O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou nesta sexta-feira, 19, a importância de ajustar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65, que concede autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central. Em entrevista ao Jota, ele afirmou que vai retomar as conversas com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Após mais de dois anos sem avanços na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a PEC foi aprovada pelo grupo no dia 10, representando uma vitória para a liderança do Banco Central, que apoia o texto, e uma discordância da equipe econômica, que aponta pontos conflitantes. Um desses pontos é que as operações entre o Banco Central e o Tesouro Nacional seriam contabilizadas no resultado fiscal.
Mesmo destacando essas questões, Durigan deixou claro que não pretende rejeitar a proposta no Senado. “O objetivo não é bloquear, e sim apresentar um texto que seja acordado e debatido”, explicou. Ele ressaltou a importância de fortalecer o Banco Central para evitar problemas como os ocorridos com o Banco Master.
Dario Durigan defende que o fortalecimento do Banco Central deve ocorrer através da melhoria do orçamento, do sistema, da segurança do Pix e da contratação de profissionais. Além disso, afirmou que os desafios enfrentados pelo Banco Central são semelhantes aos de outras agências reguladoras, mencionando que o governo anterior, liderado por Jair Bolsonaro, descuidou dessas instituições, incluindo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Estadão Conteúdo
