A cultura popular junto com a tecnologia está cada vez mais presente nas escolas do Distrito Federal. O projeto Filhos da Terra – Circuito de Educação Patrimonial começou no Centro Educacional Vendinha, em Brazlândia, e vai levar experiências educativas também para as escolas da Estrutural e do Itapoã durante março e abril. O objetivo é conectar os estudantes ao patrimônio cultural imaterial do Brasil por meio de atividades interativas.
A iniciativa beneficia cerca de 2,5 mil alunos de 11 a 18 anos do ensino fundamental e médio, com apoio da Neoenergia Brasília e do Instituto Neoenergia, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Distrito Federal. O projeto combina cultura, tecnologia e educação patrimonial, incluindo apresentações de grupos locais, rodas de conversa sobre identidade cultural, documentários e jogos digitais educativos que ensinam sobre manifestações culturais como o Maracatu e a Congada.
Uma das formas principais para atrair os jovens é o uso da gamificação. Conforme explicou o idealizador do projeto, o fotógrafo e produtor cultural Eraldo Peres, os jogos digitais são uma linguagem mais próxima da realidade dos estudantes, tornando o aprendizado mais atraente. Os jogos sobre maracatu e congada funcionam como uma porta de entrada para que os jovens conheçam a cultura popular brasileira.
Durante as atividades, cada escola recebe 40 tablets com acesso à internet para que os alunos participem das experiências digitais. Além disso, os estudantes ganham uma ecobag com pendrive contendo o material educativo e informações sobre o uso consciente de energia, assim o aprendizado vai além da sala de aula. O projeto também oferece formação para professores por meio de videoaulas que explicam a metodologia e materiais didáticos, como a coleção “Cadernos de Cultura”.
O projeto valoriza o contato dos estudantes com as expressões culturais para despertar interesse e identificação com suas tradições, fortalecendo a educação patrimonial.
O Filhos da Terra também convida grupos culturais locais para apresentações, promovendo o diálogo entre tradição e juventude, e visando que o conhecimento alcançe também as famílias dos alunos. A proposta é que os valores culturais se estendam para a vida cotidiana dos jovens e seus lares.
Com quase dez anos de existência, o projeto é reconhecido nacionalmente e já foi finalista do Prêmio Rodrigo Melo Franco, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Além das ações presenciais, o conteúdo educativo está disponível para o público no site oficial do projeto.
Detalhes do Projeto
- Brazlândia – Centro Educacional Vendinha (área rural), dias 25 e 26 de março de 2026
- Estrutural – CEF 2, dias 23 e 24 de abril de 2026
- Itapoã – Zilda Arns, dias 9 e 10 de abril de 2026
Mais informações podem ser encontradas no site oficial do projeto e em suas redes sociais.

