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Economia

Dólar sobe com emprego forte nos EUA e eleições em foco

Foto: Justin Sullivan/AFP

O dólar iniciou o dia em alta, refletindo a forte criação de empregos nos Estados Unidos e a atenção ao cenário eleitoral brasileiro.

Os dados recentes mostram que a economia americana gerou mais vagas de trabalho do que o esperado, reforçando a ideia de que a economia está aquecida. Este quadro aumenta a possibilidade de elevação dos juros pelo Fed, o banco central dos EUA.

Pela manhã, a moeda americana valorizava 0,38%, cotada a R$ 5,124. O índice DXY, que avalia o desempenho do dólar frente a outras moedas importantes, também registrava alta de 0,22%.

Em agosto, foram criados 162 mil empregos fora do setor agrícola, muito acima das previsões dos economistas, que esperavam 55 mil novas vagas. A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,1%, indicando força no mercado de trabalho.

Com a possibilidade de aumento dos juros americanos na reunião de setembro, o dólar tende a ganhar valor, enquanto ativos de maior risco perdem força. Os títulos do Tesouro dos EUA também se valorizam nesse cenário.

No Brasil, a cena política está sendo observada de perto. A pesquisa Datafolha recente indica que o presidente Lula (PT) tem 38% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) alcança 33%. No segundo turno, a disputa está tecnicamente empatada, com 46% para Lula e 44% para Flávio Bolsonaro.

Outra pesquisa, realizada pela Quaest, confirma uma situação semelhante, com ligeira vantagem para Lula no primeiro turno, 37% contra 30% de Flávio Bolsonaro, e empate técnico no segundo turno.

Analistas de mercado apontam que Flávio Bolsonaro é visto como um candidato com perfil fiscal mais conservador, o que agrada investidores que desejam uma alternância no governo, aumentando a confiança na economia brasileira e fortalecendo o real.

Nos Estados Unidos, o diretor do Fed, Christopher Waller, indicou que a decisão sobre os juros em setembro dependerá dos dados de inflação de agosto, enquanto o presidente do Fed, Kevin Warsh, alertou para a necessidade de medidas caso a inflação não volte à meta de 2%.

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de agosto, que será divulgado em 11 de setembro, será um dado importante para os investidores antes da decisão do Fed.

No campo internacional, o regime do Irã chamou os EUA de “Satã” após acusar tropas americanas de um ataque em festa de casamento que resultou na morte de cinco pessoas, incluindo uma criança. Washington não confirmou participação nesse incidente.

Recentemente, tensões aumentaram com ataques dos EUA a lançadores iranianos na região do estreito de Hormuz, elevando os riscos para o fluxo de petróleo, o que pode pressionar preços e alimentar a inflação global.

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