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Espanha restringe voos do Brasil e África do Sul para tentar conter novas variantes do coronavírus

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Medida tem início nesta quarta-feira e será válida por, pelo menos, duas semanas. Ela poderá ser prorrogada.

Imagem de arquivo mostra o salão de embarque do aeroporto de Barajas, Madri, em foto de 15 de dezembro de 2020 — Foto: Susana Vera/Reuters/Arquivo

A Espanha é o mais recente país a anunciar a proibição – a partir de quarta – da entrada de viajantes com origem no Brasil, devido ao risco de contágio de uma nova variante do coronavírus (veja abaixo lista com outros países).

Voos com origem na África do Sul também serão restringidos e será liberada apenas a entrada de pessoas com nacionalidade espanhola ou permissão de residência no país europeu – o mesmo vale para voos do Brasil –, anunciou nesta terça-feira (2) a porta-voz do governo, María Jesús Montero.

A medida deve durar, a princípio, duas semanas, com possibilidade de prorrogação.

O país continua a permitir a entrada de passageiros que estiverem com escala no país, no entanto há restrições: o viajante não pode deixar o aeroporto e só poderá ficar “em trânsito” por no máximo 24 horas.

Outros países

Na semana passada, a França anunciou que irá proibir a entrada de viajantes de fora da União Europeia – medida que afeta quem está no Brasil – devido ao aumento em seu número de casos de Covid-19. No mesmo dia a Alemanha também proibiu a entrada de viajantes com origem no Brasil.

Antes deles, outros países já tinham suspendido voos com origem e destino no Brasil e estabelecido a proibição da entrada ou quarentenas para viajantes que tenham estado no país recentemente, por causa da variante brasileira do coronavírus, primeiramente identificada em Manaus. Veja abaixo a lista e as datas:

  • Itália – desde 16 de janeiro
  • Turquia – desde 22 de janeiro
  • Israel – desde 26 de janeiro (todos os voos internacionais)
  • Portugal – desde 27 de janeiro
  • Colômbia – desde 27 de janeiro
  • França – desde 29 de janeiro (viajantes de fora da UE)
  • Alemanha – desde 29 de janeiro
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Confiança na vacina contra covid-19 aumenta no mundo, diz estudo

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Nos seis países onde a pesquisa foi realizada, a maioria das pessoas privilegia as medidas sanitárias para proteger a população em relação à economia

Diversos países europeus restringiram a aplicação da vacina em idosos, como França, Alemanha, Itália, Suécia e Polônia (Amanda Perobelli/Reuters)

A confiança da população em relação à vacina contra a covid-19 aumenta em países como Reino Unido, Estados Unidos e até na França, país tradicionalmente cético, conforme confirmado nesta segunda-feira (1) por estudo publicado pelo Kekst CNC.

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Reino Unido busca brasileiro misterioso que levou a variante da covid ao país

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Corrida para localizar o portador da mutação brasileira do coronavírus inclui testagem em massa; governo estuda medidas mais restritivas nas fronteiras

Londres: governo britânico procura portador da variante brasileira da covid (Suzie Howell/The New York Times)

Neste domingo, dia 28, o governo britânico informou que três casos da variante brasileira da Covid-19 foram identificados na Inglaterra e outros três, na Escócia. O alerta acendeu a luz amarela nas autoridades sanitárias. Falta encontrar um dos portadores da mutação do vírus — cinco já foram rastreados. Todos estiveram no Brasil recentemente. O infectado misterioso, que pode ser um brasileiro, não preeencheu os dados pessoais no formulário solicitado pelas autoridades de saúde na chegada ao país.

Os passageiros que chegam ao Reino Unido são testados para a Covid-19 no aeroporto. É preciso informar o número de telefone para que as autoridades possam entrar em contato caso o resultado do exame dê positivo.

Dos três infectados na Inglaterra, dois têm um histórico de viagens frequentes ao Brasil. Ambos moram no condado de Gloucester, no sudoeste do país. Todas as pessoas com as quais eles têm contato já foram rastreadas e testadas para o coronavírus. “Há um terceiro portador da variante que até agora não conseguimos rastrear”, disse o governo britânico no domingo.

A corrida para encontrar o portador misterioso já começou. O governo vai fazer testagens em massa no condado de Gloucester e rastrear os passageiros de voos recentes do Brasil para o Reino Unido. As duas  pessoas infectadas pela variante que moram na Inglaterra estavam no voo Swiss Air LX318, que saiu de São Paulo no dia 10 de fevereiro. É importante mapear com quem os portadores da variante tiveram contato para que essas pessoas também sejam testadas e colocadas em quarentana, se necessário, para evitar que a nova cepa se espalhe.

A preocupação com a circulação da nova variante, considerada mais transmissível, acendeu o alerta máximo no Reino Unido. O governo britânico já estuda medidas mais restritivas em relação às fronteiras. Nesta segunda, dia 1º, o Ministério de Saúde deve se reunir com membros do Parlamento para atualizá-los sobre as últimas informações sobre a presença da P.1 no país e as providências necessárias para conter sua circulação.

Um estudo reente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revela que a carga viral das pessoas infectadas com a nova cepa pode ser dez vezes mais alta do que a encontrada em pacientes contaminados com versões anteriores do vírus. No Brasil, a P.1 já foi identificada em estados como o Amazonas, São Paulo, Rio Grande do Sul.

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Não seja egoísta e tome a vacina contra covid, diz rainha Elizabeth

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A monarca do Reino Unido e seu marido, o príncipe Philip, de 99 anos receberam a primeira dose da vacina no castelo de Windsor

Rainha Elizabeth: mais de 18,6 milhões de britânicos já receberam a primeira dose da vacina (Ben Stansall/Reuters)

A rainha Elizabeth, de 94 anos, que no mês passado tomou a primeira dose da vacina contra a covid-19, encorajou os britânicos a também tomar o imunizante dizendo que não dói e que aqueles que estão receosos devem pensar nos demais.

A monarca do Reino Unido e seu marido, o príncipe Philip, de 99 anos e que está internado em um hospital com uma infecção não relacionada à covid-19, receberam a primeira dose da vacina no castelo de Windsor, onde estão morando durante a pandemia. A idade de ambos os coloca entre os grupos prioritários da campanha britânica de vacinação.

“Uma vez que você recebe a vacina, você tem a sensação de saber que está protegido, e acho que é muito importante, e pelo que pude perceber é bastante inofensiva”, disse a rainha em uma videoconferência com autoridades de saúde que supervisionam a vacinação nos quatro países que compõem o Reino Unido.

“Foi muito rápido, e recebi várias cartas de muitas pessoas que ficaram bastante surpresas sobre quão fácil foi receber a vacina. E a injeção — não doeu nada”, disse ela, que comparou o vírus a uma praga.

Mais de 18,6 milhões de britânicos já receberam a primeira dose da vacina, e celebridades incluindo o cantor Elton John e o ator Michael Caine se juntaram a campanhas para encorajar as pessoas a se vacinar quando uma dose estiver disponível.

“É obviamente difícil para as pessoas se elas nunca receberam uma vacina, porque elas devem pensar nas outras pessoas em vez de em nelas mesmas”, disse a rainha, que descreveu a campanha de vacinação britânica, uma das mais rápidas do mundo, como “notável”.

Outros membros da família real britânica, como o herdeiro do trono, príncipe Charles, e seu filho mais velho, príncipe William, visitaram centros de vacinação para agradecer aos funcionários e voluntários por seu trabalho.

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Israel diz que metade da população recebeu vacina contra covid-19

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O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pretende vacinar todos os israelenses acima de 16 anos até o final de março

(Bloomberg/Bloomberg)

Israel já administrou ao menos uma dose da vacina contra Covid-19 a 50% da população, e 35% dos israelenses já receberam também a segunda dose, disse o ministro da Saúde, Yuli Edelstein, nesta sexta-feira.

Israel conta os palestinos de Jerusalém Oriental, incluídos na campanha de vacinação iniciada em 19 de dezembro, como parte da população de 9,3 milhões de habitantes. Os palestinos da Cisjordânia ocupada e da Faixa de Gaza não são parte da campanha israelense.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pretende vacinar todos os israelenses acima de 16 anos até o final de março, quando concorre à reeleição. Ele diz que isto permitiria uma reabertura pós-pandemia do país em abril.

Mas o Ministério da Saúde está preocupado com a diminuição da procura da vacina Pfizer-BioNTech.

Como contraposição a isso, a pasta está limitando o acesso a alguns locais de lazer que reabriram para pessoas que apresentam um “Passe Verde” em um aplicativo que mostra que foram totalmente vacinadas.

 

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Países com melhor educação fecharam escolas por menos tempo na pandemia

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O Brasil – sempre entre as últimas colocações no ranking do exame – teve 267 dias de escolas fechadas até o fim de janeiro

Educação na pandemia: entre os 21 países analisados, 17 fizeram monitoramento dos casos de covid para isolar infectados e entender se a contaminação foi na escola ou fora dela (Amanda Perobelli/Reuters)

Países que são considerados modelos de educação e com os melhores resultados no Pisa, a maior avaliação internacional de estudantes, fecharam escolas por menos tempo durante a pandemia. Alemanha, Reino Unido, Dinamarca, Suécia, Cingapura e França ficaram menos de 90 dias com aulas não presenciais.

O Brasil – sempre entre as últimas colocações no ranking do exame – teve 267 dias de escolas fechadas até o fim de janeiro. A maioria dos Estados ainda não reabriu as redes e a preocupação com a situação atual da pandemia de coronavírus no País está fazendo com que governadores e prefeitos adiem a volta.

Os dados foram tabulados pela consultoria Vozes da Educação, com apoio da Fundação Lemann e do fundo Imaginable Futures, considerando a situação da educação em 21 países durante a pandemia. Ao cruzarem informações da Organização Mundial da Saúde sobre números de casos com o total de dias em que escolas ficaram abertas, concluíram que elas não foram responsáveis pelo aumento das transmissões – como outros estudos científicos têm mostrado.

“Temos de comprar brigas maiores antes de pensar em deixar as escolas fechadas”, diz o diretor executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne. “Dados os efeitos deletérios sobre a aprendizagem, para a saúde mental e para as famílias, e a quantidade de evidências de baixa infecção nas escolas, a gente deveria estar discutindo o que mais se pode fazer para abrir escola mais rápido”, acrescenta.

Um exemplo no estudo é a França, que fechou bares e restaurantes mantém as escolas abertas desde o dia 4 de janeiro e não teve aumento de casos. No Reino Unido, apesar de escolas terem sido fechadas em janeiro e fevereiro em um duro “lockdown”, o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou que elas voltarão em março, mais de um mês antes de academias, salões de beleza e outros serviços.

Segundo a fundadora do Vozes da Educação, Carolina Campos, responsável pela pesquisa, as análises mostram que outros locais abertos, como bares, restaurantes e comércio, influenciaram muito mais na subida da curva de casos do que as escolas. O estudo também indica que os países que ficaram menos tempo com a educação fechada também tiveram uma reabertura de sucesso. Entre os fatores em comum estão uma comunicação transparente com a sociedade, monitoramento dos casos de covid e coordenação nacional.

Entre os 21 países analisados, 17 fizeram monitoramento dos casos de covid para isolar infectados e entender se a contaminação foi na escola ou fora dela. Só cinco (Argentina, Chile, França, Reino Unido e Uruguai) incluíram os professores na lista prioritária para vacinação contra a covid.

Novo normal”

Muitos deles tiveram que abrir e fechar escolas diversas vezes, mas, para Carolina, isso é o esperado para o “novo normal na educação”, já que estamos ainda no meio de uma pandemia e “infecções infelizmente ainda vão ocorrer”. “É importante que os pais no Brasil entendam que abrir e fechar escola ou colocar uma turma em quarentena não são sinônimos de insucesso”, diz. “Isso é muito melhor do que manter as escolas fechadas. Se o Brasil tivesse reaberto em setembro, quando a curva estava baixa, teríamos oferecido com dignidade um semestre para as crianças.” O estudo mostra que países que tiveram sucesso na reabertura promoveram uma comunicação homogênea entre gestores, fizeram lives com o ministro da Educação, criaram sites com números de casos das escolas, dialogaram com sindicatos.

Mesmo em vizinhos latinos há exemplos de boa comunicação e integração. O ministro da Educação argentino tem viajado para dialogar nas 24 províncias. No Chile, foi criado o programa “Yo confío en mi escuela” (Eu confio na minha escola), dando à comunidades autonomia para decidir a reabertura.

No Brasil, não há nenhum plano do Ministério da Educação para volta presencial. Sindicatos também têm tentado impedir a abertura das escolas em Estados como São Paulo. Para Mizne, o calendário de aberturas no País está muito lento. “Países que levam a educação a sério priorizaram a reabertura. Essa discussão já está superada lá fora.”

 

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Relação estremecida? EUA conclui que príncipe saudita mandou matar jornalista

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Jamal Khashoggi, morador dos EUA que escrevia artigos de opinião para o jornal Washington Post nos quais criticava as políticas do príncipe herdeiro, foi morto e esquartejado em 2018

Jamal Khashoggi: jornalista foi assassinado em 2018 (Chris McGrath / Equipe/Getty Images)

O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, aprovou uma operação para capturar ou matar o jornalista dissidente Jamal Khashoggi, que foi assassinado em 2018, de acordo com uma avaliação antes confidencial da inteligência dos Estados Unidos que foi divulgada nesta sexta-feira de maneira calculada para limitar o dano nas relações bilaterais.

Khashoggi, morador dos EUA que escrevia artigos de opinião para o jornal Washington Post nos quais criticava as políticas do príncipe herdeiro, foi morto e esquartejado por uma equipe de agente ligados ao príncipe herdeiro no consulado do reino em Istambul.

Riad nega qualquer envolvimento do príncipe herdeiro, o governante de fato da Arábia Saudita.

“Avaliamos que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Muhammad bin Salman, aprovou uma operação em Istambul, na Turquia, para capturar ou matar o jornalista saudita Jamal Khashoggi”, disse o escritório do diretor de Inteligência Nacional em um relatório publicado em seu site.

“Baseamos esta avaliação no controle do príncipe herdeiro sobre a tomada de decisão no reino, no envolvimento direto de um conselheiro importante e de membros da equipe de segurança de Muhammad bin Salman na operação e no apoio do príncipe herdeiro ao uso de medidas violentas para silenciar dissidentes no exterior, inclusive Khashoggi”.

Washington coreografou os acontecimentos para suavizar o golpe. Na quinta-feira, o presidente norte-americano, Joe Biden, conversou com o pai de 85 anos do príncipe herdeiro, rei Salman, uma ligação na qual os dois lados disseram ter reafirmado sua aliança de décadas e prometido cooperação.

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segunda-feira, 1 de março de 2021

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