Estadão sobre a fala de Soriot.

O representante da Fiocruz também afirma que as novas vacinas são uma “revolução” no combate a doenças infecciosas. “Há ansiedade, mas a perspectiva é boa. O Brasil pode ter mais de uma vacina em tempo rápido. Estamos animados com os resultados dessas novas tecnologias”, disse Krieger.

A Anvisa já certificou a fábrica da AstraZeneca, localizada na China, que produz o insumo farmacêutico entregue à Fiocruz. O laboratório brasileiro, no primeiro semestre, deve realizar fases finais de preparação da vacina. A ideia é que todo o produto seja fabricado no Brasil a partir da segunda metade de 2021.

Segundo o plano nacional de imunização do Ministério da Saúde, a produção das doses na Fiocruz está prevista para começar em janeiro. A entrega do primeiro lote, de 15 milhões de doses, será feita no mês seguinte. No primeiro semestre, a ideia é fabricar 100,4 milhões. No segundo semestre, mais 110 milhões de doses com produção totalmente nacional. O cronograma de vacinação dos grupos prioritários foi montado a partir da previsão de doses disponíveis em 2021 desta vacina.

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Cliente que teve dedo amputado em mercado pede R$ 200 mil em danos morais na Justiça

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Na última quarta-feira (26), foi distribuído para a 5ª Vara Cível de Sorocaba, no interior de São Paulo, uma ação de R$ 200 mil de danos morais e estéticos de uma cliente, de 50 anos, que teve um dedo amputado quando uma empilhadeira passou por cima do pé em um mercado. As informações são do G1.

O caso da vítima aconteceu no dia 23 de dezembro do ano passado. Conforme o boletim de ocorrência registrado pela mulher, ela estava sozinha fazendo compras quando entrou em um corredor que não estava isolado e, na sequência, a empilhadeira passou por cima do pé dela ao se movimentar.

Segundo o operador do equipamento, ele aguardava clientes passarem pela área quando a cliente teria colocado o pé embaixo da máquina. Ao tentar se afastar, a vítima foi atingida.

O atacadista, conhecido como Assaí, tentou fazer um acordo com a cliente, que não foi aceito. O advogado da mulher entrou com a ação na Justiça contra o mercado, que ainda não foi notificado.

Na época do acidente, o Assaí informou, em nota, que foram prestados os primeiros socorros e a unidade acionou imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que levou a cliente para um hospital. “”Um funcionário foi destacado para acompanhá-la e garantir que a cliente recebesse toda a assistência necessária. Desde o primeiro momento, a empresa acompanhou o caso com atenção e vem custeando todas as despesas médicas e hospitalares para garantir o bem-estar da cliente. Além disso, vem mantendo contato e permanece à disposição da família para o que precisarem. Adicionalmente, a empresa reforçou com a loja todos os processos para o trânsito das empilhadeiras a fim de garantir que novas ocorrências não voltem a acontecer”, dizia o comunicado.
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Brasil

Lula tem 44% das intenções de votos contra 24% de Bolsonaro, aponta pesquisa Ipespe

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Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT nas eleições presidenciais de 2022, registrou 44% das intenções de voto. Jair Bolsonaro (PL) aparece na segunda colocação, somando 24%. Os dados são da pesquisa Ipespe divulgada nesta quinta-feira (27).

Os percentuais registrados pelos dois pré-candidatos são os mesmos do último levantamento, que havia sido divulgado na primeira quinzena de janeiro.

Na terceira colocação aparecem o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 8%. Por conta da margem de erro, eles estão tecnicamente empatados com João Doria (PSDB), que soma 2% das intenções de voto.

A pesquisa XP/Ipespe foi realizada entre os dias 24 e 25 de janeiro e ouviu mil pessoas com 16 anos ou mais em todas as regiões do país.

A coleta das opiniões foi feita por telefone, e a margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95,5%. O levantamento foi registrado junto à Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-06408/2022.
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É Destaque

Bolsonaro anuncia reajuste de 33,24% para piso salarial de professores

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(Alan Santos/PR/Flickr)

A disposição de conceder a reposição foi antecipada pelo chefe do Executivo na quarta-feira, 26, a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada

Pela Lei do Magistério, o reajuste de professores é atrelado ao chamado valor por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), definido pelo Ministério da Educação, com base na inflação. No ano passado, o governo não concedeu reajustes.

Na quarta, o presidente havia dito a apoiadores que iria “seguir a lei”. “Vou seguir a lei. Governadores não querem 33%. Eu vou dar o máximo que a lei permite, que é próximo disso”, afirmou Bolsonaro. Governadores e prefeitos pressionavam o governo federal a tentar modificar a lei do piso e o cálculo do reajuste como forma de evitar um aumento no piso salarial dos professores — e, assim, minimizar o impacto nos cofres de estados e municípios.

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Aconteceu

TIM inaugura loja no metaverso

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Loja da TIM no metaverso Cryptovoxels (Tim/Reprodução)

Trata-se de um tipo de replicação para o mundo virtual de uma loja conceito aberta no Rio de Janeiro

metaverso está, aos poucos, se tornando um lugar de interesse para as grandes marcas e empresas. Um relevante sinal disto é o desembarque da operadora TIM nas terras virtuais, que inaugura nesta quinta-feira, 27, uma loja dentro do Cryptovoxels plataforma de construção de metaverso.

O curioso é que o espaço se baseia em um lugar no mundo real, também inaugurado hoje. Trata-se de uma loja conceito, que teve um soft opening no final do ano passado no Barra Shopping, no Rio de Janeiro, e que, segundo a telefônica, ‘marca o início de uma nova experiência na jornada do cliente, repleta de inovação e com direito à chegada na nova camada da realidade que integra os mundos real e virtual’.

A nova loja é vista pela TIM como parte da estratégia omnichannel, no qual se tenta integrar todos os canais de atendimento ao cliente em um só. Nela, o cliente poderá experimentar acessórios e smartphones já com a tecnologia 5G e até equipamentos para conexão de residências utilizando a ultra banda larga fixa da TIM Live. O próprio consumidor poderá realizar atividades básicas desde consultar, imprimir, pagar faturas, adquirir planos, serviços e muito mais.

Já a replicação da loja no virtual foi uma idelização da agência MetaMundi, que funciona como um crossover da Metaverse Agency, de Byron Mendes, e Dellarte Soluções Culturais, de Steffen Daueslberg. Os mesmo produtos da loja conceito estarão lá e se o cliente decidir por realizar uma compra, será direcionado do metaverso para o site de vendas da TIM.

“Aproveitamos a abertura da flagship para marcarmos nossa entrada no metaverso. Escolhemos o Cryptovoxels pois ele é o mais habitado por marcas e, principalmente, por brasileiros. Com esse passo, faremos também com que os nossos clientes já estejam habituados ao mundo metaverso e associem a nova realidade à marca TIM”, afirma Bruno Vasconcellos, diretor de e-commerce e canais remotos da TIM Brasil.

Na TIM virtual

O espaço é dividido em duas partes: no primeiro andar, uma experiência estética similar à da loja conceito do Barra Shopping; no segundo, com acesso feito via teleporte, há um espaço “gamer”, com portfólio de produtos da TIM e de seus parceiros.

E, ainda no primeiro trimestre de 2022, será lançada uma arena de eventos virtuais com foco em música e entretenimento. Ali, por exemplo, a marca traria convidados para apresentações.

Na TIM real

O estabelecimento tem uma área para exposição de smartphones, gadgets e outros acessórios.

Outra área exclusiva para atendimento ao cliente, com disponibilidade de especialistas em tecnologia para sanar dúvidas e outros consultores de atendimento.

Há também um espaço dedicado para serviços oferecidos por parceiros da TIM, como Netflix, HBO, Deezer e Ampli.

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Economia

Marfrig anuncia investimentos de US$ 7 mi em 2 startups do ramo de alimentos

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A Marfrig comunicou na manhã desta quarta-feira, 26, que realizou dois investimentos externos em startups por um valor que soma cerca de US$ 7 milhões. O primeiro investimento foi na empresa brasileira Quiq, plataforma digital que simplifica a gestão de pedidos online dos restaurantes, e o segundo foi na empresa norte-americana Takeoff Technologies, que trabalha na criação de soluções automatizadas de atendimento de estoque de alimentos para redes de supermercado e pequenos comércios.

Segundo a companhia, o Quiq é uma joint venture liderada pelo hub de tecnologia 4all e outros nove sócios de importantes redes de food-service.

A startup conecta os diversos aplicativos de delivery diretamente aos sistemas de Ponto de Venda (PDV).

A Takeoff Technologies, por sua vez, foi fundada em meados de 2016 por José Vicente Aguerrevere e Max Pedro e conta com mais de 250 funcionários.

De acordo com a companhia em comunicado enviado à Comissão de Valores Imobiliários (CVM), as startups são correlacionadas e complementares aos negócios da Marfrig e estão alinhadas com sua estratégia de crescimento.

O anúncio dá continuidade ao comunicado de dezembro de 2020, no qual a empresa informou a criação da Diretoria de Inovação & Novos Negócios.

 

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Saúde

Mais de 30 milhões de doses da Janssen estão sem uso em depósito do governo

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Quase 32 milhões de doses da vacina da Janssen contra a Covid-19 estão paradas em um galpão do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP). As informações são de uma reportagem do “Jornal Nacional”, da TV Globo.

O Brasil recebeu 41 milhões de doses do imunizante até dezembro, sendo 38 milhões de um contrato de aquisição da vacina, e outros 3 milhões de doação do governo dos Estados Unidos.

Mas, de acordo com um informe técnico do Ministério da Saúde, publicado nesta quarta (26), apenas 9,2 milhões de doses chegaram aos estados e municípios. Em nota, a pasta informou que alguns estados solicitaram a suspensão do envio dos imunizantes devido à saturação da rede de frio, ou seja, dos freezers e geladeiras para armazenamento das doses. O ministério não informou quais foram esses estados.

Segundo a pasta, as 31,7 milhões de doses do imunizante estão armazenadas no centro de distribuição e podem ser prontamente distribuídas quando solicitadas.

O JN ouviu o médico sanitarista Adriano Massuda, ex-secretário de Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, que criticou a gestão do governo federal em relação à coordenação do enfrentamento à pandemia.

“O ministério perdeu totalmente o protagonismo da coordenação nacional do sistema de saúde no enfrentamento dessa pandemia. O ministério fica numa postura passiva, de esperar a demanda vir dos estados e municípios, quando ele tem que monitorar a cobertura vacinal. Essas vacinas são elemento central para o enfrentamento da pandemia nesse momento”, diz Massuda.

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