As recentes ameaças dos Estados Unidos ao Irã vêm em meio a protestos intensos contra o governo iraniano, provocando um aumento significativo do risco na região do Oriente Médio, com impactos diretos no mercado global de petróleo.
Desde o final de dezembro, o Irã enfrenta manifestações que começaram por questões econômicas e se ampliaram para protestos contra o regime. A repressão violenta resultou em milhares de mortos, o que elevou o tom das declarações do presidente Donald Trump, que alertou para uma reação enérgica caso o governo iraniano avance com execuções de manifestantes.
Os países aliados dos EUA no Golfo, como a Arábia Saudita, Catar e Omã, buscam conter uma escalada militar, advertindo sobre as consequências de uma possível intervenção, especialmente quanto ao impacto no mercado de petróleo.
O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente, é uma rota estratégica cujos bloqueios podem elevar drasticamente os preços da commodity, gerando instabilidade econômica global.
Especialistas em relações internacionais destacam que o regime dos aiatolás está enfraquecido tanto politicamente quanto militarmente. Ataques recentes, com apoio dos EUA e de Israel, reduziram a capacidade militar do Irã. Apesar disso, a possibilidade de intervenção direta ainda é incerta.
Do ponto de vista energético, o Irã detém grandes reservas de petróleo e gás, porém limitações na produção devido a sanções dificultam seu pleno potencial. Nessas circunstâncias, o risco para o mercado global de energia é real e pode acarretar uma alta significativa nos preços do petróleo.
O mercado já reage à tensão, com alta no preço do barril do petróleo. A situação permanece volátil, e o fechamento do Estreito de Ormuz seria um golpe de forte impacto econômico e político no cenário internacional.
Embora haja limitações práticas para uma ofensiva militar total dos EUA, a perspectiva de retaliação por parte do Irã pode desencadear uma escalada regional, aumentando ainda mais os riscos na área.
