Os Estados Unidos provavelmente atingiram uma escola para meninas no Irã no primeiro dia dos ataques devido a informações erradas. Fontes indicam que documentos antigos apontavam para a existência de uma base naval no local onde ficava a escola. O ataque, ocorrido em 28 de fevereiro, resultou na morte de pelo menos 168 crianças.
A escola Shajareh Tayebeh, localizada em Minab, está próxima a uma base da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Imagens de satélite de 2013 mostravam que a escola e a base eram parte do mesmo complexo, mas imagens de 2016 já indicavam separação entre eles.
Esmaeil Baghaei, ministro das Relações Exteriores do Irã, chamou o ataque de “crime de guerra” cometidos pelos EUA. Ele declarou: “Um crime de guerra imperdoável e hediondo que não deve ficar impune”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que o próprio Irã poderia ser responsável pelo ataque, afirmando que os mísseis Tomahawk são usados por vários países e que a situação estava sendo investigada.
Um vídeo divulgado pela agência de notícias iraniana Mehr mostra um míssil Tomahawk atingindo a base iraniana ao lado da escola primária. O míssil é utilizado pelas forças armadas dos EUA há anos.
A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, pediu uma investigação rápida, imparcial e completa sobre o ocorrido. Ela exigiu a divulgação das conclusões da investigação e a responsabilização pelos danos causados.
