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EUA recupera pouco mais da metade dos empregos perdidos na pandemia

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Números desta sexta-feira certamente se tornarão uma questão política na corrida pela Casa Branca, na qual o impacto econômico da pandemia tem predominado

Cartaz de contratação em loja da Urban Outfitters em Boston. (Brian Snyder/Reuters)

A criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos desacelerou mais do que o esperado em setembro já que a recuperação diante do tombo da Covid-19 perdeu ímpeto em meio à redução do auxílio fiscal do governo e a uma pandemia implacável, deixando muitos em risco de ficarem permanentemente desempregados.

No último relatório mensal de emprego antes da eleição presidencial de 3 de novembro, o Departamento do Trabalho informou nesta sexta-feira a criação de 661 mil postos de trabalho no mês passado após 1,489 milhão em agosto.

Economistas consultados pela Reuters esperavam abertura de 850 mil vagas de trabalho em setembro.

A criação de vagas atingiu o pico em junho, com um recorde de 4,781 milhões de postos de trabalho.

A taxa de desemprego caiu a 7,9% em setembro de 8,4% em agosto. Embora a taxa venha recuando ante a máxima de 14,7% em abril, ela tem sido influenciada pelas pessoas que classificam a si mesmas de forma errada como “empregadas mas ausentes do trabalho”.

Os números desta sexta-feira certamente se tornarão uma grande questão política na corrida pela Casa Branca, na qual o impacto econômico da pandemia tem predominado.

O presidente republicano Donald Trump provavelmente verá o quinto mês consecutivo de aumento de empregos como um sinal de progresso para uma economia que mergulhou em recessão em fevereiro. Os EUA já recuperaram pouco mais da metade dos empregos perdidos na pandemia.

Mas a abertura de vagas em setembro foi a menor desde que a recuperação do emprego começou em maio e deixa o mercado de trabalho ainda distante de recuperar os 22,2 milhões de postos perdidos em março e abril, indicando crescimento mais lento para o quarto trimestre.

O ex-vice-presidente dos EUA, Joe Biden, indicado pelo Partido Democrata, atribui a turbulência econômica à abordagem da Casa Branca diante da pandemia, que já matou mais de 200 mil pessoas e infectou mais de 7 milhões no país.

Trump informou nesta sexta-feira que ele e sua esposa Melania testaram positivo para a Covid-19.

“A recuperação continua, mas em um ritmo mais lento em parte porque o estímulo do governo diminuiu significativamente”, disse Sung Won Sohn, professor de finanças e economia da Loyola Marymount University. “Estamos vendo mais reduções de pessoal e falências e, até que o próximo governo chegue com mais apoio, não ficaria surpreso em ver um novo declínio no emprego ao final do ano.”

 

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Petrobras reajusta em 7,6% o preço da gasolina a partir desta terça

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A justificativa para o aumento é a variação do preço do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, informou a companhia

Litro da gasolina terá primeiro reajuste do ano a partir desta terça (Busakorn Pongparnit/Getty Images)

 

O reajuste é o primeiro desde 29 de dezembro, quando a Petrobras anunciou uma alta de 5%. A justificativa para o aumento é a variação do preço do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio. Em nota, a empresa informou que, em 2020, o preço médio da gasolina vendida pela Petrobras atingiu mínimo de R$ 0,91 por litro.

A Petrobras também destacou que o Brasil é o 52º país com a gasolina mais barata ao consumidor, dentre 165 países pesquisados, segundo dados do Global Petrol Prices, de 11 de janeiro. O preço praticado no Brasil está 21,6% abaixo da média de US$ 1,05 por litro, ressaltou a Petrobras.

O aumento nas refinarias é diferente do que será repassado ao consumidor. Até a gasolina chegar à bomba, são acrescentados valores relativos a tributos federais e estaduais e custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustível pelas distribuidoras, “além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos próprios postos revendedores de combustíveis”, destaca a nota.

A alta dos valores já é sentida no bolso. O valor médio da gasolina para o consumidor, na primeira semana de 2021, era de R$ 4,62, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na última semana de 2020, o combustível era vendido nos postos a R$ 4,58, em média.

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Economia

Relatório que previu a pandemia mostra riscos à economia global em 10 anos

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Todos os anos o Fórum Econômico Mundial prepara o Global Risks Report, com as principais previsões de riscos que podem afetar a economia mundial

O risco de uma pandemia ainda aparece como provável nos próximos anos. (Hollie Adams/Getty Images)

Anualmente, o Fórum Econômico Mundial prepara o Global Risks Report, com as principais previsões de riscos que podem afetar a economia mundial em três categorias: curto prazo (até dois anos), médio prazo (até 5 anos), e longo prazo (em até 10 anos). Desde 2006, aparece no relatório o risco de uma grande epidemia, que impactaria economicamente todos os países. A triste previsão se concretizou em 2020, com a covid-19.

Segundo o Global Risks Report 2021, divulgado nesta terça-feira, 19,  os riscos mais imediatos ainda se referem a pandemias, como também a mudanças climáticas. Entre aqueles de médio prazo, aparecem o estouro de uma bolha de ativos, e falhas nos sistemas globais de TI.

Nos riscos de longo prazo o cenário é mais preocupante. O principal perigo é a construção de armas de destruição em massa. Também entraram no relatório o colapso dos estados como conhecemos hoje, e a perda da biodiversidade no planeta.

 

(Fórum Econômico Mundial/Divulgação)

“Em 2020, o risco de uma pandemia global se tornou realidade, algo que este relatório vem destacando desde 2006. Sabemos como é difícil para governos, empresas e outras partes interessadas abordar tais riscos de longo prazo, mas a lição aqui é para todos de nós reconhecer que ignorá-los não os torna menos prováveis ​​de acontecer”, diz Saadia Zahidi, Diretora Administrativa do Fórum Econômico Mundial.

Ela ainda destaca que é importante que os países estejam preparados para enfrentar os grandes desafios dos próximos anos, sob o risco de não conseguir responder de maneira adequada e colapsar toda a economia global.

O relatório ainda divide os riscos dentro de um panorama com maior probabilidade. As mudanças climáticas são as que mais vão impactar a economia mundial nos próximos anos. Neste ranking, com dez posições, ainda aparecem a concentração do poder digital, e a falha em questões de cibersegurança.

(Fórum Econômico Mundial/Divulgação)

“O maior risco de longo prazo continua sendo uma falha em agir sobre as mudanças climáticas. Não há vacina contra os riscos climáticos, então os planos de recuperação pós-pandemia devem se concentrar no crescimento alinhado com as agendas de sustentabilidade para reconstruir melhor”, diz Peter Giger, diretor de risco do Zurich Insurance Group, que contribui para a produção do relatório.

Carolina Klint, líder de gestão de risco da Continental Europe, da Marsh, que também participou da elaboração do relatório, lembra que a covid-19 trouxe impactos econômicos que mudaram a maneira como as organizações interagem com seus clientes e colaboradores. “Todas as empresas precisarão fortalecer e revisar constantemente suas estratégias de mitigação de risco se quiserem melhorar sua resiliência a choques futuros”, alerta.

Na próxima semana é realizado o Fórum Econômico de Davos, que pela primeira vez será em formato virtual, em decorrência da pandemia de covid-19. Segundo Saadia Zahidi, o encontro é uma oportunidade para mobilizar líderes mundiais e definirem ações conjuntas com o objetivo de enfrentar melhor as crises, sem aumentar a desigualdade social.

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Petrobras sobe com petróleo e elevação de preço-alvo pelo Credit; siderúrgicas caem até 4%

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Confira os principais destaques de ações desta terça-feira

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Banco Central anuncia mudanças no Boletim Focus; confira

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Algumas estimativas tiveram o horizonte de tempo ampliado. Outros indicadores deixarão de ser pesquisados

Mudanças valem a partir da edição de 25 de janeiro do boletim (Gregg Newton/Bloomberg)

Pesquisa semanal com cerca de 140 instituições financeiras, o Boletim Focus, produzido pelo Banco Central (BC), passará por mudanças a partir da edição de 25 de janeiro. Algumas estimativas tiveram o horizonte de tempo ampliado. Outros indicadores deixarão de ser pesquisados.

Em contrapartida, o boletim Focus deixará de coletar as projeções para os seguintes índices de inflação: IGP-DI, IPA-DI, IPA-M, INPC, IPCA-15 e IPC-Fipe. Também deixarão de ser pesquisadas as taxas médias anuais do câmbio e da Selic. Segundo o BC, esses indicadores deixaram de ser importantes para a formação de expectativas econômicas, com poucas instituições financeiras traçando estimativas para eles.

Câmbio

O novo boletim Focus também mudará a forma de divulgar a taxa de câmbio de fim de período. Em vez da taxa vigente no último dia do período analisado, a publicação passará a trazer a taxa Ptax média desse intervalo. A Ptax reflete a média do câmbio em determinado dia, em vez dos valores de abertura e de fechamento.

A taxa anual de câmbio considerará a taxa média de dezembro, no lugar da taxa do último dia útil do ano. De acordo com o BC, a volatilidade do câmbio torna difícil a previsão para determinado dia, o que torna a média das projeções para um período mais relevante.

A apresentação das estimativas para os indicadores fiscais também mudará. As séries históricas das estatísticas para os resultados primário e nominal, a Dívida Líquida do Setor Público e a Dívida Bruta do Governo Geral passarão a ser divulgadas com horizontes de dez anos à frente.

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Mercado eleva projeção de crescimento do PIB e da inflação em 2021

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Segundo o levantamento semanal, a projeção de crescimento do PIB em 2021 aumentou para 3,45%, enquanto a inflação passou a 3,43%

Boletim Focus: Mercado estima queda de mais de 5% do PIB brasileiro em 2020 (Cesar Okada/Getty Images)

O mercado elevou as projeções tanto para o crescimento econômico quanto para a inflação neste ano, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira.

Segundo o levantamento semanal, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto em 2021 aumentou a 3,45%, de 3,41%, permanecendo em 2,50% para 2022.

A mudança ocorre na esteira da melhora do cenário para a produção industrial, cujo aumento neste ano passou a ser calculado em 5,0%, de 4,78% antes.

Já a perspectiva para a inflação em 2021 passou a 3,43%, de 3,34% no levantamento anterior, com a alta do IPCA em 2022 ainda calculada em 3,50%.

O centro da meta oficial para 2021 é de 3,75% e para 2022 é de 3,50%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Neste caso o aumento acompanha a expectativa de alta mais acentuada dos preços administrados este ano, de 4,20% contra a elevação de 4,02% esperada na semana passada.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros, atualmente na mínima histórica de 2,0%, deve terminar este ano a 3,25% e o próximo a 4,75%, sem alterações.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anuncia na quarta-feira a primeira decisão do ano sobre a Selic.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, elevou a perspectiva para os juros básicos este ano a 3,50% de 2,88% antes, enquanto para 2022 a perspectiva subiu a 5,0%, de 4,0%.

Na semana passada, o BC anunciou uma ampliação do horizonte das projeções macroeconômicas coletadas junto ao mercado para o seu relatório Focus, e uma mudança específica nas sistemática das expectativas colhidas para o câmbio. As novas sistemáticas entrarão em vigor para as projeções coletadas a partir da terça-feira.

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IGP-10 tem alta de 1,33% em janeiro com pressão menor no atacado e no varejo

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Em janeiro, a alta do IPA, que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, desacelerou a 1,60%, de 2,27% no mês anterior

Varejo; comércio (Andre Coelho / Correspondente/Getty Images)

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) apresentou em janeiro alta de 1,33% contra avanço de 1,97% em dezembro, uma vez que o aumento dos preços tanto no atacado quanto no varejo perderam força, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

O resultado, entretanto, ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,90%.

Em janeiro, a alta do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, desacelerou a 1,60%, de 2,27% no mês anterior.

No varejo a pressão também ficou menor, uma vez o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu em janeiro 0,59%, de 1,27% em dezembro.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,76% no período, de alta de 1,12% em dezembro.

“Nesta apuração, os três índices componentes do IGP apresentaram recuo em suas taxas. O IPA foi influenciado por alimentos processados (3,47% para 0,66%), o IPC por passagens aéreas (36,45% para -27,93%) e o INCC por materiais e equipamentos (2,49% para 1,49%)”, explicou André Braz, coordenador dos índices de preços.

O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

 

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

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