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quarta-feira, 04/03/2026

Dólar cai forte após alta de terça-feira

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O dólar começou o dia desta quarta-feira (4) com uma queda importante, após ter subido bastante na terça-feira. O mercado está atento aos novos conflitos no Oriente Médio, envolvendo os EUA, Israel e Irã.

Por volta das 9h03, o dólar estava 0,53% mais barato, valendo R$ 5,2360. No dia anterior, a moeda havia subido 1,87%, fechando a R$ 5,261. A Bolsa caiu 3,27%, ficando em 183.104 pontos.

As bolsas em várias partes do mundo também caíram com o aumento das tensões no Oriente Médio. Na Ásia, índices importantes da China e da Coreia do Sul caíram bastante. A Bolsa de Tóquio perdeu 3,1%, e a de Seul despencou 7,24%. Na Europa, as quedas superaram 3%, com os principais mercados, como Londres, Paris, Madri e Frankfurt, sofrendo perdas significativas.

Nos Estados Unidos, as bolsas também recuaram, embora de forma menos intensa: Dow Jones caiu 0,83%, S&P 500 recuou 0,9% e Nasdaq Composite teve queda de 1,02%.

Otávio Araújo, consultor da Zero Markets Brasil, comentou que o que está acontecendo é um movimento clássico onde os investidores procuram ativos mais seguros por causa da piora da situação geopolítica.

O dólar foi um dos escolhidos nesse movimento de busca por segurança. O índice que mede o dólar contra outras moedas fortes subiu 0,66%, após já ter subido 0,8% na véspera.

Lucca Bezzon, analista da Stonex, explicou que não se via o dólar sendo usado como porto seguro desde o começo de 2025, quando as políticas do governo Trump começaram a causar mudanças no mercado. Agora, com a escalada do conflito, o dólar voltou a ser protagonista.

Na terça-feira, o conflito no Oriente Médio ganhou força com a ocupação de novas posições por soldados israelenses no Líbano. Países como Arábia Saudita, Qatar e Kuwait também foram envolvidos, aumentando os problemas no mercado mundial de energia.

O Irã anunciou o fechamento do estreito de Hormuz, passagem por onde passa 20% da produção mundial de petróleo. O Qatar também parou de produzir gás natural liquefeito, levando ao fechamento de várias instalações petrolíferas na região.

A produção da região representa cerca de 20% do total mundial.

Com isso, os preços das commodities subiram. O barril de petróleo Brent subiu 4%, chegando a US$ 81, e o gás europeu aumentou 22%, após já ter subido 40% no dia anterior.

No Brasil, quase todas as ações que compõem o Ibovespa caíram, exceto Braskem e Raízen, que tiveram alta de 4% e 3%, respectivamente, agindo diferente do restante do mercado devido à guerra no Irã.

Em outras notícias econômicas, o IBGE divulgou que a atividade econômica do país cresceu 2,3% em 2025, mas ficou quase estável no último trimestre, mostrando desaceleração em relação a 2024.

O crescimento no ano ficou abaixo do esperado, que era de 2,3%, e menor que a alta de 3,4% em 2024. No último trimestre, o PIB cresceu 0,1%, conforme esperado por pesquisas.

Para o Comitê de Política Monetária (Copom), isso pode favorecer mais cortes na taxa Selic, mas ainda não está claro se será uma redução de 0,25 ou 0,5 ponto percentual.

Bezzon também comentou que o conflito no Oriente Médio pode ser citado como uma incerteza no cenário externo, mas não deve influenciar muito na decisão do Copom sobre os juros.

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