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Economia

pix impulsiona inclusão financeira para baixa renda

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou na abertura da Febraban Tech que o Pix foi fundamental para ampliar o acesso bancário, especialmente entre a população de baixa renda. Ele, porém, alertou para o aumento do uso do cartão de crédito e o consequente crescimento do endividamento das famílias.

Galípolo explicou que a inovação do Pix facilitou também o uso do cartão de crédito, e destacou a importância de um consumo consciente aliado a mecanismos que minimizem riscos financeiros.

Segundo Galípolo, historicamente no Brasil, a infraestrutura de pagamentos sempre esteve ligada ao crédito, o que gera custos e riscos ao sistema. O Pix ajudou a reduzir essas dificuldades e acelerou os processos, mas também ampliou o número de pessoas com acesso ao crédito.

Mais da metade dos usuários de cartão de crédito no país têm algum tipo de dívida, seja no crédito rotativo ou parcelado. Para o presidente do BC, retirar o custo do risco é desejado pelas instituições financeiras, que precisam se adaptar a essa nova realidade.

Gabriel Galípolo destacou que nem toda dívida é problemática, pois o aumento do crédito é natural e desejável para a economia, mas é preocupante quando o endividamento é usado para gastos momentâneos, especialmente em um cenário de juros altos, que tendem a desencorajar dívidas.

Ele ressaltou ainda o desafio de entender por que, mesmo com a melhora da renda e do emprego, o endividamento não diminuiu.

No evento, o presidente do Banco Central observou que o país ainda enfrenta níveis altos de endividamento e inadimplência, citando o crédito consignado privado como um dos principais fatores que vem pressionando essa situação.

Diante disso, Galípolo defendeu que as instituições financeiras reforcem o controle de riscos e mantenham reservas para enfrentar eventuais perdas.

O Banco Central também está discutindo medidas para acompanhar a transição do modelo financeiro tradicional para o digital, alinhando-se às melhores práticas internacionais para evitar desequilíbrios.

Para ele, a segurança no sistema financeiro é um esforço contínuo e as medidas de proteção nunca terão um ponto final.

Finalmente, Gabriel Galípolo reiterou que a inclusão financeira é essencial e que é preciso avançar na cidadania financeira, promovendo o uso responsável dos serviços, uma melhor compreensão do perfil dos usuários e o alinhamento dos preços ao risco.

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