O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrou a maior queda semanal desde o início da pandemia da covid-19, com uma redução de 18,12%. Ao mesmo tempo, o dólar teve alta de 9,04%, a maior desde 2008.
O mercado financeiro reagiu aos resultados da eleição presidencial, que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para seu quarto mandato no último domingo (25/10). A expectativa por uma vitória da oposição já era considerada por especialistas após o primeiro turno.
Segundo Emerson Junior, chefe de Câmbio e Contas Internacionais da Convexa Investimentos, a alta do dólar reflete a cautela dos investidores diante da indefinição sobre as futuras políticas econômicas e fiscais do novo governo.
O mercado também prevê que o Comitê de Política Monetária (Copom) não fará cortes na taxa Selic na próxima reunião. A atenção segue voltada para as decisões do Banco Central e os anúncios para o comando do Ministério da Fazenda, que influenciam o risco e o câmbio.
Na sexta-feira (30/10), o dólar fechou a R$ 5,44, alta de 1,05% em relação ao dia anterior. A Bolsa fechou em 167.921 pontos, com queda de 0,75%.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comunicou que o governo enviará ao Congresso um Projeto de Lei para manter a meta fiscal no centro da meta estabelecida para 2026, visando o equilíbrio entre receitas e despesas. Essa mudança representa um esforço para estabilizar as contas públicas e poderá exigir bloqueios maiores de recursos no próximo ano.
A equipe econômica está desenvolvendo medidas para estabilizar a dívida pública e ajustar as contas, buscando aumentar a confiança do mercado financeiro. A escolha do novo ministro da Fazenda é fundamental para definir os rumos dessas políticas.
Fonte: Metrópoles

