O dólar comercial fechou em queda, cotado a R$ 5,10, alcançando a menor cotação dos últimos quase dois anos, nesta quarta-feira (8). Essa queda foi impulsionada por um acordo temporário anunciado pelo presidente norte-americano Donald Trump entre os Estados Unidos e o Irã, reduzindo as tensões na região do Oriente Médio.
Essa trégua momentânea trouxe alívio aos mercados financeiros ao redor do mundo. Durante o dia, a moeda americana chegou a tocar R$ 5,06, mas diminuiu a queda no período da tarde devido ao receio de que o acordo não seja duradouro e a declarações de autoridades iranianas expressando incertezas. Apesar disso, investidores interpretaram a movimentação como um esforço rápido do governo dos EUA para evitar um conflito mais grave, gerando um sentimento positivo no mercado. No acumulado do ano, o dólar já desvalorizou mais de 7% em relação ao real.
O índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, atingiu novas máximas históricas, subindo mais de 2% e chegando a 192.201 pontos, marcando a sétima alta consecutiva do índice. Essa valorização foi motivada pela redução dos riscos percebidos pelo mercado e pelo desempenho positivo das ações de bancos e empresas nacionais. As bolsas de Nova York também tiveram ganhos consideráveis, mostrando maior interesse por investimentos mais arriscados. Contudo, as ações das companhias petrolíferas caíram em resposta à queda dos preços do petróleo.
Os preços do petróleo despencaram mais de 13%, ficando abaixo de US$ 100 por barril, devido à expectativa de que a oferta global se normalize com a possível reabertura do Estreito de Ormuz. O preço do barril do tipo Brent caiu para cerca de US$ 94, enquanto o WTI teve queda ainda maior, indo para aproximadamente US$ 94 também. No entanto, o mercado reconhece que o cessar-fogo é frágil diante das incertezas geopolíticas existentes na região.
Esses eventos mostram como as negociações políticas internacionais influenciam diretamente as movimentações do mercado financeiro e a cotação das moedas.

