O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o encontro realizado com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na capital Washington, não resultou em decisões definitivas. A reunião, que durou aproximadamente três horas, aconteceu em 11 de fevereiro de 2026.
Em uma publicação na rede social Truth, Trump comentou que a conversa teve como foco principal as negociações entre os EUA e o Irã sobre o programa nuclear. Esta foi a sétima reunião entre os dois líderes desde que Trump reassumiu a presidência em janeiro de 2025.
Segundo Trump, “foi um encontro bastante produtivo e a forte relação entre nossos países permanece estável”, mas reforçou que não houve acordos fechados. O presidente enfatizou sua expectativa de que as negociações com o Irã avancem, destacando que, caso um acordo seja possível, esta será a preferência dos EUA, caso contrário, eles aguardarão os próximos passos.
O líder americano também mencionou a possibilidade de retomar ações militares contra o Irã, caso o país não aceite o novo acordo. Ele relembrou a Operação Martelo da Meia-Noite, que atingiu o Irã após o fracasso do acordo anterior, e expressou esperança de que o país seja mais razoável desta vez.
Além da pauta nuclear, o presidente revelou que a situação da Faixa de Gaza também foi tema das discussões com Netanyahu. O gabinete do primeiro-ministro informou que outros assuntos como o programa de mísseis balísticos iranianos e o apoio a grupos regionais como Hamas e Hezbollah também foram tratados.
As negociações entre Washington e Teerã tentam resolver o impasse iniciado após Trump retirar os EUA do acordo nuclear em 2017. O principal obstáculo é a exigência americana para que o Irã cesse o enriquecimento de urânio, material essencial para armamento nuclear. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã possui estoques significativos de urânio enriquecido, muito próximo do necessário para produção de armas nucleares.
O Irã defende que o enriquecimento para fins pacíficos é um direito legítimo e propôs a diluição de parte dos seus estoques em troca do fim das sanções econômicas impostas pelos EUA.
