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quarta-feira, 18/03/2026




Esh Capital diz que Tanure era dono do Banco Master

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CONSTANÇA REZENDE
FOLHAPRESS

O gestor de fundos Vladimir Timerman, da Esh Capital, declarou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro era apenas um representante dos verdadeiros donos do Banco Master, e que o empresário Nelson Tanure seria um dos proprietários da instituição.

Essas informações foram passadas nesta quarta-feira (18), durante depoimento à CPI do Senado que investiga crime organizado, na qual Timerman falou como testemunha.

Segundo ele, Nelson Tanure é uma das pessoas mais importantes na organização. Timerman acredita que Vorcaro não sabia realmente o que estava acontecendo e foi colocado para ser a face pública do Banco Master para fazer ligações políticas.

O gestor também criticou órgãos como a CVM, a Polícia Federal e o Banco Central pela demora na investigação das fraudes.

Ele afirmou que suas denúncias sobre a empresa Gafisa S.A, da qual Tanure é acionista, começaram em 2019 e duraram até 2021, chamando a empresa de laboratório para as irregularidades.

Timerman ainda revelou que sofreu ameaças de morte e recebeu mais de 30 processos criminais como retaliação pelas denúncias feitas.

Em resposta, a assessoria de Tanure disse que ele tem muitos anos de experiência no mercado financeiro e nunca foi acusado de práticas ilegais relacionadas às empresas das quais participa. Afirmou também que ele nunca foi sócio, controlador ou beneficiário do Banco Master, tendo apenas uma relação comercial legítima como cliente e investidor.

Timerman já foi condenado pela Justiça de São Paulo a uma pena de um ano, 10 meses e 15 dias de prisão por perseguição contra Tanure. No entanto, a pena foi convertida em serviços comunitários e pagamento de multa.

A disputa entre eles começou em 2021, quando Timerman acusou Tanure de tentar assumir o controle da empresa de exames médicos Alliar, onde Tanure tem participação.

Timerman teve suas redes sociais suspensas por desrespeitar uma ordem judicial que o proibia de atacar Tanure publicamente. Ele negou ter feito postagens ofensivas, afirmando que suas publicações eram verdadeiras, mas a juíza considerou que ele ultrapassou o limite do direito de expressão, causando danos a Tanure e à sua empresa, que sofreu queda nas ações.




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