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quinta-feira, 26/02/2026

Dólar cai e bolsa fica estável após Carnaval

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Maeli Prado
Folhapress

O dólar começou o dia em queda nesta quarta-feira (18), com o mercado se adaptando ao retorno após o feriado prolongado do Carnaval. Enquanto isso, a Bolsa mantém-se quase estável, sofrendo pressão das ações da Vale, que continuam a cair desde a última sexta-feira.

Às 13h43, o dólar variava para baixo 0,36%, cotado a R$ 5,210. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia ligeiramente 0,09%, atingindo 186.650 pontos.

Os índices das ações nos Estados Unidos mostravam alta nesta quarta, com os papéis do setor de tecnologia recuperando ganhos após um período de baixa. Investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), prevista para as 16h.

A ata da reunião de janeiro — quando o banco central americano manteve as taxas — será divulgada neste período da tarde.

Wall Street tem enfrentado volatilidade neste mês devido a preocupações de que a rápida evolução das ferramentas de inteligência artificial possa desestabilizar modelos de negócios, causando quedas em setores como software e transporte rodoviário.

Ativos ligados diretamente à inteligência artificial e grandes empresas de tecnologia também apresentaram recentes declínios, à medida que investidores exigem provas concretas de que os grandes investimentos em tecnologia estão impulsionando receitas e lucros de forma efetiva.

Sam Stovall, estrategista-chefe da CFRA, comentou: “Não houve uma correção forte, apenas uma volatilidade diária considerável, indicando que o mercado está num ponto de espera, aguardando um fator positivo ou negativo que o direcione”.

Na sexta-feira anterior ao Carnaval, o dólar subiu 0,57%, cotado a R$ 5,229, enquanto a bolsa caiu 0,69%, para 186.464 pontos.

Os investidores estavam atentos aos dados de inflação nos Estados Unidos, medidos pelo CPI (índice de preços ao consumidor).

Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, explicou: “Os mercados tiveram atuação mista na sexta, com uma predominância negativa, influenciada pela reação ao CPI de janeiro nos EUA, que mesmo sendo moderado, não conteve a saída dos investimentos do setor de tecnologia e commodities”.

O relatório indicou que os preços ao consumidor tiveram alta de 0,2% no mês passado, abaixo da expectativa de 0,3%. Nos últimos 12 meses até janeiro, o CPI aumentou 2,4%. A desaceleração da inflação anual, que era 2,7% em dezembro, deve-se principalmente à exclusão dos valores mais altos do ano anterior do cálculo.

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