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“É urgente reenergizar relação com Brasil”, diz chefe da diplomacia da UE

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Para além do Brasil, o Alto Representante da União Europeia para as Relações Exteriores, Josep Borrell, defendeu apoio europeu aos países latino-americanos

Josep Borrell, chefe da diplomacia da União Europeia: Europa deve ampliar relação com América Latina na crise, na visão do diplomata (AFP/AFP)

A União Europeia (UE) deve mostrar sua solidariedade e apoiar a recuperação da América Latina, que enfrenta uma enorme recessão e é duramente afetada pela pandemia de coronavírus — afirmou o chefe da diplomacia do bloco, Josep Borrell, nesta terça-feira, 20.

Em um artigo publicado em seu blog oficial, o alto representante da UE para as Relações Exteriores defendeu que é necessário “mostrar nossa solidariedade com seus 665 milhões de habitantes. Apoiar a região em uma recuperação verde, digital, sustentável e inclusiva é um interesse mútuo”.

Na visão do chefe da diplomacia europeia, a pandemia “deteriorou a situação” na América Latina e conduziu a um “alarmante crescimento da pobreza e da desigualdade”.

É urgente reenergizar as relações da UE com México e Brasil, nossos principais associados estratégicos na região

Josep Borrell, chefe da diplomacia da União Europeia

De acordo com Borrell, antes mesmo do início da pandemia, era evidente uma frustração generalizada na região latino-americana, à medida que os “progressos de desenvolvimento obtidos em décadas recentes começaram a retroceder”.

Borrell recordou que Europa e América Latina não organizam uma reunião de cúpula desde 2015 e acrescentou que as missões diplomáticas da UE “enviam relatórios de um crescente sentimento de abandono”, enquanto os Estados Unidos mantêm contato permanente “e os investimentos da China se multiplicaram por 10 em uma década” na região.

Para Borrell, é “urgente reenergizar as relações da UE com México e Brasil, nossos principais associados estratégicos na região. Devemos nos movimentar rapidamente em direção a reuniões em 2021”.

Borrell também indicou que a ratificação do acordo entre a UE e o Mercosul pode ser uma ferramenta importante na reaproximação, mas advertiu que as preocupações europeias com o impacto ambiental são “legítimas”.

“É legítimo que os cidadãos europeus hesitem em assinar um tratado com países que rejeitam o Acordo de Paris, cujas políticas na Amazônia geram importantes preocupações ambientais”, escreveu.

Ele destacou, no entanto, que “o custo político e econômico do fracasso seria considerável: depois de 20 anos de negociações, virou uma questão de credibilidade para a Europa na região”.

Na visão de Borrell, o acordo UE-Mercosul não deve ser visto como um mero entendimento de comércio, e sim como uma “ferramenta que permita às duas regiões reagir de maneira melhor ao crescente confronto entre Estados Unidos e China”.

O cenário de confronto entre Washington e Pequim — advertiu Borrell — pode deixar América Latina e Europa “em uma posição de subordinação estratégica”.

 

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EUA se prepara para ômicron, mas é cedo para lockdown, diz Fauci

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Especialista diz que nova variante já pode estar no país, ainda que não tenham sido registrado casos oficiais

Nova York durante a pandemia (Michael Nagle/Bloomberg)

Os norte-americanos devem estar preparados para lutar contra a propagação da nova variante de Covid-19 ômicron, mas é muito cedo para dizer quais ações são necessárias, incluindo possíveis lockdowns, disse neste domingo o doutor Anthony Fauci, principal especialista em doenças infecciosas do país.

Os Estados Unidos devem fazer “tudo e qualquer coisa” em meio aos prováveis ​​casos da variante, mas é “muito cedo para dizer” se novos lockdowns serão necessários, disse Fauci à ABC News.

“Você quer estar preparado para fazer tudo e qualquer coisa”, acrescentou.

A ômicron, descoberta pela primeira vez na África do Sul e anunciada nos últimos dias, tem sido detectada em um número crescente de outros países.

Fauci, em entrevista à NBC News no sábado, havia dito que era possível que ela já estivesse nos Estados Unidos, embora nenhum caso oficial tenha sido confirmado.

Autoridades de saúde dos EUA falarão novamente com seus colegas sul-africanos sobre a variante no domingo, afirmou Fauci ao programa “This Week” da ABC News em uma entrevista separada.

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Reino Unido convoca reunião urgente com G7 para discutir variante Ômicron

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O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, determinou no sábado, 27, o reforço das medidas sanitárias após a confirmação de três casos da variante Ômicron do coronavírus no país

“Precisamos ganhar tempo enquanto nossos cientistas pesquisam, enquanto vacinamos e damos reforço”, disse Boris Johnson em entrevista coletiva sobre a nova variante (Leon Neal – WPA Pool/Getty Images)

“Uma reunião de emergência dos ministros da saúde do G7 será convocada para segunda-feira, 29 de novembro, para discutir os desenvolvimentos sobre a Ômicron”, disse o Departamento de Saúde do Reino Unido em um comunicado, depois que vários casos foram relatados na Europa.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, determinou no sábado, 27, o reforço das medidas sanitárias após a confirmação de três casos da variante Ômicron do coronavírus no país.

“Precisamos ganhar tempo enquanto nossos cientistas pesquisam, enquanto vacinamos e damos reforço”, disse Johnson em entrevista coletiva. O premiê afirmou que viagens não serão canceladas, mas que qualquer pessoa que entrar no país deverá fazer um exame obrigatório do tipo PCR (o do cotonete) no segundo dia após a chegada.

Além disso, todos os viajantes deverão se autoisolar até receberem o resultado do teste, podendo então sair contanto que o resultado seja negativo. “Precisamos diminuir a dispersão dessa variante no Reino Unido”, disse o premiê. “Ajudem a conter reforçando o uso de máscaras em ambientes fechados e no transporte público”.

Variante Ômicron é confirmada em quatro continentes

A variante Ômicron do novo coronavírus continua se espalhando pelo mundo. Com novos casos confirmados por Austrália, Dinamarca e Holanda neste domingo, 28, a nova cepa já foi identificada em quatro continentes: Ásia, Europa, Oceania e África (onde o primeiro caso foi detectado). Mais de dez países confirmaram casos de covid-19 causados pela nova variante – e outros casos suspeitos seguem em análise.

Com mais de cinco milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou a nova variante, detectada essa semana, como “preocupante”. Israel fechou suas fronteiras a estramgeiros diante da situação.

O governo holandês confirmou neste domingo 13 casos de covid-19 relacionados à Ômicron no país. Todos envolvem passageiros de dois voos que partiram da África do Sul e chegaram em Amsterdã na sexta-feira 26, quando mais de 600 passageiros foram testados e 61 casos positivos de covid-19 foram detectados. “Não é improvável que mais casos apareçam na Holanda”, disse o ministro da Saúde, Hugo de Jonge. “Isso pode ser a ponta do iceberg”.

Também neste domingo, autoridades de Austrália e Dinamarca confirmaram dois casos da Ômicron em cada país. Na Dinamarca, as autoridades de saúde confirmaram os dois casos em passageiros procedentes da África do Sul.

Na Austrália, os dois casos foram em passageiros vacinados que voltavam do sul da África e chegaram a Sydney no mesmo dia do fechamento das fronteiras deste país com nove países do sul do continente africano. Doze passageiros do mesmo voo estão em quarentena.

A Austrália levantou recentemente a proibição de seus cidadãos vacinados para viajar ao exterior sem autorização.

Até o momento, casos da nova variante foram detectados na África do Sul, Reino Unido, Alemanha, Itália, Holanda, Dinamarca, Bélgica, Botsuana, Israel, Austrália e Hong Kong. A Áustria analisa um caso suspeito, enquanto o ministro da Saúde da França Olivier Veran, admitiu que a cepa já deve estar em circulação no território francês.

O governo do Brasil também investiga um caso suspeito: de um brasileiro que testou positivo para a covid-19 e vinha da África do Sul.

Restrições

Israel, onde foi confirmado um caso de um viajante procedente do Malawi, decidiu proibir a partir deste domingo a entrada de estrangeiros no país, assim como obrigar seus cidadãos vacinados que voltaram de viagem a realizar um teste PCR e a fazer uma quarentena de três dias (sete no caso dos não vacinados).

Essa decisão chega a menos de um mês da reabertura das fronteiras do país (em 1º de novembro) e a oito dias da jesta judaica do Hanukkah. O primeiro-ministro israelesnse, Naftali Bennett, disse que a proibição deve durar, a princípio, 14 dias. As autoridades de saúde de Israel esperam que dentro desse período haja mais informações sobre a eficácia das vacinas contra a Ômicron .

Estados Unidos, Brasil, Canadá, países da União Europeia, Austrália, Japão, Coréia do Sul, Indonésia, Arábia Saudita e Tailândia impuseram restrições de viagens vindas da África do Sul, onde a Ômicron possivelmente teve origem.

No Reino Unido, onde dois casos vinculados à variante foram identificados, o governo anunciou medidas para tentar conter a propagação, incluindo aplicação de testes para pessoas que chegam ao país e a exigência do uso de máscaras em alguns ambientes. O ministro da Saúde britânico, Sajid Javid, afirmou que espera receber orientação em breve a respeito de uma possível ampliação no programa de vacinação para as pessoas já totalmente imunizadas, a fim de enfraquecer o impacto da variante.

A descoberta da Ômicron na semana passada, pela Organização Mundial da Saúde, gerou preocupações em todo o mundo de que a nova cepa poderia ser mais resistente à vacina e prolongar a pandemia de coronavírus ao redor do mundo.

Há suspeita de que a variante seja potencialmente mais contagiosa do que as outras cepas, embora ainda não se saiba se ela causa sintomas mais ou menos graves em comparação às demais. (Com agências internacionais)

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Variante ômicron ‘infelizmente’ irá chegar ao Brasil, diz Butantan

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Dimas Covas afirmou ainda que estuda doar vacinas para países do continente africano

A Organização Mundial da Saúde apelidou a nova variante de Ômicron, da letra grega progressiva em relação às usadas nas variantes anteriores (Exame/Exame)

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que a nova variante da Covid-19 irá chegar ao Brasil, se ela já não estiver circulando dentro do país. Batizada de ômicron pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a cepa B.1.1.529 foi identificada pela primeira vez na África do Sul e já se espalhou por pelo menos outros 3 continentes. Ela aparenta se espalhar relativamente mais rápido.

Resta saber se a nova variante se o Brasil irá conseguir conter a nova variante, disse Covas à ‘Folha de S. Paulo‘. Para o presidente do Butantan, medidas necessárias para conseguir isso são o controle de entrada nos aeroportos e quarentena dos que vieram da África do Sul. Covas disse ainda que estuda doar doses da Coronavac, vacina produzida pelo Butantan, para países da África.

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, disse nessa sexta-feira que há possibilidades de circulação no Brasil da variante ômicron, detectada na África do Sul. Barra Torres afirmou, no entanto, que ainda não há registro oficial da nova cepa no país.

— Realmente a possibilidade existe, não temos como dizer que é zero chance de já estar no Brasil, que não é possível. A possibilidade de termos algum caso que não tenha sido identificado existe, é uma possibilidade, mas até o momento não existe — comentou o representante da Anvisa em entrevista à CNN.

O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, anunciou também nesta sexta-feira que o Brasil fechará as fronteiras aéreas para seis países da África, devido a nova variante do  coronavírus.

De acordo com Nogueira, a decisão foi tomada em conjunto com os ministros da Saúde, Justiça e Infraestrutura. A restrição começa na segunda-feira e vai atingir os passageiros vindos de África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

O primeiro caso confirmado da B.1.1.529 foi em um paciente testado no dia 9 de novembro, segundo informações da OMS. Desde então, o país identificou cerca de 100 casos da variante, principalmente em sua província mais populosa, Gauteng. Ainda não se sabe exatamente como ela surgiu. Uma das hipóteses, formulada por um cientista do UCL Genetics Institute em Londres, é que o novo coronavírus tenha evoluído durante uma infecção crônica de uma pessoa imunocomprometida, possivelmente em um paciente com HIV/AIDS não tratado. Acredita-se que outra variante de preocupação, a beta, identificada no ano passado também na África do Sul, pode ter vindo de uma pessoa infectada pelo HIV.

Essa variante apresenta 50 mutações no total. Isso é quase o dobro do número de mutações da Delta. Apenas na proteína spike, usada pelo vírus para invadir as células e que é alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19, são mais de 30. Evidências preliminares sugerem que ela aumenta o risco de reinfecção, é mais transmissível e menos suscetível às defesas geradas pelas vacinas

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França afirma que não será refém da política britânica para imigração

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Ministro francês disse que país deve “limitar atratividade econômica”

© REUTERS/Tolga Akmen

A França está pronta para uma discussão séria com o Reino Unido sobre questões relacionadas à imigração ilegal, mas não será refém da política interna de Londres, disse o ministro do Interior do país, Gerald Darmanin.

Os dois países já estão em desacordo sobre as regras comerciais pós-Brexit e direitos de pesca e, na semana passada, as relações azedaram ainda mais depois que 27 pessoas morreram tentando cruzar o Canal da Mancha.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, escreveu ao presidente Emmanuel Macron definindo cinco passos que os dois países poderiam adotar para impedir que os imigrantes fizessem a perigosa jornada. Um deles –o envio de imigrantes ilegais de volta à França– irritou Paris.

A França respondeu cancelando um convite ao ministro do Interior britânico, Priti Patel, para participar de uma reunião no domingo com seus homólogos europeus para discutir o assunto depois que Johnson publicou a carta no Twitter.

“O Reino Unido deixou a Europa, mas não o mundo. Precisamos trabalhar seriamente nessas questões sem sermos refém da política interna britânica”, disse Darmanin a repórteres depois de se encontrar com seus colegas belgas, alemães e holandeses em Calais.

Ele acrescentou que o tom de Londres em particular não era o mesmo que em público.

A França vem lidando com a questão da imigração ilegal para o Reino Unido há 25 anos e agora é a hora de Londres acordar, disse Darmanin.

“Se os imigrantes estão vindo para Calais, Dunquerque ou norte da França, é porque eles são atraídos pela Inglaterra, especialmente pelo mercado de trabalho, o que significa que você pode trabalhar na Inglaterra sem nenhuma identificação”, disse ele.

“O Reino Unido deve assumir sua responsabilidade e limitar sua atratividade econômica.”

 

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Após descoberta de nova variante da covid-19, países fecham portas para a África

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EUA, Canadá, União Europeia, Israel e Reino Unido impõem veto à entrada de viajantes provenientes da parte sul do continente, após a descoberta de cepa do Sars-CoV-2. Biden pede que mais nações doem vacinas contra a covid-19

Médicos embarcam pacientes com a covid-19 em um Airbus A310-900, em Memmingen, no sul da Alemanha: hospitais lotados – (crédito: Christof Stache/AFP)

Ante o perigo de propagação da nova cepa do Sars CoV-2 (coronavírus) identificada na África do Sul, várias nações anunciaram a proibição da entrada de viajantes provenientes de países da chamada África Austral — a parte sul do continente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que a nova variante descoberta é “preocupante” e a nomeou como ômicron. Os Estados Unidos restringiram viagens aéreas da África do Sul, Botsuana, Zimbábue, Namíbia, Lesoto, Essuatíni (ex-Suazilândia), Moçambique e Malauí.

O presidente norte-americano, Joe Biden, divulgou um comunicado no qual explicou que os vetos terão início na segunda-feira. “As notícias sobre a nova variante devem deixar mais claro do que nunca que a pandemia não acabará até que tenhamos imunizações globais. Os EUA já doaram mais vacinas a outras nações do que todos os outros países juntos. É hora de outros países se igualarem à velocidade e à generosidade da América”, declarou.

O democrata pediu aos líderes mundiais que renunciassem às proteções de propriedade intelectual para destravar a fabricação de vacinas em diferentes regiões do planeta. O Canadá também proibiu os viajantes dos mesmos países do sul da África, exceto Malaui, de ingressarem em seu território.

Membros da União Europeia (UE), Áustria, França, Itália, Holanda e Malta também fecharam as portas para passageiros que tenham entrado na África do Sul e em seis países nas duas últimas semanas. O Reino Unido tomou medidas idênticas às adotadas pelos EUA. A agência de saúde do bloco advertiu que o risco de a nova cepa se espalhar pela Europa é de “alto e muito alto”.

Enquanto isso, violentos protestos contra medidas de restrição social foram registrados, pela terceira noite consecutiva, na ilha francesa de Martinica, no Caribe. A Holanda anunciou que, a partir de amanhã, bares, restaurantes e comércio não essencial serão fechados às 17h (13h em Brasília), apesar das manifestações que sacudiram o país no último fim de semana. A Bélgica, por sua vez, confirmou o primeiro caso da ômicron na Europa.

Depois da detecção de uma infecção pela nova variante em Israel, o premiê Naftali Bennett comandou uma reunião de emergência e proclamou todas as áreas do sul e do centro da África como “bandeira vermelha” — os israelenses estão proibidos de viajar para lá, e nenhum estrangeiro terá permissão para entrar em Israel a partir dessas regiões. A variante também foi encontrada em Malauí e Hong Kong.

Joe Phaahla, ministro da Saúde da África do Sul, reagiu com indignação à proibição de entrada de sul-africanos em outros países e a classificou como “injustificável” e “sem sentido”. “A covid-19 é uma emergência sanitária global. Nós devemos trabalhar juntos, não punir uns aos outros”, comentou. “Uma caça às bruxas não beneficia ninguém. A África do Sul quer ser um ator honesto no mundo, a fim de compartilhar informações de saúde que não sejam benéficas apenas aos sul-africanos, mas a todos os cidadãos do planeta.”

Especialistas

Para Danny Altmann, professor de imunologia do Imperial College London, a decisão de nações da União Europeia e dos Estados Unidos é “extremamente dura” em relação a países do sul da África, mas “absolutamente necessária”. “As mutações da ômicron ainda não foram totalmente caracterizadas e não foram obviamente associadas a uma maior gravidade ou a mais mortes. No entanto, a lista de modificações no vírus é extensa, incluindo muitos locais da proteína spike (do coronavírus) que afetam tanto a transmissão quanto a evasão à resposta imunológica”, explicou ao Correio.

Diretor do Instituto Rosalind Franklin da Universidade de Oxford, James Naismith admite que vacinas provavelmente deem menos proteção contra a ômicron. “A proibição de viagens representaria um ganho de tempo de algumas semanas. Mas tal medida não interromperá a propagação, se a ômicron for mais infecciosa do que a delta. Nós deveríamos apoiar os países da África e outras nações emergentes com vacinas”.

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Foco de gripe aviária na França terá animais abatidos e desinfecção

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País já registrou diversos casos de cepa desconhecida em 2021

© Arquivo/Agência Brasil

A França anunciou hoje (27) que detectou uma forma “altamente patogênica” de gripe aviária em uma granja no norte do país. Autoridades francesas informaram que ainda não se sabe exatamente qual é a cepa que infectou os animais, mas que todos serão abatidos de antemão para evitar que a doença se espalhe.

Diversos focos de gripe aviária foram detectados na França no último mês, tanto em granjas quanto em animais selvagens. A epidemia levou o governo a determinar que os animais de criadouros sejam mantidos em instalações isoladas sem contato exterior.

Um surto da doença no último inverno foi responsável pelo sacrifício de cerca de três milhões de patos no Sudeste do país.

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) emitiu alerta no dia 15 sobre a rápida transmissão de uma cepa não identificada de gripe aviária, tanto na Ásia quanto na Europa. Segundo a organização, a China registrou 21 casos de infecção humana pelo vírus H5N6 – um dos responsáveis pela gripe aviária.

Segundo informa a agência internacional de notícias Reuters, donos de aviários temem que as notícias imponham bloqueios de importação das carnes de frango e de pato. Especialistas de saúde franceses alertam, ainda, para a possibilidade de transmissão da doença para humanos.

A gripe aviária geralmente é transmitida durante o fluxo migratório de aves selvagens.

*Com informações da Reuters

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