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Dulcielly Nóbrega, defensora pública: ”A mulher não está segura”

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Confira entrevista com a Defensora pública e coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher

(foto: -)

Quatro perguntas para Dulcielly Nóbrega — Defensora pública e coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher
Quando o assassinato de uma mulher, fora do contexto familiar, é considerado feminicídio?
O feminicídio é qualificadora do crime de homicídio, é aplicado quando há crime de gênero, e é possível adotá-la em duas hipóteses. A primeira e mais conhecida, é na conjuntura íntima e familiar, quanto a vítima é morta por um companheiro, por exemplo. Em segundo, conforme a lei, quando o assassinato é praticado por menosprezo e discriminação pela vítima ser mulher. Geralmente, são casos de violência urbana, e podem se caracterizar pela investida sexual por parte do autor, como o estupro, por exemplo. Sobre os casos de Letícia Curado e Genir Sousa, dependendo do que se confirmar durante a investigação, pode se configurar feminicídio.
Por que o número de mulheres assassinadas continua subindo?
Primeiro, vale salientar que a objetificação feminina é uma questão cultural perpetuada ao longo dos séculos. Se fizermos um recorte histórico, no Brasil colônia (quando se adotava as leis de Portugal), a mulher podia ser até morta se estivesse em adultério. O Código Civil de 1916 definia que o marido precisava dar autorização para a companheira trabalhar, por exemplo. A mudança dessa lei só ocorreu em 1962. Portanto, são séculos de naturalização da violência e banalização da mulher. Todas as mudanças que alcançamos foram com muita luta. No Brasil, tivemos marcos legislativos importantes, como a Lei Maria da Penha (2006) e a Lei do Feminicídio (2015). Há a promoção pela mudança da cultura machista e de conscientização quanto à violência contra a mulher. Os dados são alarmantes, e mostram que a mulher não está segura em casa ou no espaço público.
Quem são essas mulheres vítimas de violência?
No Distrito Federal, mais de 70% dos feminicídios ocorreram em casa (dados do 1º semestre de 2019). Mas, em contrapartida, os números mostram que a mulher não está segura em nenhum local. Temos como exemplo, mulheres em paradas de ônibus, especialmente em locais periféricos, que sofrem ataques. Isso implica tanto na vulnerabilidade a qual a mulher está exposta, quanto em marcadores de classe e qualidade do transporte público. A mulher é vítima por ser mulher, independentemente da hora em que está na rua e a roupa que veste. Essa objetificação culpabiliza a vítima e demonstra a construção social do machismo. Pela insegurança nos espaços públicos, temos a liberdade limitada. Como mulheres, não conseguimos exercer a cidadania plena, para transitar livremente. Um homem, quando sai de casa, se preocupa em não ser assaltado. Já a mulher, pensa em não ser estuprada.
O que podemos fazer para mudar a situação atual no Distrito Federal?
Acredito que as políticas públicas de conscientização cultural são importantes. Os homens precisam tratar o que chamamos de “masculinidades tóxicas”: ver a mulher como um objeto e propriedade dele; de não poder demonstrar sentimentos por socialmente ser sinônimo de fraqueza; a necessidade de se mostrar como um ‘homem garanhão’; e, inclusive, a violência que é incentivada desde a infância, como recurso para solucionar um conflito. Precisamos pensar o eixo de prevenção e responsabilização. É também necessário trazer a discussão para o âmbito escolar, para mudar o pensamento dos mais jovens. Até porque, o menino de hoje é o homem de amanhã. Essa discussão deve englobar os homens, para que eles revejam as próprias visões machistas. Eles são parte do problema e, por isso, devem participar da solução. Quanto à responsabilização, entram leis eficazes para a punição ao agressor.
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Brasil

Cliente que teve dedo amputado em mercado pede R$ 200 mil em danos morais na Justiça

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Na última quarta-feira (26), foi distribuído para a 5ª Vara Cível de Sorocaba, no interior de São Paulo, uma ação de R$ 200 mil de danos morais e estéticos de uma cliente, de 50 anos, que teve um dedo amputado quando uma empilhadeira passou por cima do pé em um mercado. As informações são do G1.

O caso da vítima aconteceu no dia 23 de dezembro do ano passado. Conforme o boletim de ocorrência registrado pela mulher, ela estava sozinha fazendo compras quando entrou em um corredor que não estava isolado e, na sequência, a empilhadeira passou por cima do pé dela ao se movimentar.

Segundo o operador do equipamento, ele aguardava clientes passarem pela área quando a cliente teria colocado o pé embaixo da máquina. Ao tentar se afastar, a vítima foi atingida.

O atacadista, conhecido como Assaí, tentou fazer um acordo com a cliente, que não foi aceito. O advogado da mulher entrou com a ação na Justiça contra o mercado, que ainda não foi notificado.

Na época do acidente, o Assaí informou, em nota, que foram prestados os primeiros socorros e a unidade acionou imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que levou a cliente para um hospital. “”Um funcionário foi destacado para acompanhá-la e garantir que a cliente recebesse toda a assistência necessária. Desde o primeiro momento, a empresa acompanhou o caso com atenção e vem custeando todas as despesas médicas e hospitalares para garantir o bem-estar da cliente. Além disso, vem mantendo contato e permanece à disposição da família para o que precisarem. Adicionalmente, a empresa reforçou com a loja todos os processos para o trânsito das empilhadeiras a fim de garantir que novas ocorrências não voltem a acontecer”, dizia o comunicado.
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Aconteceu

TIM inaugura loja no metaverso

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Loja da TIM no metaverso Cryptovoxels (Tim/Reprodução)

Trata-se de um tipo de replicação para o mundo virtual de uma loja conceito aberta no Rio de Janeiro

metaverso está, aos poucos, se tornando um lugar de interesse para as grandes marcas e empresas. Um relevante sinal disto é o desembarque da operadora TIM nas terras virtuais, que inaugura nesta quinta-feira, 27, uma loja dentro do Cryptovoxels plataforma de construção de metaverso.

O curioso é que o espaço se baseia em um lugar no mundo real, também inaugurado hoje. Trata-se de uma loja conceito, que teve um soft opening no final do ano passado no Barra Shopping, no Rio de Janeiro, e que, segundo a telefônica, ‘marca o início de uma nova experiência na jornada do cliente, repleta de inovação e com direito à chegada na nova camada da realidade que integra os mundos real e virtual’.

A nova loja é vista pela TIM como parte da estratégia omnichannel, no qual se tenta integrar todos os canais de atendimento ao cliente em um só. Nela, o cliente poderá experimentar acessórios e smartphones já com a tecnologia 5G e até equipamentos para conexão de residências utilizando a ultra banda larga fixa da TIM Live. O próprio consumidor poderá realizar atividades básicas desde consultar, imprimir, pagar faturas, adquirir planos, serviços e muito mais.

Já a replicação da loja no virtual foi uma idelização da agência MetaMundi, que funciona como um crossover da Metaverse Agency, de Byron Mendes, e Dellarte Soluções Culturais, de Steffen Daueslberg. Os mesmo produtos da loja conceito estarão lá e se o cliente decidir por realizar uma compra, será direcionado do metaverso para o site de vendas da TIM.

“Aproveitamos a abertura da flagship para marcarmos nossa entrada no metaverso. Escolhemos o Cryptovoxels pois ele é o mais habitado por marcas e, principalmente, por brasileiros. Com esse passo, faremos também com que os nossos clientes já estejam habituados ao mundo metaverso e associem a nova realidade à marca TIM”, afirma Bruno Vasconcellos, diretor de e-commerce e canais remotos da TIM Brasil.

Na TIM virtual

O espaço é dividido em duas partes: no primeiro andar, uma experiência estética similar à da loja conceito do Barra Shopping; no segundo, com acesso feito via teleporte, há um espaço “gamer”, com portfólio de produtos da TIM e de seus parceiros.

E, ainda no primeiro trimestre de 2022, será lançada uma arena de eventos virtuais com foco em música e entretenimento. Ali, por exemplo, a marca traria convidados para apresentações.

Na TIM real

O estabelecimento tem uma área para exposição de smartphones, gadgets e outros acessórios.

Outra área exclusiva para atendimento ao cliente, com disponibilidade de especialistas em tecnologia para sanar dúvidas e outros consultores de atendimento.

Há também um espaço dedicado para serviços oferecidos por parceiros da TIM, como Netflix, HBO, Deezer e Ampli.

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Mecânico bate contra árvore e destrói Ferrari Enzo ultrarrara

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O carro destruído é avaliado em mais de 3 milhões de euros (cerca de R$ 26 milhões)

Foi o que ocorreu com um mecânico de uma concessionária da cidade de Baarn, nos Países Baixos, que perdeu o controle da Ferrari e foi bater contra uma das árvores que beiram a estrada.

O homem parece ter perdido o controle do veículo, por causa da estrada molhada, e colidiu contra o tronco.

Uma dinâmica aparentemente banal, se não fosse que a Ferrari é avaliada em mais de 3 milhões de euros (cerca de R$ 26 milhões).

Ferrari Enzo entre os carros mais raros (e valiosos)

O modelo Enzo, criado para comemorar os 55 anos da casa italiana, foi produzido entre 2002 e 2004 em apenas 399 unidades.

O mecânico não se feriu, pois a estrutura de segurança e os airbags o protegeram do impacto. Mas o veículo sofreu sérios danos na mecânica e na carroceria.

As estruturas de carbono e outros elementos obtidos a partir de fusões “racing” — para reduzir o peso para apenas 1.255 kg — exigirão reparos e substituições longos e complexos.

As tecnologias necessárias para os reparos são oferecidas por poucos centros especializados no mundo inteiro, autorizados pela Ferrari.

Com certeza, a conta será uma das mais caras que um mecânico comum pode imaginar.

Nos Países Baixos havia apenas três exemplares de Ferrari Enzo, todos guardados em garagens blindadas e, em tese, conduzidos com muita atenção.

Isso porque a potência exuberante (660 hp) do motor V12 6.0 e os sistemas de estabilidade e controle de tração, como era usado na época do lançamento em 2002, deixam o carro difícil de dirigir.

Após o acidente, e provavelmente por muito tempo, apenas duas Ferrari continuarão em circulação no país europeu.

 

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Brasil

Fenômeno que deixa nuvens coloridas chama atenção em Minas Gerais; veja fotos

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Fotógrafo mineiro Vini Pissá flagrou nuvens coloridas no céu da cidade de Iguatama, localizada a 243 quilômetros de Belo Horizonte

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Por que a Coreia do Norte começou a lançar tantos mísseis de repente?

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Foto fornecida pelo governo da Coreia do Norte mostra o teste de um míssil no dia 17 de janeiro Foto: Agência Central de Notícias da Coreia do Norte

Mais dois testes foram realizados nesta terça-feira. Kim Jong-un aprendeu que as explosões são a melhor maneira de chamar a atenção de Washington, especialmente quando a situação global já está instável

A Coreia do Norte começou o ano novo com a convocação de uma reunião do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, o único partido do país, durante a qual muito pouco foi dito sobre os Estados Unidos. Aquele silêncio sobre o assunto não durou muito.

Kim Jong-un, o ditador norte-coreano, lançou seis mísseis balísticos em quatro testes de armamentos desde 5 de janeiro. Em um mês, foram quase tantos mísseis quanto a Coreia do Norte lançou em todo o ano passado. Nesta terça-feira, os militares sul-coreanos confirmaram que o Norte disparou mais dois mísseis de cruzeiro, em seu quinto teste de 2022.

A mensagem era clara: o líder norte-coreano sente que está sendo ignorado e quer pressionar o governo de Joe Biden a prestar atenção ao seu país de economia pobre.

Individualmente, os testes podem não ter grandes novidades – eles envolveram mísseis que já foram testados ou armas que ainda estão em desenvolvimento. Mas juntos, sinalizam que Kim planeja usar 2022 para tirar o governo Biden de seu sono diplomático.

Kim precisa que Washington faça concessões econômicas para melhorar a economia devastada de seu país. Ao longo dos anos, ele aprendeu que a melhor maneira de chamar a atenção de um presidente americano é com armas. E que o melhor momento para fazê-lo é quando o mundo tem menos condições de arcar com a instabilidade.

Por esse ângulo, 2022 parece um ano promissor.

A China está ocupada se preparando para os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim no próximo mês. A Coreia do Sul elege um novo presidente em março. A Rússia insinua uma possível invasão da Ucrânia e mantém o governo Biden em suspense.

Durante uma reunião do Politburo na quarta-feira passada, Kim sugeriu que seu governo poderia mais uma vez começar a testar mísseis de longo alcance e dispositivos nucleares, após suspender tais testes antes de sua reunião de cúpula de 2018 com o então presidente Donald Trump.

— O objetivo de Kim é tornar rotineiros os voos de mísseis balísticos de curto alcance, como um fato da vida sem repercussões. A partir daí, ele passará para provocações maiores, retomando testes de mísseis de médio e longo alcance, intervalados por um teste nuclear, como fez em 2017 — disse Lee Sung-yoon, especialista em Coreia do Norte na Escola Fletcher da Universidade Tufts, em Boston.

Naquele ano, a Coreia do Norte testou o que chamou de bomba de hidrogênio e também lançou três mísseis balísticos intercontinentais. Foi também o ano em que Trump assumiu o cargo nos Estados Unidos. A Coreia do Sul tinha acabado de destituir sua presidente.

Quarta-feira foi a segunda vez que Kim ameaçou suspender a moratória sobre mísseis de longo alcance e testes nucleares. Depois que sua diplomacia com Trump terminou sem um acordo em 2019, ele disse que não se sentia mais obrigado ao compromisso. Mas ele não voltou a realizar esses testes, e seu país logo precisou lidar com a pandemia de coronavírus.

Este ano também marca o início da segunda década de Kim no poder, e os testes oferecem-lhe  uma chance para reafirmar sua autoridade. Desde que assumiu, ele se concentrou em fortalecer o arsenal do país, para assim validar o governo dinástico de sua família, apresentando-se como o protetor da Coreia do Norte contra invasões estrangeiras.

A Coreia do Norte por ora se concentra em testar mísseis que podem carregar o que chama de armas nucleares “menores, mais leves e táticas”. Esses tipos de armas não representam uma ameaça direta aos Estados Unidos, mas podem aumentar a influência de Kim junto a Washington, colocando aliados americanos como Coreia do Sul e Japão sob ameaça nuclear.

Washington não tomou medidas para atrair Kim e levá-lo a negociar, exceto propor negociações “sem pré-condições”, um pedido morno que a Coreia do Norte rejeitou. Enquanto isso, o país vê as armas como ferramentas para trazer Washington à mesa de negociações. E por essa lógica, quanto mais poderoso o arsenal, mais poder Kim tem.

“A Coreia do Norte espera que, se continuar a demonstrar suas capacidades nucleares, mas confiná-las à Península Coreana, não irá irritar a opinião pública nos Estados Unidos e fortalecerá as vozes que pedem um acordo”, escreveu em artigo recente Cha Du-hyeogn, um dos principais especialistas em Coreia do Norte no Asian Institute for Policy Studies, com sede em Seul.

 

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Dupla que roubou motorista de aplicativo acaba presa em Santa Maria

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Autores do crime foram encontrados em Santa Maria após levarem a vítima para o local. Além de ter a chave do carro roubada, o motorista também ficou sem celular, relógio e R$ 200

(crédito: PCDF/Divulgação)

Na manhã de quinta-feira (20/1), por volta das 10h, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada por um motorista de aplicativo que alegou ter sido roubado por dois passageiros. A vítima informou que os autores solicitaram uma viagem do Centro de abastecimento do Df S/A (CEASA) até a Cidade Estrutural, e, no meio do caminho, eles anunciaram o assalto.

O motorista foi levado até Santa Maria, teve o celular, o relógio de pulso, duas correntes, cerca de R$ 200 e a chave do carro roubados. Durante as buscas, em Santa Maria, os PMs avistaram os suspeitos saindo de uma casa da QR 517. De acordo com a PMDF, a dupla subiu rapidamente em um muro e fugiu pelo telhado das residências. O cerco foi feito e os suspeitos, um homem e um menor de idade, foram detidos no teto de uma casa próxima.

Na residência, a polícia encontrou a pochete da vítima e duas correntes. Um dos suspeitos estava com R$ 150. O menor de idade foi levado para a Delegacia da Criança e do Adolescente e foi autuado por ato infracional análogo a roubo, além de ter sido constatado um mandado de busca e apreensão em seu desfavor. O outro autor foi conduzido para a 20ª DP, para o registro de flagrante de roubo e corrupção de menor.

 

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