O Ministério da Fazenda realizou, na terça-feira (24/2), em Brasília (DF), um evento chamado Workshop Parcerias para Implementar o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC). O objetivo do encontro foi avançar na organização do primeiro leilão do PHBC, previsto para 2026, discutindo pontos técnicos e institucionais essenciais para a consulta pública e o formato do leilão.
O evento foi organizado pela Secretaria de Reformas Econômicas (SRE), com apoio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e contou com a presença de representantes do Governo do Brasil, do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e da H2Global.
Regis Dudena, secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, destacou que o sucesso do PHBC depende da colaboração, transparência e alinhamento com os objetivos da política pública. Ele ressaltou que o planejamento dos leilões deve refletir o compromisso com a ação climática, inovação e competitividade. Dudena informou que o Ministério está tratando o tema como prioridade estratégica, trabalhando em um modelo de subsídios com contrapartidas claras, transparência e prazos definidos. O programa, com valor estimado de R$ 18,3 bilhões, busca atrair investimentos sustentáveis, baseado em experiências internacionais.
Carlos Colombo, diretor de programa da SRE, afirmou que o evento marcou a segunda fase da parceria com o Banco Mundial, iniciada em 2025, que identificou princípios e boas práticas para a organização dos leilões, e demonstrou confiança no primeiro leilão.
Carolina Grottera, subsecretária de Transformação Ecológica da Secretaria-Executiva do MF, explicou que o PHBC faz parte do Plano de Transformação Ecológica, estruturado em seis pilares, incluindo finanças sustentáveis, inovação, transição energética e infraestrutura de baixo carbono. Ela destacou que o hidrogênio é fundamental para a transição energética, ajudando a reduzir emissões em setores como transporte de longa distância e indústrias difíceis de descarbonizar, além de aumentar a autonomia na produção de fertilizantes. Grottera reforçou o potencial do Brasil como fornecedor estratégico, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
Durante o dia, foram realizados debates aprofundados sobre prioridades, entregas e capacidade das instituições para a Consulta Pública do primeiro leilão, definindo bases técnicas para a implementação. O workshop reforçou a coordenação entre o Governo Federal e parceiros internacionais, consolidando os próximos passos para desenvolver o mercado brasileiro de hidrogênio de baixa emissão de carbono.
*Com informações do Ministério da Fazenda

