As empresas estatais federais registraram um superávit de R$ 1,76 bilhão em agosto deste ano, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC) em 30 de setembro. Este é o primeiro saldo positivo do ano para essas empresas, após um período de déficits acumulados que totalizam R$ 6,5 bilhões até agosto.
O resultado positivo de agosto é o maior já registrado para o mês, superando o último superávit, registrado em dezembro de 2025, que foi de R$ 1,39 bilhão. No mesmo mês, todas as estatais – federais, estaduais e municipais – juntas tiveram um superávit de R$ 1,99 bilhão.
- Empresas federais: R$ 1,76 bilhão;
- Empresas estaduais: R$ 220 milhões;
- Empresas municipais: R$ 7 milhões.
No decorrer do ano, os déficits das estatais federais foram significativos principalmente no começo do ano, com destaque para o mês de janeiro, que marcou um déficit de R$ 3,33 bilhões, refletindo forte pressão fiscal nos primeiros meses de 2026.
Veja o resultado mensal das estatais federais até agosto:
- Janeiro: R$ -3,33 bilhões (déficit);
- Fevereiro: R$ -829 milhões (déficit);
- Março: R$ -249 milhões (déficit);
- Abril: R$ -1,53 bilhão (déficit);
- Maio: R$ -27 milhões (déficit);
- Junho: R$ -1,84 bilhão (déficit);
- Julho: R$ -476 milhões (déficit);
- Agosto: R$ +1,76 bilhão (superávit).
O indicador do BC considera apenas estatais federais menores, excluindo grandes companhias como Petrobras e Eletrobras, o que revela principalmente o desempenho de empresas com maior fragilidade financeira.
Entre os desafios enfrentados, destaca-se a situação dos Correios, estatal que apresentou prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025. Para enfrentar as dificuldades financeiras, os Correios conseguiram um empréstimo de R$ 12 bilhões garantido pela União, reforçando a necessidade de apoio para a recuperação do setor.
