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Em dia de paralisações, Weintraub vai à Câmara defender cortes

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O ministro da Educação foi convocado por deputados que querem discutir os rumos da pasta mais complicada do governo

Abraham Weintraub: questionado no Senado sobre o fato de o corte inviabilizar as atividades em algumas universidades, o ministro disse que “todo mundo está apertando o cinto” (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A quarta-feira será de pressão para o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Na noite de ontem a Câmara aprovou, por 307 votos a 82, sua convocação para prestar esclarecimentos sobre os anunciados cortes no orçamento de universidades públicas e de instituições federais.

O ministro deve comparecer à Câmara às 15h. Esta será a segunda vez que Weintraub vai ao Congresso para explicar seus planos para o ministério em uma semana. Na última terça-feira, 7, após o anúncio do contingenciamento de 30% nas verbas discricionárias de universidades e institutos federais, o ministro afirmou que “todo mundo no País está apertando o cinto” para justificar os bloqueios, que, segundo ele, podem ser revertidos após a aprovação da reforma da Previdência.

Com o contingenciamento,  universidades federais de todo o país passaram a emitir alertas sobre a capacidade de funcionamento até o final do ano. Nesta quarta-feira, aos menos 75 das 102 universidades federais devem parar em protesto. Escolas particulares em cidades como São Paulo e no Rio de Janeiro também devem parar em apoio às manifestações.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação estima que os 4,5 milhões de servidores das escolas públicas de ensino fundamental e médio também devem parar nesta quarta, em protesto contra cortes previstos também para o ensino básico e fundamental. Recursos para todas as etapas de ensino foram reduzidos ou congelados, em medida que inclui verbas para construção de escolas e bolsas de pesquisa. No total, o bloqueio é de 7,4 bilhões de reais até aqui.

Desde o início de governo, o Ministério da Educação foi palco de algumas das maiores polêmicas do governo Bolsonaro. Com a demissão de Ricardo Vélez e a posse de Weintraub, as confusões deram lugar a um contundente plano de enxugamento do ensino. Em transmissão recente na internet, o ministro se valeu de 100 barras de chocolate para explicar o tamanho do contingenciamento. Nesta quarta-feira, terá que ir além disso. Deve encontrar ambiente amargo na Câmara.

 

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Praça dos Três Poderes: GDF transfere gestão do espaço para STF

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União vai ficar responsável por cuidar de área verde ao redor de prédio do Judiciário. Revitalização deve custar R$ 10 milhões.

Praça dos Três Poderes, em Brasília, com vista para o Congresso Nacional — Foto: Tony Winston/Agência Brasília/Divulgação

Um acordo entre o governo do Distrito Federal e a União transferiu a gestão de parte da Praça dos Três Poderes, em Brasília, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Com a medida, o Judiciário terá que cuidar do espaço e da área verde ao redor do prédio.

A decisão, assinada na quinta-feira (16), vale por cinco anos – até 2024 – e inclui o Bosque dos Ministros e o dos Pinus. O objetivo, segundo o documento, é “incentivar a prática de atividades culturais voltadas ao fortalecimento do turismo cívico, em benefício da população do DF”.

Para cumprir o acordo, o STF poderá firmar parcerias com outras entidades, públicas ou privadas. As empresas ou os órgãos interessados podem propor atividades, projetos, obras e serviços de manutenção do local. A revitalização deve custar cerca de R$ 10 milhões, de acordo com GDF.

O governo do DF não informou qual será a participação de órgãos locais na manutenção da Praça dos Três Poderes.

Governador Ibaneis Rocha assina acordo de cooperação técnica para revitalização da Praça dos Três Poderes — Foto:  Renato Alves/Agência Brasília

Governador Ibaneis Rocha assina acordo de cooperação técnica para revitalização da Praça dos Três Poderes — Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Abandono

Na cerimônia, o governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou que a ideia de transferir a gestão do espaço é “cuidar do conjunto arquitetônico da Esplanada dos Ministérios”. A iniciativa, segundo o chefe do Executivo local, deve ser ampliada desde a Catedral até a Praça dos Três Poderes.

“Nós temos aqui vários palácios abandonados, os ministérios abandonados e até as paradas de ônibus precisam ser revistas”, disse.

Ibaneis citou ainda a necessidade de construção de mais banheiros públicos na cidade, principalmente em pontos que concentram mais visitantes. À reportagem, o GDF não esclareceu como colocará em prática a revitalização desses locais.

Fachada do STF, em Brasília — Foto: Reprodução/JN

Fachada do STF, em Brasília — Foto: Reprodução/JN

Três Poderes

A Praça, no coração de Brasília, abriga as sedes dos três poderes do Estado: o Palácio do Planalto (poder Executivo), o Congresso Nacional (poder Legislativo) e o Supremo Tribunal Federal (poder Judiciário).

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Duas equipes da EBC acompanham Mourão; coisa rara para um vice

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Vice está em viagem para Líbano, Itália, China e Japão

O vice-presidente Hamilton Mourão embarcou nesta quinta para um périplo no exterior. Terá compromissos no Líbano, na Itália, na China e no Japão. Na comitiva, duas equipes da EBC, que vão cobrir os compromissos do vice.

Mourão terá uma equipe cobrindo sua agenda na Itália e outra na China.

É raro uma equipe da EBC viajar com vice. Duas, então, nem se fala. Em tempo: EBC está sob comando do também general Santos Cruz.

A Secretaria de Comunicação informou que dois profissionais da EBC acompanham a viagem de Mourão.

 

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Servidor da Casa Civil é o novo presidente do Inep

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Esta é a terceira troca de comando no Inep desde o início do ano; atualmente, Alexandre Lopes é diretor legislativo do Ministério da Casa Civil

Alexandre Ribeiro Pereira Lopes: engenheiro de formação assumirá o comando do Inep (Inep/Divulgação)

Brasília — O Ministério da Educação anunciou por meio de nota Alexandre Ribeiro Pereira Lopes como novo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A nomeação deve ser formalizada no Diário Oficial da União da próxima segunda-feira, dia 20.

Atualmente, Lopes é diretor legislativo do Ministério da Casa Civil, onde trabalhou com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, no período em que ele foi secretário executivo da pasta.

Segundo o MEC, Lopes é servidor público da carreira desde 1999 e já atuou como secretário de Gestão Administrativa e Desburocratização e subsecretário de Políticas Públicas do Governo do Distrito Federal.

Ele é formado em engenharia química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em direito pela Universidade de Brasília (UnB).

Esta é a terceira troca no comando do Inep desde o início do ano. Lopes assumirá após o delegado Elmer Coelho Vicenzi pedir para deixar o cargo, após menos de um mês na função.

 

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