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Fala de Zuckerberg seria linda se ele fosse CEO dos EUA, não do Facebook

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Para livrar a empresa, um monopólio, de interferências, o magnata despreza questões centrais e finge ser um paladino. Por que isso importa a brasileiros?

Zuckerberg: fala como se fosse um Benjamin Franklin… mas tá mais para um típico magnata monopolista (Facebook/Facebook)

Hoje (17), há pouco, Mark Zuckerberg realizou um pronunciamento realmente impactante, em discurso na Universidade de Georgetown (EUA). “Alguém me disse que os Founding Fathers viam a liberdade de expressão como o ar. Ninguém sente falta, até que suma”, proclamou Zuck, em entonação que realmente transpirava um cheiro de “Founding Father”. Quem eram os tais Founding Fathers? Esse é o apelido dado ao grupo de estadunidenses que, no fim do século XVIII, enfrentou a Inglaterra e conquistou a independência dos Estados Unidos. A referência em que o criador e CEO do Facebook se apoiou representa bem o tom de seu discurso. Zuckerberg se portou como um paladino da liberdade de expressão, um guerreiro contra as ditaduras de todo o planeta, a salvaguarda da opinião de todos nós. O problema: por trás do verniz, a verdade é que ele não é nada disso.

Zuckerberg não é John Adams, Thomas Jefferson, muito menos um Benjamin Franklin. Ele está mais para Rockefeller ou Bill Gates. E isso não é uma crítica direta à figura. Rockefeller e Gates são memoráveis, admiráveis, em muitos sentidos. Contudo, tratam-se de magnatas monopolistas, defensores de interesses individuais e corporativos. Estão longe, muito longe, de serem escudos da democracia. Aliás, pelo contrário: nos três casos, em diversos momentos, portaram-se como agressores do sistema democrático. Isso porque Rockefeller, Gates e Zuckerberg não são, digamos assim, CEOs dos EUA – apesar de em alguns lapsos parecerem querer ser.

O mandachuva do Facebook desfilou frases de efeito. Para ele, a rede social seria uma forma de “dar voz”, “garantir a liberdade de expressão”. Tentar enfrentar o Facebook, pela lógica, seria “mais danoso à democracia do que qualquer tipo de discurso”. Quer saber um tipo de discurso danoso à democracia? O de Zuckerberg em Georgetown.

Ocorre que o magnata inverte valores, fingindo ser papel dele promover a liberdade de expressão não só nos EUA, como em todo o planeta (?!?!?!). Contudo, ele parece ter se esquecido dos reais problemas que envolvem sua criação.

Primeiro: o Facebook é um monopólio. Em acréscimo, são os algoritmos do site que decidem quais tipos de discursos, de mídias, de celebridades, de falas, de políticos, merecem destaque maior, ou menor, na plataforma. Na prática, isso transforma a invenção, aliás, não numa plataforma, mas em uma mídia. Aqui ao se considerar como pensadores das célebres escolas de Toronto e Chicago definiam “mídia”: os poderes mediadores da estrutura de valores simbólicos que rege uma sociedade.

O empreendedor parece encenar que não tem esse papel. Seria ele apenas um microfone para a sociedade? Nada disso. O Facebook atua como mediador de discursos, claramente privilegiando uns, desprivilegiando outros.

A constatação não é simplesmente jogada ao ar. Chris Hughes, também um dos criadores do Facebook (e ex-amigo de Zuckerberg), já apontou, publicamente, e com “raiva e responsabilidade”, que o produto que deixou ao mundo é uma “ameaça à democracia”. Nas palavras de Chris Hughes: “Controla as três das principais plataformas de comunicação – Facebook, Instagram e WhatsApp – (…) O conselho do Facebook é mais como um comitê (…) porque Mark controla em torno de 60% das ações com direito a votos. Mark, sozinho, (…) faz as regras de como distinguir falas incendiárias e violentas das meramente ofensivas, e escolhe fechar um concorrente o adquirindo, bloqueando ou imitando”.

Quer dizer que é para fechar o Facebook? Não. Nada disso.

Apesar de Zuckerberg fingir que o ameaçam disso, não passa de balela. Nos bastidores, sabe-se que o magnata tem receio de políticos como a democrata Elizabeth Warren, pré-candidata à presidência nos EUA, cujas eleições ocorrem no ano que vem. O que ela (e vários outros, principalmente em meio à comunidade europeia) propõe está longe de ser uma destruição da rede social. Pelo contrário, sugere-se que se multipliquem sites e apps do tipo. Ela (e outros…) quer muitas e muitas redes sociais, proliferando-se. E isso seria magnífico para a sociedade, para o bem estar da política, para a democracia.

Tem uma ironia aí. Se voltarmos a algumas eleições passadas, Zuckerberg – apesar de ser financiador de campanhas de todos os tipos de políticos, de quase qualquer ideologia (para garantir uns votos no lobby do Congresso estadunidense) – se portava como um democrata. Era clara a admiração dele, e de vários outros ícones do Vale do Silício, a, por exemplo, Barack Obama. Assim como tinham ojeriza a Donald Trump (ou assim aparentavam).

Agora, o mandachuva se volta contra os democratas. Por quê? Pois o que Elizabeth Warren propõe é diminuir o poder do Facebook. Isso justamente para garantir a plenitude da democracia dos EUA. Ela quer impor que, por exemplo, o Instagram deixe de ser de propriedade de Zuckerberg e passe a se tornar uma concorrência – ou seja, uma empresa à parte, liderada por outras cabeças.

No mundo ideal para a democracia, seria assim mesmo. Como o Facebook filtra, sim, com seus algoritmos, o que vemos, o que vale, qual informação se espalha, seria bom ter mais opções de peso. Mais Snapchats, Instagrans, TikToks. Sim, TikToks.

Em sua fala, Zuckerberg mencionou também o novo app chinês, febre entre adolescentes e que tem ameaçado o poderio de seu império. Veja bem: sim, o TikTok é de causar calafrios. Não se sabe bem como são utilizados os dados coletados; há nele muita pornografia direcionada a jovens, incluindo várias de conteúdo criminoso, pedófilo; e ele ainda espalha a cultura de censura e controle da ditadura chinesa. Deveria haver regras mais claras para permitir o TikTok em diversos mercados (inclusive, no Brasil).

Porém, até onde é democrático Zuckerberg se portar como o cavaleiro brilhante que nos defenderá da China? Ao condenar o rival asiático, não se engane: ele não protege a liberdade de expressão; mas, sim, a imposição de sua visão cultural, do modo de vida e de pensar do Vale do Silício. Caso ele realmente defendesse a democracia, seria muito melhor se ele apoiasse, por exemplo, a multiplicação de redes sociais, de variadas nacionalidades, ideologias, regradas tão-somente pela… Justiça. Justiça esta não imposta por ele mesmo, o todo-poderoso Zuck. Mas, sim, por cada país, sendo estes respaldados por órgãos internacionais, como a ONU.

O empreendedor ainda engana seu público ao dizer que o Facebook promove a liberdade de expressão ao dar maior poder a cada indivíduo. Vale lembrar aqui dos livros de um brilhante filósofo de nossos tempo: Byung-chul Han. Certamente Zuckerberg, em sua óbvia genialidade, está a par de livros como “No Enxame”, “Sociedade do Cansaço” e “Sociedade da Transparência”.

Byung-chul Han elabora bem como funciona a estrutura do Facebook (ou do Twitter, ou do YouTube, ou do Instagram, ou do WhatsApp, ou do TikTok). Nesses ambientes, cada usuário parece ter uma voz. Mas só parece.

Na prática, o que ocorre é o que o filósofo define como Shitstorm. Cria-se uma “tempestade de merda” (se preferir, em português contido: “tempestade de indignação”). Parte-se de um post de um indivíduo carismático, seja ele Bolsonaro, Trump, Olavo de Carvalho, ou qual for. A mensagem não representa um grupo, uma comunidade, uma sociedade. Mas o ódio a um alvo específico, usualmente fruto de elementos mantenedores da democracia representativa – ou seja, movimentos como o LGBTQ+, organizações de trabalhadores, instituições ambientalistas etc. Assim a merda, ou “indignação”, é jogada no ventilador do Facebook. Espalha-se entre outros indivíduos, sufocados por tanta bosta, cansados de tanta informação crua tão-somente vomitada nas redes – sem promover qualquer formação de conhecimento (seja de qual ideologia for).

Vou pular alguns capítulos para resumir o efeito da citada tempestade. A epidemia gera o que Byung-chul Han define como “enxame”. Um novo tipo de massa, na qual cada indivíduo, cada usuário das redes sociais, porta-se como uma abelha aflita para picar a todos, indiscriminadamente. Essa “abelha” até acha que está agindo sob total autocontrole. É justamente a ilusão pretendida; pois, por trás da cortina do marketing promovido por figuras como Zuckerberg, portam-se é como seres indignados atrás de um ódio a tudo e qualquer coisa (seja essa coisa “de direita”, ou “de esquerda”, ou de nenhum dos dois; para as abelhas, tanto faz), movendo-se em torno do que ditam os ditadores do Shitstorm e, ainda, os algoritmos das redes.

O inspirado Zuckerberg lembrou, em sua extremamente bem lapidada e carismática fala em Georgetown, das Guerras Mundiais. Diz que naquela época houve extrema polarização devido ao cerco à liberdade de expressão. É verdade. Todavia, parece se esquecer de três elementos essenciais que surgiram no início do século XX e que, então pouco escrutinados pela sociedade, foram dominados por figuras poderosas, carismáticas, influentes. Aqui falo da TV, do rádio e da propaganda.

Foi ao manipular com êxito tais técnicas de comunicação que ditadores se alçaram. Caso, sim, de Hitler. Um de seus maiores poderes era o controle do cinema, da rádio, da TV, da propaganda. Antes de eclodir a Segunda Guerra Mundial, poucos davam atenção a como essas então novas tecnologias podiam ser utilizadas para fins extremamente danosos. Celebrava-se como os novos meios espalhavam informação, e “liberdade” (em meio a aspas, frente ao contexto aqui apresentado). No entanto, da forma como eram utilizadas por figuras como Hitler, provaram-se poderosas ferramentas de controle social.

Sabe o que hoje representa, em equivalência teórica, a TV, o rádio, a propaganda, o cinema do início do século XX? As mídias sociais. Estas podem ser utilizadas com êxito por figuras autoritárias para glorificar o poder individual e assim impor visões de mundo, estas igualmente individualizadas. Numa tempestade, contaminam o enxame das redes, direcionando-o para onde se quer.

Sabe como se mitigaram os malefícios, em favor dos gloriosos benefícios, das tecnologias do século XX? Com leis, regulações, enfrentamentos a monopólios. Métodos que para desinformados podem parecer de poderio total do Estado. Nada disso. Trata-se de tirar o poder de magnatas e de líderes carismáticos (mas com intenções obscuras; incluindo aí justamente autoridades do Estado), e submetê-los à sociedade, como um todo, sendo essa representada não por um ou outro indivíduo, mas por diversos grupos que, cada um em seu consenso, refletem as vontades de setores sociais-políticos específicos. Sabe qual é o nome dado a esse cenário? Democracia representativa. É exatamente contra esse sistema, o democrático, que atenta o monopólio das redes sociais. E sabe quem prega esse estilo de abordagem para lidar com os excessos autoritários de magnatas e de líderes carismáticos? O liberalismo clássico.

Caso Zuckerberg realmente quisesse promover a liberdade, como frisou em sua fala cativante, ele poderia tratar de alternativas muito mais saudáveis, pelo ponto de vista social-político-iluminista. Exemplo: um fundo (determinado por lei), bancado pelas próprias empresas do Vale do Silício, que motivasse a criação de rivais que pudessem disputar mercado – e, logo, poderio – com Facebook, Google e as outras das parcas gigantes da indústria digital.

Ele ainda poderia propor, como já insinuou seu ex-amigo e ex-sócio Chris Hughes, que “redes sociais” integrassem o setor de utilidades da sociedade – ao qual pertencem as companhias, por exemplo, de petróleo, de fornecimento de água e de energia, dentre outras. Se assim fosse, Facebook, Twitter ou YouTube se submeteriam a regras muito mais rigorosas, inclusive as relativas a fiscalização e transparência de negócios, em favor do bem-estar social e político.

Para promover a liberdade global, o rosto mais famoso do Facebook ainda poderia, como sugestão, resgatar outra ideia, esta já defendida por ele em outra ocasião: a da renda universal básica. Ou seja, monopólios como o dele contribuiriam, financeiramente, para alimentar cidadãos cujas profissões, carreiras, utilidades, fossem vencidas de vez pela imposição autoritária do sistema do Vale do Silício de se empreender.

O que isso tem a ver com democracia? Tudo. Afinal, dessa forma, se daria um mínimo poder àqueles mais agredidos por esses monopólios, que têm visto seus representantes sendo enfraquecidos, com efeito mortal em grupos que representam uma série de setores da sociedade – que vai de engenheiros que passam a ser dispensáveis frente à ascensão da inteligência artificial, a taxistas, operários etc.

Com todas essas providências, se ressaltariam as grandes glórias das redes sociais (e são muitas!), diminuindo os danos que têm causado à democracia. Todavia, nada disso fez Zuckerberg. Ele preferiu fingir ser um “Founding Father”, o CEO não só dos EUA, como dos interesses globais. Por quê? Pois se fizesse o contrário, iria doer não só em seu bolso, mas em sua aura magnânima de poder.

Uma pena. Isso porque, se adotasse outra postura, aí sim Zuckerberg poderia começar a se tornar um Benjamin Franklin. Quem sabe um dia a consciência bata e ele mude de postura perante o mundo – e, de preferência, sem querer impor a cultura dos bilionários do Vale do Silício a todo o restante do planeta, de chineses a brasileiros. Isso aconteceu, esse estilo de transformação, com Bill Gates, na última década.

Ah, e o que isso tem a ver com brasileiros, mesmo? Nós somos o segundo maior público das redes sociais e certamente um dos países que mais têm sentido a agressão à democracia representativa, promovida pelo Shitstorm e pelos enxames virtuais.

 

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Ataques hackers com lasers colocam assistentes virtuais em risco

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Cientistas demonstram como enganar dispositivos usando a luz, em vez do som

Alexa: vulnerabilidade está nos microfones (Yagi Studio/Getty Images)

Rio — Os assistentes virtuais oferecem comodidade e facilidade para o dia a dia, pelo acionamento por voz para a realização de tarefas. Mas esse tipo de tecnologia, que ganha cada vez mais espaço entre os usuários de tablets, smartphones e alto-falantes inteligentes, pode estar na mira de hackers.

Em trabalho recente, pesquisadores da Universidade de Michigan e da Universidade de Eletrocomunicações, em Tóquio, demonstraram que dispositivos acionados por voz podem ser acionados a distância, com o uso de lasers.

A vulnerabilidade está nos microfones. Para captar os comandos de voz, eles possuem uma membrana interna, chamada diafragma, que vibra com as ondas sonoras. As vibrações são transformadas em sinais elétricos, que são interpretados pelo sistema. O problema é que a luz também é capaz de provocar essas vibrações.

“Nós mudamos a intensidade da luz modulando os comandos de voz, como em ‘Hey, Alexa’”, explica Sara Rampazzi, da Universidade de Michigan e coautora da pesquisa. “Basicamente, quando a luz bate na membrana, ela vibra e reproduz o mesmo movimento das ondas sonoras. Então, no fim, nós criamos o mesmo sinal elétrico e o microfone não sabe que ele foi produzido pela luz, em vez do som.”

No entanto, esta técnica de ataque não é simples. Não basta comprar um apontador laser e mirá-lo para microfones em alto-falantes e smartphones. O experimento durou sete meses, para que os pesquisadores pudessem realizar ajustes finos na modulação.

“Você precisa comprar um equipamento para alterar a corrente elétrica do laser e ter informações sobre como funciona a modulação”, contou Sara. “Definitivamente, não é algo simples, mas nós demonstramos que é possível.”

O foco dos testes eram os alto-falantes inteligentes, do Google, do Facebook e da Amazon, mas o experimento também foi realizado com a assistente Siri, da Apple, no iPhone XR e no iPad de sexta geração. Os smartphones Samsung Galaxy S9 e Google Pixel 2, como o Google Assistent, também foram testados.

O Google Home e o Echo Plus de 1ª geração se mostraram mais vulneráveis, sendo acionados a distâncias superiores a 110 metros. Segundo Sara, como o objetivo era demonstrar o problema em alto-falantes, não foram realizados muitos testes com tablets e smartphones. Mesmo assim, os cientistas conseguiram acionar os assistentes, mas com o uso de mais potência e a distâncias menores.

Trata-se de uma consequência do próprio design dos aparelhos. Os alto-falantes foram desenvolvidos para serem colocados nos ambientes das casas, sendo acionados à distância. Por isso, seus microfones são mais sensíveis. Já os tablets e smartphones ficam nas mãos dos usuários.

Como os assistentes virtuais estão conectados a outros serviços e dispositivos, operam como centrais de comando em casas inteligentes, vulnerabilidades são particularmente graves. É possível, por exemplo, fazer compras on-line. E em casos extremos, é possível até mesmo abrir portas de casas, de carros e de garagens.

“As capacidades de ataque dependem dos dispositivos que estão conectados ao alto-falante”, avaliou Sara.

Os pesquisadores estão cooperando com as fabricantes, buscando alterações no design para corrigir a vulnerabilidade. E, até o momento, não há indícios de que a técnica já tenha sido utilizada por criminosos. Entre as recomendações estão a criação de uma camada adicional de autenticação, como uma senha; o acionamento apenas quando o som for detectado por mais de um microfone; e alteração no design, com barreiras físicas para bloquear a luz.

Para os donos de alto-falantes inteligentes, a dica é posicionar o aparelho fora do campo de visão das janelas. Nos experimentos, os cientistas conseguiram acionar um dispositivo e acionar o portão da garagem de uma casa com um laser disparado a mais de cem metros de distância, passando por uma janela. Outra recomendação é gerenciar com cuidado quais dispositivos serão conectados ao assistente.

“Se for algo que você não quer que outras pessoas controlem, não conecte”, recomendou a pesquisadora.

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Tecnologia

Google divulga lista dos termos mais procurados no Brasil em 2019; confira

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A Copa América liderou a busca, superando inclusive o Flamengo, que conquistou o Brasileirão e a Libertadores. E há outras curiosidades

(foto: Alain Jocard/AFP)

O Google anunciou, na manhã desta quarta-feira (11/12), os resultados das buscas de 2019 no Brasil. As listas oferecem uma perspectiva única das tendências e principais destaques do ano baseado nas pesquisas e apresentam os termos que mais cresceram nas buscas, em comparação com o ano anterior.

O termo mais buscado, entre todos, em 2019 foi Copa América. Mas há resultados interessantes por segmentos. Na lista de por que, uma expressão frequente no site, venceu “Por que o WhatsApp parou de funcionar hoje?”. Outra lista bem comum é a de como fazer. Este ano, a maior busca foi por “Como fazer a inscrição para o Enem 2019”

E na lista o que é, ganhou a energia da vida: “O que é libido?” Entre as séries, venceu a saga de George RR Martin, Game of Thrones. Nos filmes, claro, “Vingadores: Ultimato“, episódio final da luta dos super heróis contra Thanos. O falecimento trágico e prematuro do apresentador Gugu Liberato foi o mais procurado na busca por morte.

A turnê nostálgica de Sandy e Junior foi a mais procurada pelo termo show. Entre as personalidades, MC Gui liderou, mas não por um motivo nobre. O artista riu de uma menina em um ônibus na Disney e foi criticado nas redes sociais.

E no campo Tecnologia, o termo líder de buscas foi o lançamento mais recente da Apple, o iPhone 11. Nos memes, o playboy Riquinho foi o campeão. O reality show da Globo BBB venceu mais uma vez na categoria Programas de TV/Novelas com o termo BBB19. Como não poderia deixar de ser, o Flamengo, fenômeno do ano no futebol, liderou também na busca por times. Nas receitas, a Chicha Morada, um suco peruano feito de milho roxo, bombou.

Confira as listas:

Buscas do Ano

  1. Copa América
  2. Tabela do Brasileirão
  3. Gugu Liberato
  4. Vagas de emprego
  5. Gabriel Diniz
  6. Thanos
  7. Flamengo X Vasco da Gama
  8. Ricardo Boechat
  9. Copa do Mundo de Futebol Feminino
  10. Caio Junqueira

Por quê?

  1. Por que o WhatsApp parou de funcionar hoje?
  2. Por que são 21 tiros de canhão?
  3. Por que o Japão está na Copa América?
  4. Por que Carlinhos Brown saiu do The Voice?
  5. Por que não comer carne na Sexta-Feira Santa?
  6. Por que Lula foi solto?
  7. Por que ou porque?
  8. Por que Fábio Assunção virou meme?
  9. Por que o Instagram vai tirar as curtidas?
  10. Por que Lula foi preso?

Como fazer?

  1. Como fazer a inscrição para o Enem 2019
  2. Como fazer ovo de páscoa caseiro
  3. Como fazer que as pessoas gostem de mim
  4. Como fazer ovo de colher
  5. Como fazer figurinhas no WhatsApp
  6. Como fazer uma redação do Enem
  7. Como fazer meu quiz no Instagram
  8. Como fazer geladinho gourmet
  9. Como fazer convite virtual grátis para WhatsApp
  10. Continua depois da publicidade
  11. Como fazer chocolate quente

O que é?

  1. O que é libido?
  2. O que é cagarra?
  3. O que é democratização?
  4. O que é golden shower?
  5. O que é Shallow Now?
  6. O que é yuzu?
  7. O que é AI-5?
  8. O que é diverticulite?
  9. O que é Corpus Christi?
  10. O que é um contratorpedeiro?

Séries

  1. Game of Thrones
  2. Stranger Things
  3. Chernobyl
  4. Vis a Vis
  5. Manifest
  6. Sintonia
  7. Sex Education
  8. One Punch Man (Temporada 2)
  9. The Umbrella Academy
  10. The Good Doctor

Filmes

  1. Vingadores: Ultimato
  2. Coringa
  3. Capitã Marvel
  4. Toy Story 4
  5. O Rei Leão
  6. Aquaman
  7. Shazam
  8. Minha Vida em Marte
  9. Bird Box
  10. Bacurau

Acontecimentos

  1. Copa América
  2. Copa do Mundo de Futebol Feminino
  3. Libertadores
  4. Brumadinho
  5. Dia dos Professores
  6. Suzano
  7. Caso Neymar
  8. Greve Geral junho 2019
  9. Amazônia
  10. Reforma da Previdência

Mortes

  1. Gugu Liberato
  2. Gabriel Diniz
  3. Ricardo Boechat
  4. Caio Junqueira
  5. Fernanda Young
  6. Paulo Henrique Amorim
  7. Caroline Bittencourt
  8. Cameron Boyce
  9. Rafael Miguel
  10. Yasmin Gabrielle

Shows

  1. Sandy e Júnior
  2. Ed Sheeran
  3. BTS
  4. Anitta (Rock in Rio)
  5. Marília Mendonça
  6. Paul McCartney
  7. Bon Jovi
  8. P!nk
  9. Iron Maiden
  10. Los Hermanos (São Paulo)

Personalidades

  1. Mc Gui
  2. Jair Bolsonaro
  3. Danilo Gentili
  4. Najila
  5. Neymar
  6. Mauro Naves
  7. Luisa Sonza
  8. José Loreto
  9. Sérgio Moro
  10. Flordelis

Tecnologia

  1. iPhone 11
  2. Moto G7
  3. Amazon Prime
  4. Faceapp
  5. Dollify
  6. Xiaomi Mi 9
  7. Moto G7 Plus
  8. Galaxy S10
  9. Moto G6 Plus
  10. Moto G6

Virou Meme

  1. Meme do Riquinho
  2. O nome dela é Jenifer
  3. Caneta Azul
  4. Tô nem aí
  5. Juntos e Shallow Now
  6. Vem tranquilo
  7. Meme do Curso
  8. Fabio Assunção
  9. Joelma
  10. 3 reais

Programas de TV/Novelas

  1. BBB19
  2. A Dona Do Pedaço
  3. Espelho Da Vida
  4. Bom Sucesso
  5. Power Couple
  6. A Fazenda 2019
  7. O Sétimo Guardião
  8. Verão 90
  9. Orfãos Da Terra
  10. O Tempo Não Pára

Times de Futebol

  1. Flamengo
  2. Palmeiras
  3. São Paulo
  4. Grêmio
  5. Vasco da Gama
  6. Santos
  7. Cruzeiro
  8. Sport
  9. Atlético Mineiro
  10. Fluminense

Receitas

  1. Chicha morada
  2. Fricassê de frango
  3. Bacalhau no forno
  4. Geladinho gourmet
  5. Bolo de laranja
  6. Capuccino caseiro
  7. Panqueca
  8. Canja de galinha
  9. Bolo de caneca
  10. Bolo de pote
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Tecnologia

Review: Echo Show 5 leva assistente voz Alexa para sua casa com tela

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Aparelho da Amazon atende a comandos de voz, controla dispositivos conectados e reproduz vídeos; leia análise

Echo Show 5: dispositivo da Amazon tem tela de 5,5 polegadas e assistente de voz Alexa (Amazon/Divulgação)

São Paulo – O Echo Show 5 é um aparelho da Amazon que traz a assistente de voz Alexa. Enquanto os demais produtos da linha Echo são caixas de som, esse dispositivo se diferencia por contar com uma tela para exibição de conteúdo. O preço sugerido do aparelho é de 599 reais. Confira o review a seguir.

Design e usabilidade

Com tela de 5,5 polegadas, Echo Show 5 pode ser usado para ver vídeos do YouTube ou do Amazon Prime Video, serviço concorrente da Netflix. O display também pode ser usado para acompanhar a letra de uma música que o usuário pedir para a Alexa reproduzir. As canções podem ser tocadas a partir do serviço Prime Music ou Music Unlimited, rivais do Spotify.

Uma das funções mais interessantes e alinhadas ao negócio primário da Amazon, a venda de livros via internet, é a possibilidade de reproduzir livros digitais comprados no aplicativo para celular do Kindle. Os livros são lidos pela Alexa em voz alta, como se fossem audiolivros. Isso atende a um setor que a Amazon não entrou oficialmente no Brasil. Nos Estados Unidos e em outros países, a companhia oferece a assinatura do serviço chamado Audible, que dá acesso a um acervo de audiolivros. Os brasileiros podem até assinar tal serviço, mas precisam pagar pela assinatura em dólar.

Os comandos de voz que você pode dar para a Alexa são variados. É possível programar alarmes, aumentar ou reduzir o volume, iniciar a reprodução de vídeos e músicas, pedir para ouvir as notícias do dia ou fazer perguntas genéricas, como qual é a artista favorita da Alexa. Essencialmente, ela funciona como o Google Assistente nesse ponto de usabilidade. Um fato interessante é que a Alexa pode compreender comandos de voz que você der a ela sussurrando, o que pode ser útil para não acordar outras pessoas na casa.

Conectividade

A Alexa que vem no Echo Show 5 é capaz de controlar outros eletrônicos conectados, desde que eles estejam devidamente pareados. Um exemplo é a lâmpada conectada, vendida por marcas como Philips e Positivo. Com isso, a proposta da Alexa é ser uma assistente de voz que compreende comandos dados em linguagem natural – como falamos normalmente – e que pode controlar aparelhos de uma casa high-tech. Quanto mais produtos compatíveis, maior será o poder da Alexa. Quando você estiver fora, é possível usar o aplicativo da Alexa para celular Android ou iPhone para dar comandos aos seus dispositivos em casa.

Conclusão

O Echo Show 5, equipado com a Alexa, é o dispositivo mais completo da Amazon vendido no mercado brasileiro. O Echo Dot e o Echo 2019 são produtos voltados exclusivamente para áudio, enquanto o Show 5 tem a tela que lhe dá maior versatilidade. Com isso, o produto pode ser a melhor escolha para quem deseja ter uma experiência de uso completa com a assistente de voz da Amazon. O produto se diferencia não só entre os produtos da linha Echo, mas no mercado de assistentes como um todo no mercado brasileiro. O rival Google Nest Mini, vendido oficialmente no Brasil, não tem tela e seria mais comparável ao Echo Dot. Com isso, no contexto atual do mercado, o Echo Show 5 é a opção mais completa do mercado nacional. Com bom funcionamento, o produto pode ser uma boa escolha como primeiro dispositivo dedicado a uma assistente de voz para a sua casa.

 

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