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Empresas querem derrubar veto à desoneração da folha no pós-pandemia

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Desoneração termina no fim de 2020, e sua extensão enfrentou resistências na equipe econômica, sendo vetada pelo presidente Jair Bolsonaro

Paulo Guedes: equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, recomendou o veto alegando que a medida fere a Lei de Responsabilidade Fiscal por não apresentar compensação pelo custo da desoneração (EVARISTO SA/AFP)

Dirigentes dos 17 setores prejudicados com o fim da desoneração da folha de pagamentos montaram uma articulação no Congresso Nacional para derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro que barrou a extensão do benefício por mais um ano. Uma coalizão de cerca de 30 instituições foi criada às pressas ontem para garantir a prorrogação da desoneração da forma como foi aprovada depois de acordo com lideranças do próprio governo.

Os setores estimam que a reoneração da folha, a partir de janeiro 2021, na fase mais aguda de “ressaca” do impacto da pandemia do coronavírus na economia pode custar entre 500 mil e um milhão de empregos, segundo o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquina e Equipamentos (Abimaq), José Velloso.

A mobilização junto aos senadores e deputados já começou ontem após a confirmação do veto com a publicação do Diário Oficial da União. Um documento preparado pela coalizão está sendo distribuído para contestar a análise jurídica da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PFGN), que embasou o veto do presidente. A expectativa é que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), coloque rapidamente em votação. O assunto já foi discutido em reunião de líderes do Senado.

A desoneração termina no fim de 2020, e sua extensão enfrentou resistências na equipe econômica, que prefere discutir uma política geral de estímulo à geração de empregos para a pós-pandemia. Há uma preocupação também de não tirar espaço no teto de gasto (regra que impede o crescimento das despesas acima da inflação) no ano que vem. Entre os setores que ainda são beneficiados pela desoneração da folha estão call centers, tecnologia da informação, construção civil, calçados, indústria têxtil e comunicação.

A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, recomendou o veto alegando que a medida fere a Lei de Responsabilidade Fiscal por não apresentar compensação pelo custo da desoneração, estimado em R$ 10 bilhões.

Para vetar a proposta, a Presidência justificou que “as medidas acarretam renúncia de receita, sem o cancelamento equivalente de outra despesa obrigatória e sem que esteja acompanhada de estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro”. A prorrogação foi incluída pelos parlamentares na Medida Provisória 936, editada em abril, com o objetivo principal de criar condições para que empresas e empregados possam garantir a manutenção dos empregos durante a crise econômica gerada pela pandemia. A lei autoriza a suspensão de contratos de trabalho e a redução de jornadas e salários.

O presidente da Abimaq disse ao Estadão que, em reunião no último dia 26, Guedes disse que era favorável à desoneração da folha ao afirmar que não tinha intenção de vetar o texto. O ministro alegou, no entanto, que havia restrições da PGFN. Representantes dos 17 setores se reuniram depois com a PGFN para apresentar a defesa da prorrogação, mas não tiveram sucesso. A recomendação do veto foi aceita pelo Palácio do Planalto.

A estratégia agora, segundo Velloso, é mostrar aos parlamentares o equívoco dos argumentos da PGFN, que alegou também que a prorrogação era “matéria estranha” ao conteúdo da MP. Para Velloso, a MP tratava de medidas para emprego e a prorrogação garante a sua preservação. “Não é um jabuti”, justificou, em entrevista ao Estadão.

O presidente executivo da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação(Brasscom), Sergio Paulo Gallindo, criticou a decisão do presidente depois da longa interlocução com o Congresso e o acordo na hora da votação que reduziu de 24 meses para 12 meses o prazo da prorrogação. “Estamos a seis meses do final do ano. É um tempo curto para um debate tão complexo”, ponderou. “A prorrogação daria mais tranquilidade para os investidores até lá”, disse.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), Fernando Pimentel, disse que num momento como agora, com a pandemia, não é hora de “jogar mais custo” para as empresas. “Diante do quadro em que estamos vivendo, são setores que empregam milhões de pessoas. Só no setor têxtil trabalha 1,5 milhão de pessoas”, disse.

A desoneração garante para o setor uma redução de custo entre R$ 270 milhões e R$ 300 milhões. Segundo Pimentel, “esse é um mecanismo que já mostrou o seu valor. Para ele, é um equívoco a alegação de que não há previsão para bancar o custo em 2021. O relator da MP na Câmara, Orlando Silva (PCdoB), ressaltou que a prorrogação da desoneração foi votada por quase unanimidade nas duas Casas num grande entendimento político para a preservação de empregos. “No auge do coronavírus vamos onerar empregos?”, criticou. Silva avaliou que há ambiente político para a derrubada do veto.

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Inflação abaixo do esperado nos EUA alimenta aposta de menor ritmo de alta de juros do Fed

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Índice de Preço ao Consumidor americano desacelera em julho e mercado volta a ver elevação de 0,5 p.p. em setembro como o cenário mais provável

Jerome Powell: presidente do Federal Reserve; próxima reunião de política monetária será em setembro (Samuel Corum/Getty Images)

O Índice de Preço ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) de julho caiu de 9,1% para 8,5% na comparação anual, permanecendo estável frente ao mês anterior. O dado, divulgado nesta quarta-feira, 10, serviu de alívio para o mercado financeiro, que projetava alta de 0,2% no mês e CPI de 8,7% no acumulado de 12 meses.

A expectativa de que o pior da inflação americana já tenha ficado para trás impulsionou as apostas em ativos de risco, como bolsa, moedas emergentes e até criptomoedas.

No mercado de juros futuros, investidores aumentaram as apostas de que o Federal Reserve (Fed) irá reduzir o ritmo de alta de juros de 0,75 ponto percentual para 0,50 p.p. na próxima reunião de política monetária, em setembro.

A alta mais branda havia perdido o posto de ajuste mais provável no fim da última semana, quando dados do mercado de trabalho americano saíram mais fortes que o esperado — reforçando a tese de que um aperto monetário mais duro seria necessário para conter a inflação. Mas os números desta quarta mudaram a direção das apostas.

A probabilidade de redução do ritmo, que era de 30% no início desta manhã, saltaram para acima de 60% após a divulgação do CPI, segundo o monitor do CME Group. Se confirmada, a alta irá elevar a taxa básica de juros americana para o intervalo entre 2,75% e 3%.

O CPI de julho também alimentou as expectativas de que o ciclo de alta de juros encerre em 3,5%. Para a reunião de novembro, a probabilidade de ajuste ainda residual, de 0,25 p.p. passou para 38,5% frente aos 16,3% do dia anterior.

As maiores apostas ainda são de mais duas altas de juros de 0,50 ponto percentual. A chance de os juros americanos encerrarem o ano entre 3,75% e 4% caíram 27% para perto de 10%, e a de irem para entre 3,5% e 3,75%, de 47,1% para 38,4%.

 

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China registra a maior inflação em dois anos

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O aumento dos preços é puxado pelos alimentos, especialmente a carne suína

China: país registra a maior inflação em dois anos (XU JINBAI/ Feature China/Future Publishing/Getty Images

A inflação na China atingiu seu nível mais alto em dois anos, em julho, mostraram dados oficiais divulgados nesta quarta-feira. O aumento dos preços é puxado pelos alimentos, especialmente a carne suína.

Ainda assim, os aumentos de preços na segunda maior economia do mundo são modestos em comparação com a inflação descontrolada em outros países, desde a invasão da Ucrânia pela Rússia e as interrupções no mercado de alimentos.

O índice de preços ao consumidor da China cresceu 2,7% ao ano em julho, de acordo com o National Bureau of Statistics.

O índice sobe “devido ao aumento dos preços da carne de porco, legumes frescos e outros alimentos”, disse a estatística Dong Lijuan.

Segundo ela, o preço dos alimentos subiu 6,3% em relação ao ano anterior e, no caso da carne suína, chegou a 20,2% devido ao aumento da demanda e à relutância dos produtores em vender para maximizar o lucro.

Em contraste, o índice de preços ao produtor, que mede a inflação industrial, subiu 4,2% em julho, em relação ao ano anterior, ante 6,1% no mês anterior, segundo dados oficiais.

O Instituto Nacional de Estatística atribui isso à queda dos preços de matérias-primas no mercado internacional, como petróleo bruto e metais não ferrosos.

(Agência O Globo)

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Economia

Inflação nos EUA, onda de balanços com BB e Smart Fit, reação à CVC e o que mais move o mercado

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Mercado espera que Índice de Preço ao Consumidor americano dê indícios sobre tamanho da alta de juros do Federal Reserve

Inflação americana: consenso é de alta de 8,7% para CPI de julho (o: Khanchit Khirisutchalual/Getty Images)

Investidores iniciam esta quarta-feira, 10, à espera de que o Índice de Preço ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos dê novas pistas sobre o futuro da política monetária do Federal Reserve (Fed).

A expectativa é de que o CPI de julho, que será divulgado às 9h30, desacelere de 1,3% para 0,2% na comparação mensal e, na anual, de 9,1% para 8,7%. Para o núcleo do CPI o consenso é de aceleração de 5,9% para 6,1% no acumulado em um ano.

Economistas tentam descobrir qual será o pico da inflação americana. Números abaixo das projeções de mercado tendem a fortalecer a tese do “pouso suave”, de que o Fed não irá conter a alta de preços ao preço de uma dura recessão.

Dados do payroll, que saíram acima do consenso na sexta-feira, 5, aumentaram a probabilidade de o Fed manter o ritmo de alta de juros em 0,75 ponto percentual — em vez de reduzir para 0,50 p.p., como sinalizado.

A chance, nesta manhã, está em 70% para uma elevação de 0,75 p.p. em setembro, segundo o CME Group. Investidores aguardam os dados desta quarta para reforçarem ou reduzirem as apostas de um aperto monetário mais intenso.

Índices futuros americanos iniciaram o dia em alta, após terem fechado em queda no último pregão sob expectativas para o CPI. O índice Nasdaq, com maior concentração de empresas mais sensíveis à taxa de juros, teve o pior desempenho de Wall Street, caindo mais de 1%. Nesta manhã, é o que mais sobe no mercado de futuros.

No Brasil, onde o fim do ciclo de alta de juros se torna cada vez mais claro entre economistas, o Ibovespa fechou em alta pelo sexto dia consecutivo. No mercado, já se fala em rotação para ações de crescimento, que seriam as mais beneficiadas pela redução da inflação e consequente afrouxamento da política monetária do Banco Central.

Desempenho dos indicadores às 7h20 (de Brasília):

  • Dow Jones futuro (Nova York): + 0,21%
  • S&P 500 futuro (Nova York): + 0,24%
  • Nasdaq futuro (Nova York): + 0,27%
  • FTSE 100 (Londres): + 0,11%
  • DAX (Frankfurt): + 0,02%
  • CAC 40 (Paris): + 0,03%
  • Hang Seng (Hong Kong)*: – 1,96%
  • Shangai Composite (Xangai)*: – 0,54%
  • Nikkei 225 (Tóquio)*: – 0,65%

Reação à CVC

O último pregão, porém, não foi dos melhores para as ações da CVC (CVCB3), que fecharam em queda de 10,96%, em meio ao pessimismo para o resultado divulgado após o encerramento dos negócios. Para piorar, a ação teve recomendação revisada de compra para neutra por analistas do J.P. Morgan no início da semana de seu balanço.

Em resultado divulgado na última noite, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 94,8 milhões, 43,2% abaixo do apresentado no mesmo período do ano passado. Já o caixa da companhia encolheu em R$ 300 milhões em meio a compromissos para arcar com os gastos de viagens futuras de seus clientes. As reservas confirmadas dispararam 124,4% no período para R$ 3,75 bilhões.

Balanços do dia com BB e SmartFit

Para esta noite, mais de 20 balanços estão previstos. Entre os mais aguardados está o do Banco do Brasil (BBAS3), que será o último entre os bancões a apresentar resultado. A agenda de balanços da noite ainda terá MRV (MRVE3),  Alianasce Sonae (ALSO4), Braskem (BRKM5), C&A (CEAB3), Soma (SOMA3), BRF (BRFS3),  Estapar (ALPK3), SLC (SLCE3), Minerva (BEEF3) e Petz (PETZ3). Já o resultado da Smart Fit (SMFT3) está previsto para esta manhã.

Vendas do Varejo

Nesta manhã, também serão divulgadas as vendas do varejo de junho sob estimativa de 0,1% de queda frente ao mesmo período do ano passado.

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Economia

Mega-Sena desta quarta sorteia prêmio de R$ 8 milhões; saiba como apostar

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Apostas podem ser feitas até as 19h nas casas lotéricas credenciadas, pela internet ou no aplicativo da loteria

Mega-Sena desta quarta sorteia prêmio de R$ 8 milhões; saiba como apostar (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A Caixa Econômica Federal realiza nesta quarta-feira o concurso 2.509 da Mega-Sena, com um prêmio estimado em R$ 8 milhões. O sorteio está marcado para as 20h no Espaço da Sorte, em São Paulo. Haverá transmissão ao vivo pelas redes sociais da instituição.

As apostas da Mega-Sena podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio nas casas lotéricas credenciadas, pela internet ou no aplicativo da loteria. O palpite mínimo custa R$ 4,50.

Além desse modelo de aposta, com seis números selecionados, que paga o prêmio principal, ainda é possível ganhar prêmios ao acertar quatro ou cinco dezenas.

Como apostar na Mega-Sena? Qual valor?

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Probabilidades de vencer a Mega-Sena

A probabilidade de acertar as seis dezenas com uma aposta simples de R$ 4,50 é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa Econômica Federal.

Valores para jogar na Mega-Sena

  • 6 números: R$ 4,50
  • 7 números: R$ 31,50
  • 8 números: R$ 126,00
  • 9 números: R$ 378,00
  • 10 números: R$ 945,00
  • 11 números: R$ 2.079,00
  • 12 números: R$ 4.158,00
  • 13 números: R$ 7.722,00
  • 14 números: R$ 13.513,50
  • 15 números: R$ 22.522,50

Como fazer um bolão da Mega-Sena

Para aumentar as chances de ganhar, muitos jogadores optam por adquirir cotas dos bolões, já que concorrem com uma maior quantidade de jogos e de números em uma aposta, gastando menos.

Para realizar o bolão, basta formar um grupo, escolher os números da aposta, marcar a quantidade de cotas e registrar em qualquer uma das 13 mil lotéricas do país. Ao ser registrada no sistema, a aposta gera um recibo de cota para cada participante que, em caso de premiação, poderá resgatar o prêmio individualmente.

O apostador também pode adquirir cotas de bolões organizados pelas lotéricas. Para isso, é preciso solicitar ao atendente a quantidade de cotas que deseja e guardar o recibo para conferir a aposta no dia do sorteio. Nesse caso, poderá pagar uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota, a critério da lotérica.

Na Mega-Sena, os bolões têm preço mínimo de R$ 10. Porém, cada cota não pode ser inferior a R$ 5. É possível realizar um bolão de no mínimo duas e no máximo 100 cotas. É permitida a realização de no máximo dez apostas por bolão. Nos casos de mais de uma aposta, todas elas deverão conter a mesma quantidade de números de prognósticos.

Link para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, através deste link.

(Com informações de Agência O Globo)

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Economia

BV e Mercado Livre realizam feirão online de carros

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A partir de 10 de agosto, clientes terão acesso a ofertas de automóveis de mais de 6 mil lojas com condições especiais

Carros: feirão celebra a renovação da parceria entre BV e Mercado Livre para financiamento de automóveis por mais três anos (Carl Court/Getty Images)

Nesta quinta-feira, 4, o Banco BV anunciou a realização de um feirão online de carros em parceria com o Mercado Livre. A partir de 10 de agosto, os clientes terão acesso a ofertas de mais de 6 mil lojas com condições especiais e esteira de contratação digitalizada.

O feirão celebra a renovação da parceria entre as duas empresas para financiamento de veículos na plataforma do Mercado Livre por mais três anos. Nela, os consumidores podem realizar a simulação do financiamento junto ao BV em mais de 80 mil anúncios de carros, além de uma pré-análise do crédito. Os lojistas recebem os contatos dos interessados para finalizar a negociação diretamente no sistema que já é utilizado com o BV.

Condições especiais até o final de agosto

Os clientes interessados em comprar um veículo no feirão terão direito a uma carência de 60 dias para o pagamento da primeira parcela do financiamento. Além disso, será possível financiar veículos de até 19 anos com prazos que podem se estender por até 60 meses, entre carros zero km e usados de mais de 6 mil lojas da plataforma. Não há limite de valor para financiar.

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Economia

Polícia prende suspeito de estrangular companheira dentro de casa, em Ceilândia, no DF

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A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta segunda-feira (8),o homem suspeito de matar a companheira estrangulada, dentro de casa, em Ceilândia, no Distrito Federal. Leandro Nunes Manoel Caixêta se apresentou à Delegacia da Mulher e está preso temporariamente por ordem da Justiça.
O caso, investigado como feminicídio, ocorreu na última quarta-feira (3). Os policiais informaram apenas que a vítima tem 31 anos, mas não revelaram o nome dela, já que o caso está sob sigilo.
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