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Estradas paulistas têm trânsito intenso na descida para o litoral

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Sexta-feira é marcada por tráfego intenso em rodovias como Imigrantes, Rio-Santos e Oswaldo Cruz

Motoristas enfrentam trânsito para sair de São Paulo, no sentido litoral, pelo Sistema Anchieta-Imigrantes de estradas, que liga a capital paulista à Baixada Santista (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

São Paulo – A sexta-feira, 28, começa com tráfego intenso nas rodovias paulistas que levam ao litoral. Na Imigrantes, por volta das 8h, havia lentidão do km 39 ao km 43 e do km 28 ao km 32, de acordo com a Ecovias, empresa que administra a estrada.

Já na Rio-Santos, o motorista leva mais tempo para passar pelos trechos do Guarujá, São Sebastião e Ubatuba, segundo a DER-SP. Por outro lado, a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega tem tráfego normal no sentido Praia Grande.

Na Oswaldo Cruz, quem dirige no sentido Ubatuba encontra lentidão no trecho de serra (do km 78 ao km 86). Também enfrenta problemas o motorista que trafega na Raposo Tavares, entre Cotia e São Paulo, algo rotineiro para o dia e horário.

Outra opção para os motoristas que vão ao litoral é a Rodovia Anchieta, onde está sendo realizada a Operação Descida, que deixa as pistas norte e sul à disposição dos motoristas que descem para Santos e região. Fonte: Portal Exame

 

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Inverno começa nesta segunda com variações de temperatura no Rio

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Até o dia 26, as temperaturas no Rio devem cair até 10 graus devido à frente fria e a massa de ar polar que se aproximam do litoral

 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Os cariocas podem se preparar e tirar os casacos e cobertores do armário. Nesta segunda-feira, mais precisamente às 0h32, terá início o inverno, temido por uns e querido por outros. As baixas temperaturas observadas na última semana em alguns pontos da cidade, como em Jacarepaguá e Vila Militar, onde os termômetros bateram 12,2°, são apenas uma prévia do que está por vir. No ano passado, a menor temperatura registrada foi 10,7° na Vila Militar, no dia 27 de maio.

— Esperamos um inverno com bastante variação de temperatura. O domingo será mais quente em relação as últimos e aos próximos dias. Nesta madrugada, já começamos a sentir os ventos fortes que estão vindo do Sul. Essas rajadas vão permanecer nas próximas 24 horas — explica a meteorologista Marlene Leal, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A especialista adianta que até o próximo sábado, as temperaturas no Rio devem cair de oito a 10 graus devido à frente fria e a massa de ar polar que se aproximam do litoral. A máxima dos termômetros deve bater em torno dos 21° e 22°. Depois do dia 26, a máxima pode chegar a 25° e a amplitude térmica não deve sofrer grandes variações.

— O inverno tem temperaturas mais baixas e quando não há frente fria, o céu é predominantemente azul, com nevoeiro pela manhã e durante a madrugada. Este ano a temperatura máxima deve variar entre 24° e 28°. A mínima ficará entre 15° e 18°. Já as chuvas terão entre 40 e 180 milímetros — diz Marlene.

Na semana passada, o cantor Zeca Pagodinho viralizou ao postar uma foto de roupão, gorro, meias e chinelos. Na legenda, ele brincava que as pessoas ficam mais elegantes no inverno. Foram mais de 5.100 comentários que movimentaram a postagem. Além do roupão, nesta época do ano, o cantor também aproveita para andar em casa enrolado em cobertor. Ele conta que só assiste televisão assim. Já a sua querida cerveja, é trocada por um bom vinho durante as temperaturas mais amenas.

— Eu adoro inverno! Sou um carioca que não gosta de praia e nem de sol, eu passo mal. Acho bem melhor quando está frio. Curto olhar no armário e escolher uma roupa bacana para usar, acender uma lareira ou uma fogueira, se eu estiver em Xerém, aonde tenho passado mais tempo ultimamente. Aproveito para beber um vinho bom, não dá para beber cerveja, até porque a gelada pede um parceiro e com a pandemia não podemos encontrar — destaca.

A dona de casa aposentada Solange Duarte também adora a estação. Diz que guarda tudo de verão no alto do armário para deixar suas peças mais quentes mais visíveis.

— A gente passa calor nessa cidade o ano todo, acho uma delícia quando faz frio. As pessoas costumam andar mais bem vestidas e podemos usar aquelas roupas que raramente vestimos — opina.

Já a estudante de medicina Luiza Brandão, acredita que o inverno não combina com o Rio.

— O Rio combina com sol, calor, suor, praia. Acho que no inverno tudo fica mais triste, dá até preguiça de sair de casa e lugar de carioca é na rua — conta.

Nas ruas, já é possível observar a diferença no estilo de se vestir do carioca, que acaba acrescentando pelo menos uma peça a mais no vestuário:

— É difícil largar meu short jeans e meus chinelos, mas pelo menos eu coloco um moletom para ficar mais quentinha — conta a empresária Ana Seixas. Agência Brasil

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Mortes de mais jovens por covid-19 indicam avanço de vacina

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Faixa etária das vítimas vem mudando nos últimos dois meses

© Tânia Rêgo /Agência Brasil.

Se no primeiro ano da pandemia de covid-19 no Brasil, que começou em março de 2020, de 70% a 80% dos óbitos estavam concentrados entre pessoas com mais de 60 anos, em março deste ano os números começaram a mudar e as mortes de pessoas mais novas, até 59 anos, já passam da metade.

É o que mostram os dados do Portal da Transparência do Registro Civil, que agrupa as informações sobre o número de mortes por suspeita ou confirmação de covid-19. Os dados dos cartórios sobre a pandemia começam no dia 16 de março de 2020. O levantamento feito pela reportagem da Agência Brasil inclui as informações lançadas até o início da tarde de hoje (18).

O coordenador do sistema InfoGripe da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), Marcelo Gomes, explica que essa tendência de redução da idade dos óbitos é influenciada por dois fatores. O primeiro deles é o avanço da vacinação no país, que iniciou no fim de janeiro pelas pessoas mais velhas.

“Agora a gente já está, felizmente, com uma população acima de 70 anos com uma cobertura de segunda dose bastante expressiva, acima de 80 anos já temos 80% da população com a segunda dose e passados mais de 20 dias da imunização. Pessoas de 60 anos já estão com uma cobertura de primeira dose bastante significativa, mas de segunda dose ainda não. Mas como as pessoas de 70 anos ou mais eram uma parcela importante dos óbitos, já começa, felizmente, a surtir um efeito”, afirmou Gomes em entrevista à Agência Brasil.

O outro fator apontado por ele para a redução da faixa etária dos óbitos é a maior circulação das pessoas em idades mais ativas.

“A outra parte se explica porque, quando a gente teve aquela subida [de casos e óbitos por covid-19] fortíssima a partir de fevereiro, nessas fases de crescimento muito acelerado, é usual a gente observar um aumento proporcional, relativo, da população mais exposta, ou seja, a que circula mais, que é a mais jovem. Teve um efeito desse período de transmissão acelerada, que afeta a população mais ativa.”

O InfoGripe monitora os casos de internação por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e, desde o ano passado, o indicador contabiliza os casos de covid-19. Entre os pacientes testados e com resultado positivo para vírus respiratórios, 96,1% constataram SARS-CoV-2 em 2021. No ano passado, foram 98% dos casos positivos para o novo coronavírus.

Segundo Gomes, o indicador de transmissibilidade de vírus respiratórios, que entrou no boletim do grupo de pesquisa esta semana, aponta que o vírus causador da pandemia está com circulação extremamente elevada na maior parte do país, o que impacta nos óbitos de pessoas mais jovens.

“O vírus em si, por mais que tenhamos novas cepas circulando, não tem nenhum dado sólido que mostre maior letalidade ou maior agravamento para a população mais jovem. A gente tem algumas cepas que estão com indício de serem mais transmissíveis, mas não com uma diferença significativa em termos de público afetado, de gravidade. Então, se a gente está com número agora relativamente maior em pessoas mais jovens, parte disso é justamente porque o número de infecções realmente está em um patamar extremamente elevado, é uma consequência disso.”

Transmissão

O pesquisador considera que os níveis de transmissão estão “inaceitáveis” e afirma que a queda na contaminação e nos óbitos verificada depois de abril não deve servir de parâmetro para diminuir a vigilância contra a covid-19.

“Nós melhoramos em relação a março deste ano. Só que março não é um referencial, porque março foi um pico completamente catastrófico, era uma situação completamente fora de escala. Então, a gente saiu de uma situação completamente absurda, mas a gente ainda não chegou em uma situação que a gente possa considerar sequer razoável.”

Ele alerta que, mesmo com a vacinação avançando, ainda não é o momento de voltar à “vida normal”. Segundo o pesquisador, se as pessoas vacinadas não continuarem tomando cuidado, podem acabar mais expostas à doença do que quem ainda não se imunizou.

“Está muito claro que as vacinas ajudam enormemente, mas elas não são uma armadura perfeita, não é uma barreira completamente intransponível. A eficácia não é 100%, ela não evita que todas as pessoas vacinadas desenvolvam caso grave ou venham a óbito. Não. Algumas dessas pessoas vão precisar se hospitalizar e, eventualmente, vão vir a falecer, mas num percentual menor do que os não vacinados. Agora, não é porque se vacinou que vai passar a se descuidar, já que pode aumentar tanto a exposição que passa a ficar com mais risco do que o não vacinado, que está se cuidando. Daí inverte a eficácia, porque ela leva em conta também o nível de exposição”.

De acordo com Gomes, é necessário que a queda na transmissão do novo coronavírus se sustente por um período mais longo, até atingir níveis pré-pandemia, para que então sejam retiradas as medidas restritivas de circulação e segurança sanitária, como distanciamento social e uso de máscara. Agência Brasil

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Randolfe e Renan abandonam sessão da CPI que ouve médicos

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Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros abandonaram sessão da CPI Foto: Agência Senado/Marcos Oliveira

Ao deixar a sessão do colegiado, Renan disse que se recusava a fazer perguntas aos convidados

O relator da CPI da Pandemia, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e o senador Humberto Costa (PT-PE) abandonaram a sessão do colegiado realizada nesta sexta-feira (18), que teve como convidados médicos infectologistas favoráveis ao tratamento precoce contra a Covid-19.

Antes de deixar a sessão, Renan disse que se recusava a fazer perguntas aos convidados e ainda acusou o presidente Jair Bolsonaro de compartilhar “práticas criminosas”. Os médicos participantes da CPI nesta sexta são Ricardo Ariel Zimerman e Francisco Eduardo Cardoso Alves.

– Com todo respeito, mas eu me recuso a fazer qualquer pergunta aos depoentes. Não dá para continuar nesta situação. A CPI tem papel de dissuadir práticas criminosas, como essa do presidente da República – disse Calheiros.

Em resposta, o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) manifestou-se e disse lamentar-se pelo posicionamento de Renan de não ouvir dos depoentes. O parlamentar disse que Renan deveria questionar os médicos sobre a pesquisa de Manaus a respeito da hidroxicloroquina, mas foi ignorado por Renan.

– Dois pesos, duas medidas. Aqui tem médicos. A doutora Natália [Pasternak] não tratou nenhum paciente. Não tem o que perguntar por que não te interessa o tratamento que vossa excelência e muitos outros negam – apontou Heinze.

Além do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), seguem na sessão os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Eduardo Girão (Podemos-CE), Marcos do Val (Podemos-ES), Jorginho Mello (PL-SC), além de Heinze. Tasso Jereissati (PSDB-CE), considerado independente, também registrou presença de forma virtual na sessão.

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Número de crianças vítimas de acidente de trabalho cresceu 30% em 2020

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Dados são de observatório do Ministério Público do Trabalho

Natal – Nos estacionamentos à beira-mar, crianças trabalham lavando o vidro dos carros (Valter Campanato/Agência Brasil)

O número de crianças brasileiras de 5 a 13 anos de idade que sofreram acidentes graves enquanto desempenhavam alguma atividade que pode ser classificada como trabalho infantil aumentou em 30% entre 2019 e 2020.

Dados atualizados do Observatório da Prevenção e da Erradicação do Trabalho Infantil, divulgados hoje (17), apontam que as ocorrências registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, saltaram de 83, em 2019, para 108 notificações em 2020.

O resultado do ano passado é o pior registrado desde 2007, superando as 104 notificações de 2011.

O mais preocupante, na avaliação de especialistas, é que o resultado não representa a real dimensão do problema, já que a subnotificação é um dos aspectos inerentes ao trabalho infantil, destacou o subsecretário de Pesquisa e Desenvolvimento da Secretaria de Pesquisa e Análise de Informações do Ministério Público do Trabalho (MPT), o procurador Luis Fabiano de Assis.

“A necessidade de políticas públicas baseadas em evidências é clara. Nosso [do Observatório] objetivo é maximizar a possibilidade de uma decisão de política pública de alocação de recursos, priorização, enfrentamento, combate, prisões, atuação do Estado e da sociedade civil, e de todas estas ações serem efetivas”, disse Assis ao justificar a importância dos dados reunidos pelo projeto conjunto do MPT e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Mais de 30% das denúncias de trabalho infantil que chegam ao conhecimento das autoridades públicas por meio do Disque Direitos Humanos (Disque 100) dizem respeito ao trabalho infantil doméstico. Cerca de 15% tratam do aliciamento de crianças e adolescentes pelo narcotráfico.

Já a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos indica que, entre 2012 e 2018, houve uma média de 6.459 protocolos de denúncias anuais de exploração do trabalho infantil. Em 2019, este número caiu para 4.246. Em 2020, mais uma queda e o registro de 2.371 denúncias.

 

O secretário Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente,Maurício Cunha,concede entrevista à Agência Brasil

O secretário Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maurício Cunha – Marcello Casal JrAgência Brasil

“É necessária uma avaliação mais profunda. Talvez, tenhamos aqui uma tendência à subnotificação, como está acontecendo em relação aos casos de violência em geral contra crianças e adolescentes, considerando o distanciamento que esta criança teve da escola devido à pandemia”, afirmou o secretário dos Direitos da Criança e Adolescentes, Maurício Cunha

Jovens

Entre adolescentes de 14 a 17 anos com vínculo empregatício, foram registradas, em 2020, 556 notificações de acidentes de trabalho em geral (e não apenas graves), de acordo com o Observatório da Prevenção e da Erradicação do Trabalho Infantil,. Menos da metade das 1.202 ocorrências de 2019.

Para Assis, contudo, a redução não é resultado de medidas para assegurar a integridade dos aprendizes.

“Com o fechamento de empresas [devido à pandemia], houve uma redução do número de postos de trabalho. Talvez o número destas notificações tenha diminuído devido à redução [dos postos de trabalho em] que os adolescentes se expõem [aos riscos]”, disse o subsecretário, afirmando que, no geral, os resultados compilados pelo observatório em 2020 são piores que os de 2019.

“Não podemos esperar que quase nenhum dos dados tenha melhorado [em 2020] durante a pandemia, com exceção, talvez, dos de acidentes de trabalho [gerais] no setor formal”.

As informações compiladas pelo observatório também revelam que, entre 2012 e 2020, ao menos 46 adolescentes regularmente contratados morreram em consequência de acidentes de trabalho. Três destes óbitos ocorreram em 2020. Um, em 2019. O pior resultado do período, no entanto, ocorreu em 2012, quando 12 adolescentes perderam a vida trabalhando.

Um em cada cinco dos 18,8 mil acidentes envolvendo jovens de 14 a 17 anos com vínculo empregatício entre 2012 e 2020 foi causado por veículos de transporte (21% do total). Em seguida, vem a operação de máquinas e equipamentos (18%), tombos (13%), mobiliário e acessórios (10%), agente químico (9%), ferramentas manuais (8%), quedas de altura (7%), motocicleta (6%), entre outras causas.

Entre as atividades econômicas que mais causaram acidentes entre adolescentes figuravam o comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios – hipermercados e supermercados (21%), restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas (9%) e serviços de assistência social sem alojamento (4%).

As informações podem ser consultados na plataforma SmartLab.

Prejuízos

Durante o seminário digital que o MPT realizou esta manhã para apresentar os resultados, o secretário Nacional dos Direitos da Criança e Adolescentes, Maurício Cunha, afirmou que o ingresso precoce no mercado de trabalho de forma indevida, sem acompanhamento, oferece consequências que vão além dos riscos à integridade física.

“Além de reproduzir o ciclo de pobreza familiar, o trabalho infantil prejudica a aprendizagem, quando não a tira [a criança ou o adolescente] da escola e a torna vulnerável, em diversos aspectos, incluindo saúde, exposição à violência, assédio sexual, esforços físicos intensos, acidentes, entre outros. Quanto mais precoce a entrada no mercado de trabalho, menor é a renda obtida ao longo da vida adulta”, comentou o representante do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, afirmando que o trabalho infantil perpetua “os altos níveis de desigualdade social”.

No mesmo sentido, a secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Isa de Oliveira, falou sobre o desafio de o Estado brasileiro oferecer às famílias condições de manter as crianças estudando e em segurança integral “em meio a um cenário nada otimista”.

“Além do desafio de incluir as crianças que já não estavam [matriculadas] nas escolas, temos agora que [resgatar] aquelas que se afastaram em consequência da exclusão digital e das dificuldades familiares. Esta será uma estratégia importante para enfrentarmos o trabalho infantil”, destacou Isa, enfatizando que a pobreza é uma causa estrutural do trabalho infantil que só pode ser enfrentada com políticas de proteção social à população.

“Temos que estabelecer um patamar de compreensão e de consenso de que o trabalho infantil e seu aumento não acontecem por acaso. Isso resulta de decisões políticas, de omissões, que levam e motivam o agravamento desta violação aos direitos humanos e fundamentais de crianças e adolescentes. É necessário exigir a efetiva implementação de políticas públicas [de assistência]”, disse a secretária.

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Operação Le Mans: PF investiga contrabando de brasileiros ao exterior

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Grupo cobrava para enviar brasileiros ao México e depois aos EUA

Sede da Polícia Federal em Brasília

A Polícia Federal deflagrou hoje (17) a Operação Le Mans, com o objetivo de “encerrar as atividades de associação criminosa voltada ao contrabando de migrantes”. De acordo com os investigadores, a operação já prendeu alguns responsáveis pelo transporte de migrantes em território nacional e por pagamentos para o funcionamento do esquema criminoso.

Em nota, a PF informa que as apurações contabilizam o envio recente de 14 brasileiros ao México, país onde ainda se encontram aguardando instruções para cruzar a fronteira com os Estados Unidos. Outros sete brasileiros estão em São Paulo, onde aguardam orientações do grupo criminoso para migrar para o exterior.

“As investigações prosseguem para localizar as vítimas que ainda se encontram no México e aquelas que ainda não deixaram o território brasileiro. A promoção de entrada ilegal de brasileiro em país estrangeiro, com a finalidade de obter vantagem econômica, é crime punido com reclusão de até cinco anos”, informa a PF.

Dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva expedidos pela 35ª Vara Federal (Seção Judiciária de Minas Gerais), estão sendo cumpridos nos municípios mineiros de São Joaquim de Bicas e Abre Campo.

Segundo a PF, as investigações tiveram início em razão da fuga de um homem com a filha de 3 anos para o Paraguai. “Após sua prisão, em 5 de junho, na fronteira com o Paraguai, e a recuperação da criança pela mãe, as investigações também identificaram a existência de associação criminosa envolvida na promoção de migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos da América, com o fim de obter vantagem econômica”, detalha a PF.

Agência Brasil

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Jovem de 23 anos diagnosticado com variante peruana morre no Rio Grande do Sul

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Em 23 de maio, Jairo foi transferido de avião para o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, onde veio a óbito na manhã desta quinta-feira, 17.

(crédito: Fusion Medical Animation/Unsplash)

Um paciente diagnosticado com a variante peruana da covid-19, a C37, morreu em Porto Alegre. Jairo Dias Piazer Junior, de 23 anos, estava internado na capital gaúcha desde o dia 21 de maio. Este era o primeiro caso da variante no Estado. O caminhoneiro era natural de Itaqui, cidade da fronteira oeste, e retornava de uma viagem a São Paulo. Já no caminho de volta para a cidade, começou a sentir os sintomas da doença, tendo seu quadro agravado no dia 21, quando foi internado no Hospital São Patrício, em Itaqui. Em 23 de maio, Jairo foi transferido de avião para o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, onde veio a óbito na manhã desta quinta-feira, 17.
A assessoria da Prefeitura de Itaqui informou, em nota, que todos os contatos feitos por Jairo já estão sendo investigados, bem como outras informações a respeito da variante C37. Já o Hospital de Clínicas ressaltou, também em nota, que na data de hoje o paciente já era considerado não contaminante, ou seja, já não transmitia mais o vírus.
Butantan detecta variantes
Em mapeamento inédito, o Instituto Butantan identificou 19 variantes do coronavírus no Estado de São Paulo. Segundo os dados do estudo, a cepa predominante é a Gama (P.1), identificada originalmente em Manaus. Conforme esse levantamento, a variante peruana também já foi registrada na região da Baixada Santista.
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