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quinta-feira, 26/02/2026

dólar sobe com dados econômicos e medo no mundo; bolsa cai

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FOLHAPRESS

O dólar fechou nesta quinta-feira (12) com alta de 0,24%, cotado a R$ 5,199, puxado pela busca por investimentos mais seguros.

Pela manhã, o real aproveitou a fraqueza do dólar e a entrada de dinheiro estrangeiro no país, além dos juros atrativos no Brasil. O dólar chegou a R$ 5,154, menor valor desde 28 de maio de 2024.

O índice Ibovespa caiu 1,01%, ficando em 187.766 pontos, perdendo parte do que ganhou na véspera, quando bateu recorde, impulsionado pelos resultados das empresas.

Entre as ações mais movimentadas, as do Banco do Brasil subiram até 7,9% e fecharam com alta de 4,49%, enquanto as da Braskem caíram 11,26%, liderando as perdas do dia.

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o dólar estava em baixa ao longo do dia devido a investimentos em mercados emergentes, mas o cenário externo ficou mais cauteloso com as bolsas americanas recuando e mais aversão ao risco.

Nos últimos dias, o mercado brasileiro tem recebido entradas de capital estrangeiro, apoiado por dados positivos de emprego nos EUA, que influenciam a expectativa sobre a política de juros do Federal Reserve (Fed).

O relatório recente mostrou criação de 130 mil vagas de trabalho em janeiro, superando a previsão de 70 mil. A taxa de desemprego caiu em relação a dezembro.

Também foi divulgado que os pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 7 de fevereiro caíram para 227 mil, um pouco acima da previsão.

Esses dados indicam que o mercado de trabalho americano continua forte, o que pode fazer o Fed manter os juros estáveis por mais tempo para controlar a inflação.

De acordo com Marcio Riauba, líder da Mesa de Operações da StoneX, os bons números do emprego levaram investidores a adiar cortes nos juros dos EUA que eram esperados para junho para julho.

Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, comentou que o mercado ainda ajusta as expectativas após o forte payroll divulgado, reforçando a manutenção da taxa básica de juros pelo Fed e reduzindo apostas de cortes no curto prazo.

Juros altos nos EUA atraem investimentos para renda fixa, considerada segura por ser a maior economia do mundo.

Por outro lado, políticas recentes do governo americano incentivam a diversificação dos investimentos para fora dos EUA, o que gerou grande entrada de capital estrangeiro na Bolsa brasileira em janeiro, tendência que continua em fevereiro.

Riauba também destacou que o real está apoiado no diferencial de juros, com a Selic em 15% ao ano, atraindo operações de carry trade e fluxo de capital para renda fixa e Bolsa.

Parte do investimento estrangeiro na Bolsa é motivada pela expectativa de cortes na Selic nas próximas reuniões do Copom, o que eleva o interesse por ações.

O diretor do Banco Central, Galípolo, defendeu uma postura cautelosa na decisão sobre juros para garantir confiança e agir com calma nas próximas alterações.

Ele comparou o BC a um navio que não pode mudar rapidamente de direção, enfatizando a importância de movimentos suaves na política monetária.

Na B3, as opções indicavam 66% de chance de corte de 0,5 ponto percentual na Selic em março, 24% de corte de 0,25 ponto e 4,25% de corte maior.

O diferencial de juros entre Brasil e EUA é apontado como motivo para a entrada de investimentos no país, ajudando a reduzir o preço do dólar nos últimos meses.

O pregão desta quinta também foi influenciado pela divulgação de dados econômicos no Brasil e pelos resultados das empresas.

Dados do IBGE mostraram que o setor de serviços caiu 0,4% em dezembro em relação a novembro, mas cresceu 0,8% no quarto trimestre e 2,8% em 2025, o quinto ano seguido de crescimento.

Para Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, esses números ajudam a aliviar um pouco a alta dos juros.

Na temporada de resultados, o Banco do Brasil liderou altas na Bolsa após apresentar lucro no quarto trimestre acima do esperado, aumentando 25% em relação à previsão da empresa e 40% acima do consenso do mercado.

Analistas do BTG Pactual destacaram a surpresa positiva, explicada principalmente por benefícios fiscais.

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