Nossa rede

Brasília

Economia com horário de verão cai em 4 anos, mas especialistas defendem manutenção da medida

Publicado

dia

Ministério de Minas e Energia analisa extinção do horário com base em ‘queda de efetividade’. De 2013 para 2016, economia gerada caiu de R$ 405 milhões para R$ 159 milhões. ‘Pouco é melhor que nada’, diz especialista.

Governo estuda acabar com o horário de verão e importar energia de Uruguai e Argentina

Governo estuda acabar com o horário de verão e importar energia de Uruguai e Argentina

A economia gerada ao governo federal com a aplicação do horário de verão caiu nos últimos quatro anos – entre 2013 e 2016 – de R$ 405 milhões para R$ 159,5 milhões. No último ano, o horário ocorreu entre 16 de outubro de 2016 e 18 de fevereiro de 2017. Mesmo assim, especialistas defendem que “pouco é melhor que nada” e que a manutenção da medida também ajuda a evitar apagões.

A ideia de extinguir o horário de verão no Brasil – em estudo há pelo menos seis meses no Ministério de Minas e Energia – deve ser analisada nas próximas semanas pelo presidente Michel Temer, com base em notas técnicas que apontam “perda de efetividade” na mudança de horário.

Se nada for anunciado, o horário de verão deve entrar em vigor no dia 15 de outubro, em dez estados e no Distrito Federal (veja mapa). Nessas regiões, o relógio deve ser adiantado em uma hora até o dia 18 de fevereiro de 2018.

 (Foto: Arte/G1)

 (Foto: Arte/G1)

(Foto: Arte/G1)

Economia acumulada

De acordo com os dados divulgados pelo Ministério de Minas e Energia nos últimos anos, o Brasil economizou pelo menos R$ 1,4 bilhão desde 2010 por adotar o horário de verão. Segundo números já divulgados, entre 2010 e 2014, o aproveitamento da luz do sol resultou em economia de R$ 835 milhões para os consumidores – média de R$ 208 milhões por “temporada”.

Entre 2015 e 2016, a economia foi de R$ 162 milhões, e no período seguinte, caiu para R$ 159,5 milhões. Por esses dados, de fato, é possível notar uma queda na economia. No entanto, especialistas ouvidos  indicam que esses números também foram influenciados pela crise econômica.

“Desde 2015, de fato, houve uma queda [de consumo e de economia] por causa da crise. Mas se o país voltar a crescer, o consumo também volta. A gente está muito longe ainda de convergir o consumo, de estabilizar essa curva. O país tem um consumo individual de eletricidade muito baixo”, afirma o presidente da consultoria Thymos, João Carlos Mello.

Um cálculo simples de regra de três, comparando o números de 2013 e de 2016, chega ao percentual de 60,6% de queda na economia de energia. No entanto, como o ministério não forneceu informações sobre como os dados são gerados anualmente, não é possível garantir a exatidão do resultado, já que as variáveis utilizadas podem ter sido diferentes em cada ano.

G1 aguardava os dados atualizados do ministério até a publicação desta reportagem. Até a noite de quinta (21), a pasta tinha enviado apenas a ata da última reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que aponta a necessidade de “aprofundar os estudos” sobre a manutenção do horário de verão.

Também procurados pelo G1, o Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) afirmaram que estudos ou informações sobre o horário de verão serão divulgados apenas pelo ministério. A Casa Civil confirmou que “está avaliando a conveniência ou não do tema horário de verão”, mas também disse que ele está com o ministério.

Há dois anos, o Ministério de Minas e Energia chegou a divulgar que a adoção do horário de verão economizaria cerca de R$ 7 bilhões aos cofres públicos. Isso porque, caso não entrasse em vigor no período 2015-2016, o governo teria de investir o montante na expansão da capacidade elétrica do país, como impulsionar o funcionamento das usinas térmicas – tipo mais caro de geração de energia.

Entre 2010 e 2015, as estimativas de economia em termos percentuais se mantiveram praticamente estáveis. A cada temporada, o horário de verão representa economia média de 0,5% no consumo de energia, chegando a 5% nos horários de pico. Essa energia poupada é suficiente para abastecer uma cidade como Brasília, com 2,8 milhões de habitantes, por até um mês. No Brasil, o horário de verão tem sido aplicado desde 1931/1932, com alguns intervalos.

População comenta o fim do horário de verão (Foto: Reprodução/TV Fronteira)

Horários de pico?

Segundo João Carlos Mello, mais que a economia “direta” (em energia poupada), o alívio nos horários de pico é importante para dar segurança ao sistema elétrico nacional. Durante o verão, o nível dos reservatórios cai e a demanda por energia aumenta, puxada pelo uso de chuveiro e ar-condicionado.

“Se você sobrecarrega o sistema elétrico no horário de pico, você deixa esse sistema instável, cada vez mais perto do limite de segurança. Aí, surge o risco do ‘apagão’, do ‘apaguinho’, de como você quiser chamar.”

Nos relatórios entregues à Presidência da República, os técnicos do ministério advogam que o perfil de consumo de eletricidade dos brasileiros mudou nos últimos anos. O horário de pico, que antes ficava no intervalo de 18h a 19h, se espalhou ao longo do dia. O ar-condicionado ficou mais popular, e a jornada de trabalho tradicional (de 9h às 17h) deu espaço a arranjos alternativos.

“Ao invés do pico às 18h, você até pode ter um pico às 17h, e isso afeta a economia, diminui os valores. Agora, mesmo assim, você tem uma alta demanda entre 18h e 19h, e o horário de verão continua a minimizar esse pico. Toda economia, por menor que seja, é importante”, diz o professor de engenharia elétrica do UniCeub, Luciano Duque.

Outras vantagens

Outra vantagem apontada por Duque e por Mello, é que o horário de verão tem “custo zero” para o governo e para o setor privado. “Os únicos afetados diretamente são as emissoras de TV e as companhias aéreas, que precisam ajustar horário”, diz o presidente da Thymos.

Sol forte sobre o Eixo Monumental, em Brasília, em imagem de arquivo (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)

Sol forte sobre o Eixo Monumental, em Brasília, em imagem de arquivo (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)

Por isso, segundo eles, mesmo que a economia de gastos seja decrescente, o horário de verão ainda representaria uma escolha melhor que a alternativa – neste caso, o acionamento das termelétricas.

“A medição da economia que o governo faz, a cada horário de verão, é muito em cima das térmicas. Elas têm capacidade de sobra para absorver a demanda e evitar sobrecarga no sistema geral. Mas custam muito mais, tanto em dinheiro quanto em poluição”, diz Mello.

No relatório de estimativas para o horário de verão 2016/2017, divulgado pelo ONS no fim do ano passado, o operador do sistema elétrico lista algumas vantagens possíveis para aquele período:

  • “Ganhos referentes ao custo evitado para contornar riscos em equipamentos em regime normal de operação”, com benefício de até R$ 35,5 milhões;
  • “Redução da necessidade de geração térmica para atendimento à ponta e para a manutenção da segurança operativa durante os grandes eventos que ocorre durante o período, tal como o réveillon”, com economia de até R$ 147,5 milhões;
  • Ganhos na “confiabilidade da operação elétrica” nos estados que entram no horário de verão (todos os das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste);
  • “Redução dos carregamentos nos troncos de transmissão, refletindo em melhorias no controle de tensão, maior flexibilidade operativa para realização de manutenções em equipamentos do sistema de transmissão e na redução dos cortes de carga em emergências”, com aumento da segurança no atendimento ao consumidor final, e
  • “Pelo custo evitado de investimento na construção de térmicas a gás natural (US$ 750/kW) para atender à ponta, o equivalente da ordem de US$ 1,6 bilhão ou R$ 5,4 bilhões no SIN [Sistema Interligado Nacional]”.

Crise à vista

Essa economia pode ser ainda mais fundamental, segundo os especialistas ouvidos, frente às projeções pessimistas de chuvas nas hidrelétricas nos próximos meses. A variação do clima pode dificultar a geração de energia nos próximos meses, e o governo já anunciou que poderá, inclusive, adotar a “bandeira vermelha de nível 2” na conta de luz.

A cada 100 kW/h, o consumidor pode pagar mais R$ 3,50. Por tudo isso, pela primeira vez desde o apagão energético de 2001, o governo brasileiro autorizou a importação de energia do Uruguai e da Argentina para não ter que comprar a energia mais cara das termelétricas.

“O sistema elétrico já tem várias perdas, de natureza. Então, se você alivia a rede, alivia os reservatórios, e isso é água do reservatório que você está deixando de consumir.”

Em 2015, quando o Brasil também enfrentou problemas climáticos e baixos níveis nos reservatórios de hidrelétrica, o então ministro de Minas e Energia Eduardo Braga (PMDB-AM) chegou a cogitar a medida reversa – ampliar o horário de verão em um mês. A ideia foi abandonada porque, segundo estudos, a economia gerada seria muito pequena.

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Política BSB

Justiça determina que Flordelis passe a usar tornozeleira eletrônica

Publicado

dia

Por

A deputada também deverá se recolher em sua residência das 23h às 6h; defesa informou que recorrerá da decisão

(Fernando Frazão/Agência Brasil/Reuters)

A Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta sexta-feira, 18, que a deputada federal Flordelis (PSD-RJ), acusada de ser a mandante do assassinato do próprio marido, passe a ser monitorada por tornozeleira eletrônica. A decisão também obriga a parlamenta a permanecer em sua residência entre 23h e 6h. Ela deve ser notificada da determinação nos próximos dias.

A decisão acata um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) feito na última sexta-feira, 11, segundo o qual a liberdade da deputada – que não chegou a ser presa por conta de sua imunidade parlamentar – causa intranquilidade nas testemunhas do caso. Uma dessas testemunhas disse ter sofrido um ataque a bomba no começo deste mês. A denúncia está sendo investigada pela Polícia Civil.

Ainda segundo o MP-RJ, a Câmara dos Deputados tem enfrentado dificuldades em localizar Flordelis. O órgão também solicitou o afastamento imediato da deputada de suas funções parlamentares, mas o pedido foi negado pela juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói.

A defesa da deputada classificou a decisão juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, como “desnecessária e arbitrária“, e afirmou que irá recorrer.

Ver mais

Cultura

Fim de semana no DF: bares e restaurantes retomam shows ao vivo; evento drive-in traz É o Tchan e Leandro Hassum

Publicado

dia

Por

Liberação de apresentações musicais em estabelecimentos fechados amplia programação. Agenda inclui ainda cinema, literatura e teatro.

Liberação de apresentações musicais em estabelecimentos fechados amplia programação. Agenda inclui ainda cinema, literatura e teatro.

Pela primeira vez, em seis meses, bares e restaurantes do Distrito Federal abrem as portas no fim de semana com música ao vivo. Mas, para quem ainda prefere manter o distanciamento social, em tempos de pandemia do novo coronavírus, entre sexta-feira (18) e domingo (20), a agenda cultural tem opções de lives ou eventos drive-in.

Na programação de lives, há música, teatro e literatura. As festas drive-in contam com show do É o Tchan e apresentação do comediante Leandro Hassum (saiba mais abaixo).

O bar ao ar livre Primo Pobre, na 203 Norte, traz nesta sexta (18), às 17h, a apresentação do DJ Leo Cabral, tocando MPB. No sábado (19), às 13h, o programa é uma roda de samba, com a participação de diversos músicos, entre eles, o grupo 7 na Roda.

Bar Primo Pobre, na Asa Norte, retoma programação de música ao vivo  — Foto: Divulgação

Bar Primo Pobre, na Asa Norte, retoma programação de música ao vivo — Foto: Divulgação

No domingo (20), quem fecha a programação no bar é o cantor Victor Victrolla, às 15h. Em todos os dias, o couvert custa R$ 10.

Gastrobar

No sábado e domingo o UK Music Hall, na Asa Sul, também volta a funcionar com música ao vivo. O local, que era conhecido como pub, agora está com o ambiente modificado para abrigar um gastrobar.

A programação é de pop e rock. Nesta sexta, o espaço recebe a banda AudioHitz. No sábado, é a vez do grupo Red Box.

O UK fica na quadra 411 Sul, Bloco B. O espaço abre às 20h e os shows têm início às 22h. A entrada custa R$ 40.

Banda brasiliense Red Box — Foto: Divulgação

Banda brasiliense Red Box — Foto: Divulgação.

Para seguir os protocolos sanitários, o UK Music Hall está com público restrito a 30% da lotação. Clientes devem fazer reservas pelo telefone (61) 99514-8649 (WhatsApp).

É o Tchan e Leandro Hassum drive-in

 

Comediante Leandro Hassum  — Foto: Divulgação

Comediante Leandro Hassum — Foto: Divulgação

 

O projeto Drive Show apresenta o grupo de axé É o Tchan, com Beto Jamaica e Compadre Washington. A apresentação é no sábado (19), às 22h, no estacionamento do estádio Mané Garrincha.

O evento tem programação de sexta a domingo, encerrando com a apresentação infantil Show da Luna e o comediante Leandro Hassum.

Veja programação:

Sexta:

  • 20h30: Mistura 61
  • 22h30: Menos é Mais

Sábado

  • 22h: É o Tchan

Domingo

  • 17h30: Show da Luna (infantil)
  • 21h: Leandro Hassum (humor)

Os ingressos custam entre R$ 90 e R$ 480 por carro e estão à venda nos sites Furando a Fila e O que vem por aí.

Cinema

Instalação do Circuito Cine Drive-in nas Cidades, no DF — Foto: Divulgação

Instalação do Circuito Cine Drive-in nas Cidades, no DF — Foto: Divulgação

O projeto Circuito Cine Drive-in nas Cidades chega a Sobradinho neste fim de semana. O cinema a céu aberto está instalado no Estádio Augustinho Lima. As exibições são gratuitas.

A lotação do espaço é limitada a 100 carros, com até quatro pessoas dentro de cada veículo. Os ingressos devem ser retirados com antecedência, pela internet.

Nesta sexta, a sessão começa às 18h30, com as exibições de “Pica-pau o filme” e, em seguida, “Minha Mãe é uma Peça 3”.

  • Confira aqui a programação completa do Circuito Cine Drive-in nas Cidades

Lives solidárias

Kyara, a bebê do DF que precisa do remédio considerado o mais caro do mundo, ganhou violão autografado pelo Jota Quest para rifa online — Foto: Arquivo pessoal

Kyara, a bebê do DF que precisa do remédio considerado o mais caro do mundo, ganhou violão autografado pelo Jota Quest para rifa online — Foto: Arquivo pessoal

Um grupo de músicos brasilienses vai se reunir em uma live solidária para ajudarKyara Lis, de 1 ano e um mês, diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal (AME). A família faz campanha para arrecadar recursos para o remédio, Zolgensma, que é vendido por uma empresa suíça por 2,1 milhões de dólares – equivalente a R$ 12 milhões – considerado o mais caro do mundo e único capaz de impedir o avanço da doença.

A live Solo Fértil “Ajude Kyara Lis – Todos Unidos Pela Vida” é neste sábado, das 16h às 18h, no canal do YouTube da Solo Music, para divulgar a vaquinha online. Entre os participantes estão a dupla sertaneja Caio & Henrique, o duo de blues Alex Duarte (Alex Duarte Trio) & Ricardo Serpa (banda Conexão Chicago) e a banda de reggae Jah Live.

Samambaia

Outra live solidária será realizada pelo coletivo Backstage Brasília, com objetivo de arrecadar 500 cestas básicas para moradores de Samambaia. A apresentação “Baile do bosque”, conta com a participação dos rappers Sandrox, Diogo Loko, DFS entre outros.

O evento será transmitido pelo canal do rapper Diogo Loko.

Rapper Diogo Loko, do DF, em videoclipe — Foto: Divulgação

Rapper Diogo Loko, do DF, em videoclipe — Foto: Divulgação

Aniversário de Ceilândia

A maior região do DF, Ceilândia, ganha uma festa neste sábado (19) em homenagem aos seus 49 anos de história. O aniversário ocorreu em março, mas o evento comemorativo foi adiado por conta da pandemia.

A comemoração conta com sete apresentações musicais e três espetáculos de dança de artistas ceilandenses. Vai ser tudo transmitido ao vivo, pelo canal do YouTube do Instituto de Produção Socioeducativo e Cultural Brasileiro (IPCB), a partir das 18h.

A live será apresentada por Joanna Alves, com a participação dos artistas Murica, Realleza, Nenzin, Marcelo Café, Chico de Assis, João Santana, Viella 17 e DJ Kashu. Os espetáculos de dança serão dos grupos Pegada Black, Quadrilha Sanfona Lascada e DF Zulu.

Rapper  Viela 17 — Foto: Nathalia Millen/Divulgação

Rapper Viela 17 — Foto: Nathalia Millen/Divulgação

A comemoração do aniversário de Ceilândia tem apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF e emendas parlamentares.

Complexo Cultural Samambaia

O Complexo Cultural Samambaia tem programação online para este final de semana, com vídeos postados às 20h, no site e nas redes sociais. Na sexta-feira, a programação é voltada para o público infantil, com o Grupo Amoras, que usa brincadeiras cantadas, percussão corporal e cantigas de roda.

No sábado, é a vez do solo de balé da professora e dançarina Karitiana Barbosa. A coreografia conta a história de uma jovem francesa, criada por ciganos, que descobre sua origem nobre ao se envolver com um oficial. A artista também ministra videoaulas postadas nas redes sociais do complexo.

Semana da Primavera

Espaço de oficina e gastronomia Infinu na Asa Sul  — Foto: Luara Baggi/Divulgação

Espaço de oficina e gastronomia Infinu na Asa Sul — Foto: Luara Baggi/Divulgação

A comunidade criativa Infinu prepara uma programação online e presencial reunindo empreendedores da capital para troca de experiências. A “Semana da Primavera na Infinu”, em comemoração à estação que se inicia na próxima terça-feira (22), tem oficinas entre sexta e domingo.

O evento é idealizado pelos mesmos coordenadores doPicniK, que fomenta a economia criativa do DF, mas que precisou ser suspenso devido à pandemia.

A programação inclui:

  • Oficinas de acessórios e cabelos
  • Empreendedorismo LGBTQIA+
  • Tour de bicicleta por pontos turísticos de Brasília (limitado a 15 pessoas, com bike compartilhada)
Ver mais

Política BSB

Alerj aprova relatório de impeachment contra Witzel; veja próximos passos

Publicado

dia

Por

Relatório aprovado defende continuidade do processo contra Witzel. Agora, tema vai a plenário da Alerj, o que pode ocorrer já na semana que vem

Witzel: aprovado relatório que dará continuidade ao processo de impeachment contra o governador (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A comissão especial da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta quinta-feira, 17, relatório que defende a continuidade do processo de impeachment contra o governador Wilson Witzel (PSC).

O relatório foi produzido pelo deputado Rodrigo Bacellar (SDD), com acusações de desvio de recursos em meio à pandemia do novo coronavírus. O texto foi aprovado pela comissão por unanimidade, com placar de 24 a zero. Um deputado estava ausente, por ser sido diagnosticado com covid-19.

Witzel se pronunciou nas redes sociais após a decisão. “Recebo com respeito e tranquilidade a decisão da comissão da Alerj”, disse em sua conta no Twitter.

 

Apesar da fase inicial do impeachment, Witzel já está afastado desde 28 de agosto. O governador foi tirado do cargo por 180 dias após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que afirmou que Witzel poderia interferir nas investigações se estivesse ainda no governo.

A primeira decisão foi somente do ministro Benedito Gonçalves, o que fez críticos e a defesa de Witzel afirmarem que a decisão foi “monocrática” e que o Judiciário estaria interferindo excessivamente no processo político. Dias depois, o plenário com os demais juízes decidiu manter o afastamento.

Enquanto isso, na capital fluminense, também nesta quinta-feira, os vereadores da Câmara Municipal analisam um pedido de abertura de impeachment contra o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos). Ao contrário do caso de Witzel, o processo ainda não foi aberto. Neste mês, a Câmara já negou um pedido de abertura de processo de impeachment contra o prefeito.

Desta vez, Crivella tem contra si uma investigação sobre o suposto “QG da propina” na prefeitura do Rio — o pedido foi aberto por parlamentares após o Ministério Público fazer uma operação de busca na casa de Crivella na semana passada.

Quais são os próximos passos do processo contra Witzel

Após a aprovação, o relatório será enviado para votação em plenário, com participação dos 70 deputados da Alerj. Para o impeachment ser aprovado, dois terços dos parlamentares precisam ser favoráveis, totalizando 47 votos.

Se isso acontecer, o processo será encaminhado ao Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) para a formação de uma comissão mista de julgamento.

Esse grupo, formado por cinco parlamentares escolhidos pela Alerj e cinco desembargadores sorteados. É esse grupo que dará a palavra final sobre o impeachment. A votação será conduzida pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio.

Se Witzel for afastado, o vice-governador Cláudio Castro (PSC), que já está no comando do estado atualmente, continua no cargo.

Witzel é acusado pelo Ministério Público de ter desviado recursos em meio à pandemia. Novas acusações ainda estão sendo apresentadas contra o governador, envolvendo novos esquemas de corrupção no governo fluminense. Ontem, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou nova denúncia, onde o empresário Edson Torres aponta em depoimento que entregou 980.000 reais ao governador, ainda antes da campanha de 2018.

É com base nessas investigações que estão os argumentos do relatório apresentado hoje, que defende o impeachment contra Witzel. O relatório começa com uma descrição da denúncia feita pelos deputados do PSDB.

Depois, passa para uma análise sobre atendimento dos requisitos legais para a denúncia, e em seguida destaca informações levantadas pela própria comissão sobre a denúncia, centrada na requalificação da Organização Social Unir Saúde pelo governador em março deste ano. Na parte final o relator pondera as argumentações da defesa e conclui pelo prosseguimento do impeachment.

(Com Agência O Globo e Estadão Conteúdo)

Ver mais

Política BSB

MEC promete protocolo e R$ 525 milhões para retorno às aulas presenciais

Publicado

dia

Por

O ministro Milton Ribeiro afirmou que recurso deve ser utilizado para a compra de produtos de higiene, desinfecção e reformas das unidades de ensino

Ministro da Educação, Milton Ribeiro (Isac Nóbrega/PR/Flickr)

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse nesta quinta-feira 17, que a pasta irá distribuir R$ 525 milhões a escolas para preparar o retorno às aulas presenciais, interrompidas pela pandemia da covid-19. A medida já havia sido anunciada na última quarta, 15, durante coletiva de imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A ideia é que o recurso sirva para a compra de produtos de higiene, desinfecção e reformas das unidades de ensino. A pasta ainda promete lançar um protocolo de biossegurança, como já foi elaborado para a educação superior.

Segundo Ribeiro, este valor será enviado diretamente às instituições, ou seja, não será administrado por Estados e municípios. Devem ser beneficiados 116,75 mil escolas públicas e 36,85 milhões de alunos. “Entra direto no caixa”, disse ele. O ministro participou de audiência de comissão Congresso Nacional que discute a resposta do País à pandemia.

O ministro afirmou que a decisão sobre data para reabrir escolas não é do MEC, mas de Estados e municípios.

“Se dependesse de mim, retornávamos amanhã, mas temos os riscos” afirmou Ribeiro. Ele disse contar “com retorno o mais breve possível da volta às aulas”. “Para pegar esse fim de ano e deixar a criançada animada ao ano que vem.”

Corte no MEC

O ministro confirmou que o governo impôs um corte de R$ 1,57 bilhão nas contas do MEC deste ano. Revelada pelo Estadão, a tesourada reduzirá 80% da verba de “desenvolvimento da educação básica”. Os valores, também retirados de outros ministérios, bancarão obras no momento em que o presidente Jair Bolsonaro percorre o País em palanques para inaugurações.

“Fui pessoalmente ao Planalto tentar reverter. Mas estava já encaminhado, considerando que gestores anteriores não executaram e empenharam valores”, disse Ribeiro.

O ministro afirmou que o programa de educação em tempo integral será “duramente atingido” pelo corte. Ele atribuiu a este programa parte da melhora no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) deste ano.

“Pacificar”

Sucessor de Abraham Weintraub no MEC, Ribeiro disse aos parlamentares que tem perfil discreto e pretende “pacificar” a Eduacação. “Tenho sido criticado por instituições que mais à direita, por eu abrir conversa com pessoas tidas como de radicalismo ideológico. Disse ao presidente que quero ouvir a todos, pacificar.”

Ver mais

Aconteceu

PCDF deflagra Operação Poderoso Chefão

Publicado

dia

Nesta quinta-feira (17), policiais da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes

Cibernéticos – DRCC, juntamente com equipes do Departamento de Polícia Especializada e da SPCOM da 15a Delegacia de Polícia, além da participação dos Promotores de Justiça do Núcleo de Combate ao Crime cibernético do MPDFT – NCYBER, deflagraram a Operação Poderoso Chefão em desfavor de suspeitos de integrarem uma organização criminosa armada, especializada na prática de furtos mediante fraude a contas bancárias de vítimas de diversos Estados e do Distrito Federal. Os prejuízos arcados por pessoas físicas e jurídicas ultrapassam R$ 2,5 milhões.

A investigação é decorrente de vestígios obtidos após a prisão, realizada pela DRCC em agosto de 2019, de um dos líderes da organização e que apontaram para um extenso esquema de lavagem de capitais, envolvendo empresas de fachada, incluindo bancas na Feira dos Importados do DF, uma empresa de materiais de construção e um bar de narguilé.

Nesse sentido, após autorização judicial, nesta quinta-feira, os policiais cumpriram 23 mandados de prisão preventiva, 36 mandados de busca e apreensão em endereços no Distrito Federal, Goiás, São Paulo e Bahia, além do sequestro de 22 veículos e bloqueio de ativos financeiros que poderão totalizar R$ 10 milhões, a fim de garantir eventual ressarcimento das vítimas e pagamento de custas e multas processuais.

Ver mais

Política BSB

Toffoli arquiva inquéritos abertos no STF ligados à delação de Cabral

Publicado

dia

Por

Decisão foi tomada um dia antes de encerrar seu mandato no Supremo

(Carolina Antunes/PR/Divulgação)

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar todos os inquéritos abertos na Corte que tiveram como base o acordo de delação fechado entre o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral e a Polícia Federal (PF).

A decisão foi tomada em 10 de setembro, um dia antes de Toffoli encerrar seu mandato como presidente do Supremo. Ele seguiu parecer do procurador-geral da República, Augusto Aras, que não viu na delação de Cabral elementos suficientes para justificar as investigações.

Em fevereiro, Aras pediu que fosse revogada a homologação da delação de Cabral. O procedimento, que dá validade jurídica aos depoimentos, fora realizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.

Após homologar a delação, Fachin havia enviado casos sem relação com a Lava Jato para serem redistribuídos pela presidência do Supremo. Antes da redistribuição, entretanto, Toffoli pediu manifestação da PGR, que opinou pelo arquivamento. Ao todo, 12 inquéritos foram arquivados.

Toffoli se embasou no regimento interno, que dá poderes ao presidente do Supremo para arquivar processos antes da distribuição, em caso de pedido ou recurso “manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante”.

Os casos relacionados à delação de Cabral tramitam em sigilo. Informações divulgadas pela imprensa dão conta de que o ex-governador, em seus depoimentos, implicou ministros de tribunais superiores e de contas em desvios no Rio de Janeiro.

Mesmo com os arquivamentos, continuam a tramitar sob relatoria de Fachin outras frentes de investigação envolvendo Cabral e a Lava Jato que não tiveram como ponto de partida a delação do ex-governador.

Ver mais

Hoje é

domingo, 20 de setembro de 2020

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?