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É possível comer massa sem culpa (e sem ganhar peso)

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Novos estudos revelam que o macarrão não faz você engordar – basta seguir alguns truques para deixar essa refeição devidamente equilibrada

Símbolo dos carboidratos, a macarronada, em seus mais diversos estilos e molhos, vem despertando pavor de um monte de gente preocupada com a forma física. Dá até impressão de que as massas são uma nova receita na história da humanidade… E um prato cheio para o mundo ficar obeso.

Mas façamos justiça: o alimento tem origem das mais antigas e não há registro de que tenha engordado as populações que o abraçaram em sua cozinha. E não foram poucas, viu? Se há divergências em relação ao berço da massa, não sobram dúvidas de que ela virou um sucesso em vários países. Prova disso é que esse tipo de prato costuma ser visto como porto seguro em viagens internacionais, quando deparamos com cardápios exóticos.

Há quem diga que os louros de sua popularização devem ir para o navegador veneziano Marco Polo (1254-1324), que teria levado a receita à Itália após suas andanças na China, lá por 1271. Outros relatos apontam que o macarrão tem mesmo é DNA árabe, mas foi na Sicília, no sul da Bota, que ele se consagrou.

Para a Organização Internacional de Pasta, a teoria mais forte remonta à civilização etrusca, que viveu em solo italiano muito antes – as descrições rondam o século 8 a.C. Esse povo aparentemente já moía diversos cereais e grãos e, aí, os misturava à água. Depois, o preparo era cozido.

Com todo esse histórico, não causa espanto a afeição dos europeus, especialmente dos italianos, pelas massas. Ora, elas inclusive integram, em porções modestas, a dieta mediterrânea, reconhecida estudo após estudo como uma das mais saudáveis do mundo. Logo, embora macarrão e companhia ofertem muito carboidrato, o suposto inimigo da dieta, não há razão para pânico ou cortes radicais.

“Sou francesa com descendência italiana. Então posso dizer: não tem essa de comer massa só no fim de semana”, diz a nutricionista Sophie Deram, doutora pela Universidade de São Paulo. E grandes pesquisas fazem coro à expert.

As pesquisas a favor do macarrão

O estudo mais novo, pasme, não vem da Itália. Ele é do St. Michael’s Hospital, no Canadá. Os cientistas fizeram o que no meio chamam de uma meta-análise. Traduzindo: eles revisaram uma porção de pesquisas de peso sobre o assunto. “Todo trabalho desse tipo tem uma relevância bastante importante”, comenta a nutricionista Maristela Strufaldi, da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

Na investigação canadense, foram contempladas 32 pesquisas, envolvendo dados de quase 2 500 pessoas. Em comum, elas priorizavam a massa em vez de outras fontes de carboidratos (arroz, batata, pão…). Mas isso dentro de uma dieta de baixo índice glicêmico, ou seja, que não deixa o açúcar disparar no sangue – situação que leva a uma enxurrada de eventos indesejáveis no organismo. Em outras palavras, essas pessoas seguiam hábitos bacanas à mesa.

Os autores perceberam, então, que as massas não contribuíram para o ganho de quilos extras nem o acúmulo de gordura no corpo. Surpreendentemente, identificaram até uma ligeira associação com a perda de peso. “Isso traz à tona a questão de que consumir macarrão dentro de uma dieta saudável não necessariamente atrapalha o emagrecimento”, avalia a nutricionista Clarissa Fujiwara, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

Outra análise graúda que reforça essa conclusão foi conduzida no Neuromed – Istituto Neurologico Mediterraneo Pozzilli – claro que os italianos não podiam ficar de fora, né? Nela, os estudiosos apuraram peso, altura e circunferência da cintura e do quadril de nada menos que 23 366 pessoas.

Os dados finais mostraram, então, um resultado semelhante ao da revisão canadense: comer massa não fez o ponteiro da balança saltar. Pelo contrário. Incluída dentro das necessidades calóricas de cada indivíduo, a receita favoreceu uma composição corporal saudável. Além disso, tirar proveito das massas foi associado à ingestão de mais alimentos bem-vindos, como tomate, azeite, cebola e alho.

Carboidrato não é inimigo da saúde

Repare que, em ambas as pesquisas, as massas faziam parte de um contexto alimentar balanceado. Algo que, vamos combinar, não é a coisa mais comum nos últimos tempos. “O padrão dietético da modernidade é muito baseado em itens processados e ultraprocessados, cheios não só de carboidratos mas também de gorduras e aditivos. Sem falar na epidemia de sedentarismo”, contextualiza Maristela. Essa conjunção de elementos – e não só a ingestão isolada de carboidratos – é que põe a cintura em risco.

Mas é inegável que o nutriente preponderante nas massas anda com a reputação mais abalada do que outros ingredientes. Para a nutricionista e mestre em ciências Mariana Del Bosco, que atua em São Paulo, isso começou na década de 1970, quando se interpretou que o carboidrato teria papel-chave no ganho de peso por ser convertido rapidamente em glicose.

Entenda: nessa situação, produzimos mais insulina, o hormônio que libera a entrada do açúcar nas células com a finalidade de gerar energia. Só que, fora do compasso, a insulina também tem a fama de incitar o acúmulo de gordura.

Contudo, se consumido em proporções adequadas, o carboidrato não causa esse furdunço todo. Fora que ninguém encara um prato de macarrão puro, sem molho algum. E quando agregamos outros nutrientes no prato, como a gordura do pesto ou a proteína da carne do bolonhesa, naturalmente a glicose proveniente da massa será liberada de forma mais lenta. “Com isso, evitamos os picos de insulina”, explica Maristela.

Confusão desfeita, contraindicado mesmo é cortar o carboidrato de forma brutal. “É como tirar a gasolina do corpo”, compara Sophie. Para ter ideia, recomenda-se que suas fontes representem de 50 a 60% das nossas necessidades calóricas diárias. “Agora, é fato que a população em geral está extrapolando nesse nutriente. Lá atrás, quando as gorduras entraram na mira, as pessoas acabaram migrando para o carboidrato”, ressalta a especialista.

Ao consultar um nutricionista, é compreensível, então, que ele limite mais aquilo que surge em excesso no dia a dia. Logo, massas, arroz, pão e batata sobressaem. “Daí, as pessoas têm a sensação de que só os carboidratos engordam. Mas é a redução calórica total que leva à perda de peso”, afirma o nutricionista Marcus Vinicius Lucio dos Santos, professor do Centro Universitário São Camilo, na capital paulista.

Soa contraditório falar em equilíbrio ao descobrirmos que na pesquisa canadense os voluntários comiam, em média, 3,3 porções de massa por semana. Mas veja: cada porção era equivalente a meia xícara de chá de macarrão cozido. “Será que é essa a quantidade que as pessoas imaginam ao montar o prato do domingo?”, provoca Mariana. Segundo a nutricionista, um grande deslize cometido por aqui é considerar o espaguete (ou penne, fusilli…) como prato único, o que eventualmente termina em repetições e exagero.

“Se pensarmos em uma dieta mediterrânea típica, a refeição principal é composta por uma ampla gama de vegetais e um prato de proteína e carboidrato, que pode ser a massa”, descreve Mariana. Então, para não exceder no macarrão (priorizando somente um nutriente), o conselho é não se esquecer da salada, que fornece um monte de vitaminas e minerais, e também de uma fonte proteica magra – carne, frango ou peixe.

É óbvio que ninguém precisa se martirizar quando bater a vontade de comer somente macarrão. “Se for de vez em quando, não tem problema”, tranquiliza Sophie. Uma boa pedida para aprimorar a receita é ir além dos molhos branco e vermelho.

“Dá para apostar em um alho e óleo com escarola e um pouco de parmesão. Fica uma delícia”, sugere José Barattino, chef-executivo do Eataly, shopping gastronômico de São Paulo. E inúmeros outros vegetais combinam com o tal alho e óleo. Vai do gosto do freguês. Se preferir uma massa recheada, o chef destaca uma maneira clássica italiana de degustá-la: só na manteiga, com um tiquinho de sal.

Para Cláudio Zanão, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), um fator que impede o salto no consumo de massas por aqui é justamente nossa resistência em inovar. “Nem eu aguento comer espaguete à bolonhesa todo dia”, brinca. Ele não cita a categoria à toa: temos à disposição 60 tipos diferentes de macarrão, mas o espaguete é, de longe, o mais amado pelo brasileiro. Portanto, entre formatos e variedades de molhos, temos muito a experimentar.

E sem paranoia. Ora, tem coisa mais prática do que cozinhar uma massa? Bastam 15 minutos e ela está pronta. Isso faz da receita uma mão na roda para aquela hora em que sempre ouvimos ser proibido comer carboidrato: o jantar. “Isso já é tratado como mito. Estudos mostram que consumir o nutriente à noite não afeta o peso”, avisa a nutricionista Marcela Tardioli, da Abimapi. Mas é bom evitar abusos – independentemente do prato – para não dificultar a digestão.

Marcus Vinicius lembra ainda que nesse horário a resistência à insulina tende a ser maior: “Por isso, especialmente os diabéticos devem moderar”. Falando neles… “Esses pacientes não precisam excluir as massas da rotina”, declara Maristela. De novo, a palavra de ordem é bom senso. E jamais se esquecer de agregar à massa fontes de fibras, gorduras benéficas e proteínas de qualidade.

A única variedade que faz os experts torcerem o nariz é a massa instantânea, de apelo entre os pequenos. “A quantidade de sódio e de óleo nesses produtos é equivalente a mais de um dia de necessidade de um adulto. Para criança, é muito pior”, aponta Virgínia Weffort, presidente do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

No aperto, até dá para melhorar seu perfil com um molho caseiro. Mas, se puder, opte pela massa tradicional. Até porque esse é um vasto universo – e livros, programas e sites de receitas, assim como tradições familiares, são um passaporte para explorá-lo.

Como fazer o macarrão perfeito

  • Use água em abundância. Recomenda-se 1 litro por 100 gramas de massa.
  • Para comportar tudo isso, a melhor panela é aquela em formato de caldeirão.
  • Coloque sal (tem que ficar parecida à água do mar). Para hipertensos, vale moderar!
  • Não há necessidade de usar azeite ou outros óleos na massa durante o cozimento. Isso pode prejudicar a aderência do molho depois.
  • Tire no ponto certo: o macarrão tem que estar cozido, mas firme no dente.
  • Não precisa lavar a massa em água corrente depois de cozida.

O jeito certo de guardar

Se não preparar o pacote inteiro de macarrão, fique atento às instruções da embalagem em relação ao modo de conservá-lo. Segundo a nutricionista Jaqueline Mathias, da Equilibrium e consultora da marca Adria, o fundamental é deixá-lo bem fechado e em local fresco.

Caso decida colocar a massa em um recipiente de vidro, por exemplo, ela orienta anotar a data de validade em uma etiqueta – assim, você não perde essa informação tão importante. “Se comprar massa fresca, ela deve ser mantida refrigerada”, ressalta Marcela, da Abimapi.

Ranking de consumo (em volume)

 Itália

 Estados Unidos

 Brasil

  • Esses alimentos estão presentes em 99,6% dos lares brasileiros.
  • Mas, ao avaliar a ingestão por habitante no mundo, estamos na 15ª posição.
  • Cada brasileiro come, em média, 5,8 kg de massa por ano.
  • Na Itália, são 26 kg de massa por pessoa ao ano.

Fonte: Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados (Abimapi)

O gosto dos brasileiros

  • O Norte e o Nordeste formam a macrorregião que mais come macarrão no Brasil, com 37% do volume total.
  • Em seguida, aparecem o Sul (15,2%), Leste e interior do Rio de Janeiro (13%), Grande São Paulo (10,5%), interior de São Paulo (10%), Grande Rio de Janeiro (8,2%) e, por fim, Centro-Oeste (6,2%).
  • Dentre os 60 tipos disponíveis no mercado, o espaguete se destaca como o mais querido, com 64% da preferência nacional.
  • O fusilli ocupa o segundo lugar de popularidade por aqui, mas muito distante, com 15% da preferência. É seguido por penne, com 3,5%, e lasanha, com 2%.

Fontes: Abimapi; Fabiana Araújo, gerente de marketing da Barilla no Brasil; e Clarissa Hiwatashi Fujiwara, Nutricionista do Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica – ABESO

Uma refeição barata

  • 1 kg de macarrão, depois de cozido, resulta em 2 kg de massa.
  • Somando o molho, temos uma receita de 2,4 kg.
  • Isso dá um belo prato de 300 g para cada integrante de uma família de 8 pessoas.
  • O prato sai, em média, por R$1,80
  • Para cada 100 g de massa, o recomendado é utilizar 100 g de molho.

Fonte: Claudio Zanão, presidente-executivo da Abimapi

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Faixas exclusivas garantem viagens mais rápidas aos passageiros

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Com 150 km de corredores só para ônibus o DF incentiva o uso do transporte coletivo

A implantação de corredores exclusivos para ônibus é uma importante política para priorizar o transporte público nas grandes cidades. Para incentivar o uso de coletivos e melhorar a mobilidade urbana, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), juntamente com outros órgãos do GDF, tem atuado para ampliar esse serviço em rodovias e em vias urbanas, trazendo ganho de eficiência operacional e, principalmente, otimizando o tempo de viagem para os passageiros.

A faixa exclusiva da EPNB foi a primeira a ser criada no DF, em dezembro de 2011. Com 22 quilômetros de extensão, representa economia de 20 minutos para os passageiros de 95 linhas de ônibus. Por ela passam diariamente cerca de 480 ônibus.

Com os corredores exclusivos do transporte público, ganham os passageiros que utilizam os ônibus e também os demais motoristas, pois os coletivos deixam de circular entre outros veículos. “Além de fluir o trânsito, as faixas exclusivas beneficiam o usuário de ônibus, possibilitando viagens mais rápidas e confortáveis. Assim, o cidadão ganha mais tempo pra ficar com a família antes de sair de casa e pode retornar um pouco mais cedo, aumentando a sua qualidade de vida”, disse o secretário da Semob, Valter Casimiro.

Atualmente, as faixas exclusivas no DF somam mais de 150 quilômetros de extensão: 24 Km na Estrada Parque Taguatinga (EPTG); 55,6 Km na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) nos dois sentidos do corredor do BRT Sul; 22 Km na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB); 26 Km nos dois lados das W3 Sul e Norte; 3,2 Km na Estrada Setor Policial Militar (ESPM) e 15 Km no Eixo Monumental, somando as vias S1 e N1.

Conheça cada via

A faixa exclusiva da EPNB foi a primeira a ser criada no DF, em dezembro de 2011. Com 22 quilômetros de extensão, representa economia de 20 minutos para os passageiros de 95 linhas de ônibus. Por ela passam diariamente cerca de 480 ônibus.

Em 2012, outra via importante do DF ganhou seu corredor exclusivo: a EPTG. A faixa começou a funcionar em 31 de janeiro daquele ano, mas utilizada somente por 11 linhas semiexpressas, de forma que os passageiros só podiam embarcar e desembarcar nas cidades de origem e não na EPTG, já que os ônibus dessas linhas não paravam ao longo da via.

Em 2019, os coletivos de linhas convencionais passaram a circular, de forma provisória, nas faixas exclusivas da EPTG no sentido inverso ao dos demais veículos nos horários de pico. A medida temporária foi tomada para contornar o problema da falta de ônibus sem portas do lado esquerdo.

Por determinação da Semob, as operadoras adquiriram os coletivos com portas de acesso dos dois lados, que começaram a operar em janeiro de 2020. A medida facilitou a vida dos passageiros e garantiu segurança na hora de embarcar ou descer dos ônibus.

Atualmente, 238 veículos de 63 linhas passam pelo corredor da EPTG (incluindo as semiexpressas), beneficiando os passageiros que saem de Taguatinga, Ceilândia, Samambaia e Recanto das Emas para a Rodoviária do Plano Piloto e W3 Sul e Norte. Esses usuários ganharam, em média, 30 minutos no tempo de viagem – somando o trajeto de ida e volta.

As faixas exclusivas das vias W3 Sul e Norte e do Setor Policial Sul (ESPM) também foram implementadas em 2012. As duas primeiras possuem 14 e 12 quilômetros de extensão, respectivamente, o que representa uma economia de 10 minutos para os passageiros, enquanto a da ESPM possui 3,5 quilômetros, significando a redução de 5 minutos no tempo das viagens de ônibus. Juntos, esses corredores facilitam o deslocamento dos ônibus de 284 linhas. Mais de 1.350 veículos passam por esses corredores.

Por sua vez, os passageiros de Gama e de Santa Maria passaram a usufruir do corredor exclusivo do BRT Sul em junho de 2014 na EPIA, quando começou a operação do sistema ligando as duas regiões ao Plano Piloto. A média de economia das viagens é de 20 minutos, ida e volta. São mais de 55 km de faixas, por onde passam 138 ônibus diariamente.

A via exclusiva mais recente foi implantada em dezembro de 2020, no Eixo Monumental, visando dar mais rapidez às mais de duas mil viagens de ônibus que passam pela via, beneficiando mais de 160 mil passageiros. A exclusividade funciona na via S1, sentido Cruzeiro-Esplanada dos Ministérios, e na N1, sentido Congresso Nacional-Setor Militar Urbano (SMU). Cada lado do corredor tem 7,5 quilômetros.

Mais investimentos

Atualmente, as faixas exclusivas no DF somam mais de 150 quilômetros de extensão: 24 Km na Estrada Parque Taguatinga (EPTG); 55,6 Km na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA) nos dois sentidos do corredor do BRT Sul; 22 Km na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB); 26 Km nos dois lados das W3 Sul e Norte; 3,2 Km na Estrada Setor Policial Militar (ESPM) e 15 Km no Eixo Monumental, somando as vias S1 e N1 | Foto: Renato Alves /Agência Brasília

Em junho deste ano, o GDF anunciou um pacote de obras para o chamado Corredor Eixo Oeste, que interliga Sol Nascente/Pôr do Sol, Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires, Guará, Sudoeste e a Asa Sul, no Plano Piloto. São previstos R$ 500 milhões em investimentos para viabilizar um corredor exclusivo de ônibus entre essas regiões.

O Corredor Eixo Oeste será uma conexão de aproximadamente 30 quilômetros de extensão entre o Sol Nascente e a área central do Plano Piloto, passando pelas avenidas Hélio Prates e Comercial Norte, centro de Taguatinga e EPTG, e se desmembrando em duas: a EPIG e a ESPM.

Prioridade

Para o secretário Valter Casimiro, a implantação de políticas que privilegiam o transporte público é uma medida que visa também atrair novos passageiros. “O incentivo por trocar o uso do automóvel pelo transporte coletivo, bem como por modos não-motorizados, é uma das diretrizes de política urbana para melhoria da mobilidade. Faixas exclusivas para ônibus, implantação de ciclovias e aumento das áreas para pedestres são cruciais para seguirmos esse norte”, completa.

A priorização do transporte público coletivo ao individual está prevista tanto na Lei Federal 12.587/2012, que instituiu a Política Nacional de Mobilidade Urbana, quanto, no âmbito distrital, pelo Plano Diretor de Transporte Urbano, o PDTU, estabelecido pela Lei 4.566/2011.

Na norma local, inclusive, há expressamente a previsão de se implantar as faixas exclusivas como forma de incentivar o deslocamento por ônibus.

* Com informações da Semob

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Novas inscrições para castração de cães e gatos

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Campanha acontece nos dias 23 e 24 de setembro. O resultado sai no dia 30 deste mês

O Instituto Brasília Ambiental realiza, nos dias 23 e 24 de setembro, as inscrições do cadastramento para a 4ª campanha de castração de cães e gatos de 2021.

Desta vez, as cirurgias serão realizadas nas clínicas Coração Peludinho, localizada no Gama; Clínica Dr. Juzo, em Samambaia; Clínica PedAdote, no Paranoá; e Animais Hospital Veterinário, em Ceilândia. A expectativa é de que sejam atendidos cinco mil animais do Distrito Federal.

De acordo com o cronograma (abaixo), as inscrições devem acontecer com base na espécie e no sexo do animal. Na quinta-feira (23) serão realizados os cadastros de cadelas e cães, enquanto na sexta-feira (24) gatas e gatos devem ser os cadastrados.

23/9/21 – período matutino – a partir das 10h – Vagas somente para cadelas

23/9/21 – período vespertino – a partir das 14h – Vagas somente para cachorros

24/9/21 – período matutino – a partir das 10h – Vagas somente para gatas

24/9/21 – período vespertino – a partir das 14h – Vagas somente para gatos

O quantitativo de vagas será distribuído da seguinte forma: 1.069 cadelas, 1.129 cachorros, 1.494 gatas e 1.308 gatos. Os tutores interessados em participar da campanha deverão ler atentamente as regras antes de efetuar o cadastro.

Confira aqui as regras da campanha.

Planejamento

O resultado do cadastro e as datas dos atendimentos serão publicados até o dia 30 de setembro, também no site do Brasília Ambiental.

As cirurgias ocorrerão entre os dias 1º de outubro e 26 de novembro, na clínica escolhida pelo responsável no ato do cadastro. Acesse aqui as orientações de cada unidade veterinária para o dia da cirurgia do animal.

Programa de Castração de Cães e Gatos do Brasília Ambiental, que existe desde 2017, faz parte do planejamento estratégico e do Plano Plurianual vigente no órgão, com metas pactuadas.

Esta é a quarta edição da campanha no ano de 2021, visto que as outras oportunidades de cadastramento aconteceram nos meses de janeiro, fevereiro e junho deste ano.

Para dúvidas sobre o programa de castração entre em contato pelo e-mail fauna@ibram.df.gov.br.

* Com informações do Brasília Ambiental

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Taguaparque recebe a Semana Nacional de Trânsito

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Neste domingo, o DER-DF reuniu aproximadamente 600 pessoas e contou com a parceria da PMDF e da PRF

Em razão da Semana Nacional de Trânsito 2021, que acontece anualmente entre os dias 18 e 25 de setembro, a Diretoria de Educação de Trânsito do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF) realizou ontem (19) uma grande ação educativa no Taguaparque, em Taguatinga. A campanha aconteceu entre 9h e 12h e contou com a parceria da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Batalhão de Polícia Rodoviária da Polícia Militar do Distrito Federal (BPRv / PMDF).

Aproximadamente 600 pessoas foram abordadas e orientadas sobre o tema deste ano, que é “No trânsito, sua responsabilidade salva vidas” | Foto: divulgação / Detran-DF

As ações educativas incluíram atividades lúdicas para as crianças com a temática trânsito, circuito com carrinhos elétricos, apresentação de cães da PRF, exposição de viaturas e equipamentos de fiscalização de trânsito e atividades de conscientização de trânsito para os adultos. Aproximadamente 600 pessoas foram abordadas e orientadas sobre o tema deste ano, que é “No trânsito, sua responsabilidade salva vidas”.

Segundo a diretora de Educação de Trânsito do DER/DF, Jucianne Nogueira, o objetivo da ação é aproximar a sociedade dos órgãos de fiscalização. “O intuito é que a população contribua juntamente com os órgãos competentes para a obtenção de um trânsito mais seguro”, destacou.

O diretor-geral do DER/DF, Fauzi Nacfur Júnior acompanhou toda a ação. “Todas essas campanhas que nossa Diretoria de Educação promove, junto com nossa Diretoria de Fiscalização, são essenciais para fazerem do trânsito da nossa cidade mais seguro. E quando essas atividades são conjuntas com outros órgãos, como a PM e a PRF, o trabalho é muito mais satisfatório”, comentou o diretor.

Próximas ações

Na manhã de hoje, 20, entre 9h30 e 11h, condutores de veículos leves que passavam pela Estrada Parque das Nações (DF-004) foram orientados sobre comportamentos seguros no trânsito.

Amanhã (21) será a vez dos pedestres receberem orientações. A ação será na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (DF-003), na passarela em frente à Candangolândia, entre 8h e 10h30.

Já na quarta-feira (22), entre 15h e 19h, os ciclistas que trafegam pela DF-480, no Gama, serão abordados para receberem informações sobre como trafegar em segurança.

No dia 23, quinta-feira, o alvo são os motociclistas da DF-015, no Paranoá. E, por fim, na sexta-feira (24) os motoristas de transporte coletivo serão ministrados sobre como manter uma direção responsável. Esta última ação será na Rodoviária do Plano Piloto, entre 9h e 11h.

* Com informações do DER-DF

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Após perder voo, passageiro agride e xinga funcionária da Gol, no Aeroporto de Brasília

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Fábio Sousa de Oliveira é auditor fiscal e fazia conexão para Rio de Janeiro, na última quarta-feira (15). Servidor foi detido pela PF e deve responder por lesão corporal e injúria; G1 não localizou defesa.

Aeroporto de Brasília — Foto: Inframérica/Divulgação

Um passageiro foi detido no Aeroporto Internacional de Brasília suspeito de agredir e xingar a funcionária de uma companhia aérea, na última quarta-feira (15). Segundo testemunhas, o auditor fiscal da Secretaria de Fazenda Fábio Sousa de Oliveira, de 40 anos, “se irritou” após perder o voo de Brasília para o Rio de Janeiro.

O boletim de ocorrência registrado na 10ª Delegacia de Polícia, no Lago Sul, cita que o homem “supostamente agrediu física, moral e emocionalmente” uma mulher de 26 anos. A vítima é funcionária da Gol Linhas Aéreas e diz ter sido empurrada (leia mais abaixo nota da companhia).

De acordo com a Polícia Civil, a vítima também prestou depoimento na delegacia. O homem foi liberado depois de assinar um termo circunstanciado, em que assumiu o compromisso de comparecer ao Juizado Especial, quando intimado.

servidor público deve responder por lesão corporal e injúria.

Detido no embarque

O incidente ocorreu por volta das 21h, no portão 5 do embarque doméstico. A Polícia Federal abordou Fábio dentro de um ônibus, que se deslocava em direção a outra aeronave. Segundo a polícia, não houve resistência.

A Secretaria de Fazenda do RJ confirmou à reportagem que Fábio Sousa de Oliveira é auditor fiscal e servidor da pasta. No entanto, “não estava no exercício de sua função”, no momento do ocorrido.

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Museu de Arte de Brasília exibe arte urbana do Irã

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São 28 registros que a fotógrafa paulistana Maristela Acquaviva produziu em espaços públicos da capital Teerã em 2018

O Museu de Arte de Brasília (MAB) exibe, a partir desta sexta-feira (17), a mostra de fotos “Arte Urbana no Irã”. São 28 registros que a fotógrafa paulistana Maristela Acquaviva produziu em espaços públicos da capital Teerã em 2018, numa estada de dez dias a convite da Embaixada do Brasil naquele país, em cooperação com o governo local.

A exposição foi montada no primeiro pavimento e pode ser visitada diariamente, exceto às terças, até as 21h.

“As fotos investigam a prática centenária de arte pública no Irã, desde os mosaicos de azulejos do século 18, passando pelos monumentos e painéis erigidos pela monarquia e pela república islâmica no século 20, chegando a manifestações contemporâneas de ‘street art’, com seus grafites e intervenções nos muros da cidade. Revelam uma face do Irã completamente desconhecida do Ocidente”, explica o gerente do espaço da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), Marcelo Gonczarowska, que divide a curadoria da exposição com o colega do MAB Fred Hudson.

A exposição, que também registra belas esculturas, usa parte do material fotográfico de um livro, “Street Art”, numa edição particular que não será comercializada.

Um fotógrafo iraniano, Maziar Kabiri, registrou, em contraponto, imagens da arte de rua na cidade de São Paulo, onde o grafite também se destaca em meio a outras formas de arte em espaços públicos.

“Duas grandes cidades, distantes geograficamente, porém unidas pela popularização da cultura que contribui para torná-las mais atraentes”, diz o texto de apresentação.

Parceria

Esta já é a segunda iniciativa de cooperação cultural entre Irã e a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF durante a gestão. Em 2019, o grupo musical iraniano Navaye Mehr Band esteve no Centro Cultural Três Poderes e no Complexo Cultural Samambaia, que recebeu estudantes de escolas públicas do DF para curtir a apresentação.

Início: 17/09/2021 (sexta-feira)

Local: Galeria do primeiro pavimento do Museu de Arte de Brasília (MAB)

Endereço: SHTN, trecho 01, projeto Orla polo 03, Lote 05, CEP: 70800-200 Brasília – DF

Funcionamento: todos os dias, menos terças-feiras, de 9h a 21h

Entrada gratuita

Classificação livre

Não é necessário agendar a visita

Telefone: 3306-1375

Instagram: @museudeartedebrasília

* Com informações da Secec

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Sai o edital para a regularização da URB 05, em Arniqueira

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Esta é a terceira convocação de venda direta da área; propostas serão aceitas até 18 de outubro 

Famílias que optarem por pagamento à vista terão 25% de desconto

A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) publicou, nesta sexta-feira (17), o último edital da URB 005 do Setor Habitacional Arniqueira. Esta é a terceira convocação de venda direta da área, localizada nos antigos conjuntos 5 e 6 da Região Administrativa. Desta vez, são 158 imóveis contemplados. Os ocupantes têm até 18 de outubro para apresentar a proposta de compra do terreno. A publicação já está disponível para download.

O valor dos terrenos unifamiliares varia entre R$ 52.466,99 (199 m²) e R$ 1,224 milhão (5.155 mil m²) e já prevê a dedução da infraestrutura feita pelos moradores, bem como a valorização decorrente dessa implantação.  As famílias que optarem pelo pagamento à vista terão 25% de desconto no valor de venda do imóvel.

Com área total de 1.189,60 hectares, o Setor Habitacional Arniqueira  foi dividido em 15 áreas para fins de urbanização | Foto: Divulgação/Terracap

Atualmente, instituições financeiras oferecem linhas de crédito específicas para financiar imóveis originários da regularização fundiária. Assim, quem optar por tomar o recurso em uma dessas instituições pagará a prazo para o banco, mas integralmente e com abatimento à Terracap. Também é possível parcelar o financiamento dos terrenos pela Terracap – neste com prazo máximo de pagamento de 240 meses.

Como participar

A fim de descentralizar esse processo e evitar aglomerações, há três maneiras de realizar o procedimento. O contato pode ser feito presencialmente, no edifício-sede da Terracap (Setor de Áreas Municipais/SAM, atrás do Anexo do Palácio do Buriti), das 7h às 19h; na Administração de Arniqueira (SHA Conjunto 04 AE 01), das 8h às 12 e das 13h às 17h; ou de forma remota, pelo site da Terracap.

Quem preferir essa última forma de fazer contato deve acessar a página da Terracap ou o aplicativo da agência e procurar pelo menu “Serviços”, clicar em “Regularização – Venda Direta”; “Terracap – Serviços on-line”; plataforma com os dados de login; “Regularize Venda Direta”; “Passo 1 – Criar cadastro” e “Passo 2 – Criar proposta”. Nesse momento, será feita a confirmação das informações inseridas e o upload dos documentos. Encaminhe-os, e o envio estará concluído.

Mais informações podem ser obtidas por meio dos canais de atendimento da Terracap, no call center (61) 3342-1103, ou pela página da agência.

Arniqueira

974número de lotes disponíveis para cadastro

O decreto que aprova o projeto urbanístico para regularização da URB 005 foi assinado pelo governador Ibaneis Rocha em dezembro do ano passado. Foram levados a registro cartorial 1,4 mil lotes.

O Setor Habitacional Arniqueira, com área total de 1.189,60 ha, foi dividido em 15 áreas para fins de urbanização. Os projetos levaram em conta delimitadores naturais, como córregos – há três na região –, bem como as circunscrições cartoriais.

Atualmente, a Terracap está com cadastramento aberto da URB 001, local conhecido como Colônia Agrícola Vereda da Cruz. Esse é o primeiro passo para participar do processo de regularização fundiária e tem a finalidade de identificar os ocupantes dos lotes – são 974, de uso residencial e misto, disponíveis para cadastro.

*Com informações da Terracap

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