Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consideram que a fuga do senador e ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos (EUA) não impede o governo de buscar uma relação prática com a administração de Donald Trump. Apesar do episódio aumentar as tensões entre os países, o governo acredita na manutenção do diálogo.
Durante o mandato, autoridades americanas já receberam outros integrantes do bolsonarismo, como o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL), sem que isso interrompesse os canais de comunicação entre o Brasil e a Casa Branca.
Após a reeleição de Lula, o governo brasileiro pretende continuar uma relação pragmática com os EUA, reconhecendo as diferenças ideológicas, mas focando em interesses comuns, como comércio e segurança pública.
No dia 26 de outubro, Donald Trump afirmou, sem apresentar provas, que as eleições brasileiras pareceram fraudulentas, mas disse gostar e se dar bem com o presidente Lula. O governo brasileiro optou por não responder para evitar controvérsias desnecessárias, especialmente porque a maioria dos países, exceto Argentina e EUA, reconheceu prontamente a vitória do petista.
Flávio Bolsonaro viajou para a Flórida, EUA, em 27 de outubro. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão dos passaportes do senador, mas ele não entregou os documentos. Flávio Bolsonaro está sendo investigado junto com o advogado e amigo Willer Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro.


