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domingo, 29/03/2026

Dor crônica é mais comum entre mulheres, revela estudo

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Um estudo recente revelou que mulheres sentem mais dor crônica do que homens, devido a diferenças biológicas no sistema imunológico.

A pesquisa, publicada na revista Science Immunology, pode ajudar a criar tratamentos que diminuam o uso de analgésicos opioides, que têm riscos de efeitos colaterais e dependência.

Geoffroy Laumet, autor do estudo, destacou que “a dor das mulheres foi ignorada na medicina, muitas vezes considerada algo emocional ou psicológico”.

Ele enfatizou que a diferença na dor entre os sexos é real e tem uma base biológica.

A dor acontece quando nervos reagem a estímulos como machucados, mas a dor crônica persiste mesmo com estímulos leves ou ausentes. Mulheres representam entre 60% e 70% dos casos de dor crônica.

O estudo também observou como células do sistema imunológico chamadas monócitos, reguladas por hormônios, ajudam a controlar a dor.

Essas células comunicam-se com os nervos e produzem a interleucina 10 (IL-10), uma substância anti-inflamatória que ajuda a reduzir a dor.

Os dados mostraram que nos camundongos fêmeas, a dor demorava mais para desaparecer e a atividade dos monócitos era menor, em comparação aos machos.

Isso pode ser explicado pelos níveis maiores do hormônio testosterona nos machos, que aumentam a atividade dessas células.

Laumet acredita que o estudo abrirá caminhos para novos tratamentos, talvez estimulando os monócitos a produzirem mais IL-10 para aliviar a dor.

Ele também mencionou que a testosterona tópica poderia ser uma opção para tratar dores localizadas.

Elora Midavaine, pesquisadora da Universidade da Califórnia em São Francisco, comentou que o estudo traz um ponto importante ao mostrar a ligação entre hormônios e sistema imunológico na dor crônica feminina.

Ela ressaltou que essa abordagem pode avançar a compreensão e o tratamento da dor crônica em mulheres.

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