O Ministério da Fazenda diminuiu a previsão de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2026, que passou de 2,3% para 2,0%. Para o ano seguinte, a projeção também foi reduzida, de 2,5% para 2,3%. Esses dados foram divulgados no Boletim Macrofiscal de setembro pela Secretaria de Política Econômica (SPE) nesta terça-feira, 22.
As projeções da SPE ainda estão acima das estimativas médias do último relatório Focus, que previam crescimento de 1,88% para 2026 e 1,43% para 2027.
Na comparação entre os trimestres, espera-se um crescimento de 1,8% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao segundo trimestre, que apresentou 2,0%. A redução é atribuída principalmente à agropecuária, que teve queda de crescimento de 6,8% para 3,7%, e à indústria, que caiu de 1,5% para 1,3%. Ajustando sazonalmente, a projeção do PIB para o terceiro trimestre é de 0,2%, com queda da agropecuária em 0,7%, aceleração da indústria em 0,6% e crescimento de serviços em 0,4%.
A SPE destacou que o mercado de trabalho continua sendo o principal suporte da demanda interna, com taxa de desemprego baixa e aumento real da renda das famílias. O crédito concedido a empresas também está crescendo em comparação com o ano anterior.
Quanto à atividade econômica, o Ministério da Fazenda reforçou que os indicadores disponíveis chegam até julho, mas já indicam uma desaceleração em relação ao ano anterior, tanto na indústria, que passou de 1,5% para 0,4% no crescimento trimestral móvel, quanto nos serviços, que caíram de 1,7% para 1,2%.
De acordo com a SPE, “o varejo ampliado manteve seu ritmo, e a construção civil diminuiu a queda, embora isso não tenha sido suficiente para compensar a desaceleração nos setores mais importantes. O IBC-Br permaneceu estável em 1,5%. Em julho, houve uma recuperação parcial após um junho mais fraco, com alta na indústria, na construção e no varejo, mas o índice voltou a recuar”.
Apesar da redução nas projeções para 2027, passando de 2,5% para 2,3%, a SPE afirma que a previsão para o período de 2028 a 2030 permanece em média 2,6%, incorporando os efeitos graduais das reformas estruturais em andamento.
Estadão Conteúdo
