A Fundação Getulio Vargas (FGV) atualizou o valor do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) para a segunda parte de agosto, indicando uma queda de 0,43%, corrigindo a primeira informação que apontava recuo de 0,39%. Essa revisão mostra que o índice caiu mais do que o esperado inicialmente.
O IPC-S registrou uma diminuição de 0,43% na segunda quadrissemana de agosto, depois de uma leve queda de 0,05% na primeira quadrissemana. Considerando os últimos 12 meses, o índice acumula um aumento de 3,86%.
Entre os oito grupos que compõem o IPC-S, quatro apresentaram queda: Habitação, que passou de alta de 0,41% para uma queda de 1,29%; Educação, Leitura e Recreação, que mudou de 0,50% para -0,13%; Comunicação, que foi de 0,05% para -0,80%; e Alimentação, que teve uma pequena queda adicional de -0,52% para -0,57%.
Por outro lado, os grupos Despesas Diversas, Transportes, Vestuário, e Saúde e Cuidados Pessoais apresentaram aumento ou menos queda, influenciando para cima o índice geral.
Principais influências para a queda
Os principais responsáveis pela queda no índice foram a redução na tarifa de eletricidade residencial (de 0,70% para -8,00%), a diminuição no preço do tomate (de -28,79% para -27,75%), da batata-inglesa (de -23,98% para -27,71%), gasolina (de -1,28% para -1,11%) e passagem aérea (de 5,08% para -2,63%).
Em contrapartida, alguns itens contribuíram para o aumento do índice, como os cigarros (de 6,15% para 13,90%), plano e seguro de saúde (de 0,47% para 0,46%), mamão papaya (de 8,09% para 9,58%), leite tipo longa vida (de 2,81% para 2,30%) e seguro facultativo para veículo (de -0,31% para 1,71%).
Estadão Conteúdo.
