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Economia

Dólar sobe a R$ 5,44 com maior alta semanal desde 2008

São Paulo, 30 – O dólar teve forte alta nesta sexta-feira, chegando a R$ 5,44, impulsionado por preocupações externas e incertezas internas sobre a política fiscal do governo Lula 4. Esta foi a maior valorização semanal do dólar desde a crise financeira de 2008, causada pelo setor imobiliário dos EUA.

Ricardo Chiumento, chefe da Tesouraria do BS2, explica que investidores se posicionaram erradamente acreditando na vitória da oposição, que traria um ajuste fiscal rígido a partir de 2027, o que provocou uma queda abrupta do real. Além disso, fatores externos negativos como a queda em ações de tecnologia nos EUA e o risco de aumento da inflação também pressionam a moeda brasileira.

Também pesam as dúvidas sobre as medidas fiscais do governo, falta de definição quanto ao novo ministro da Fazenda e a instabilidade no cenário internacional, com tensões no Oriente Médio e eleições de meio mandato nos EUA.

Apesar de rumores sobre uma possível nomeação de Rafael Fonteles para a Fazenda, que foram negados pelo próprio, o mercado permanece cauteloso. Analistas afirmam que a confiança deve ser recuperada com propostas claras de ajuste fiscal para melhorar o cenário.

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No mercado financeiro, a bolsa de valores brasileira, Ibovespa, teve queda importante, refletindo a aversão ao risco dos investidores. Em outubro, o índice acumulou perdas próximas a 10%, com expectativa de maior cautela nas próximas semanas.

Especialistas destacam que a situação econômica continuará desafiadora enquanto o governo não apresentar um plano fiscal consistente. Empresas cíclicas e mais endividadas podem continuar sofrendo, enquanto setores mais defensivos e ligados ao dólar podem se destacar.

Em relação aos juros, a curva de juros futuros indica um aumento do prêmio de risco, com apostas de que a taxa Selic será mantida nos atuais 13,75% na próxima reunião do Banco Central. A incerteza quanto às decisões políticas e fiscais domina o ambiente de investimentos atualmente.

Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Investimentos, reforça que sem anúncio de medidas fiscais claras, o mercado seguirá pressionando, especialmente no longo prazo. A expectativa inicial de ajuste gradual e por etapas ainda é considerada a mais provável.

O cenário internacional, combinado ao ambiente político e fiscal doméstico, mantém o mercado brasileiro em alerta, com possibilidade de volatilidade e pressão sobre o real e os ativos locais nas próximas semanas.

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