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Dois meses após primeiro óbito, DF ultrapassa 100 mortes por coronavírus; veja perfil dos casos

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Segundo boletim da Secretaria de Saúde, até noite de segunda (25), 106 moradores da capital foram vítimas da doença. Paciente mais jovem tinha 22 anos.

Estrutura do coronavírus tem formato de coroa — Foto: Radoslav Zilinsky/Getty Images/Arquivo.

O Distrito Federal ultrapassou, nesta segunda-feira (25), a triste marca de 100 mortos pelo novo coronavírus. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou 106 óbitos de moradores da capital. Outras oito pessoas que viviam no Entorno também morreram em unidades de saúde do DF.

Nos últimos dois meses, familiares de vítimas da Covid-19 relataram à reportagem a angústia de enterrar os entes queridos. As recomendações de saúde proíbem a aproximação do caixão e a troca de abraços durante a despedida.

O G1 fez um levantamento sobre os principais dados relativos às mortes por coronavírus na capital, desde os primeiros casos até os mais recentes. Veja abaixo:

Primeiros casos

No dia 23 de março, a Covid-19 fez a primeira vítima no DF: uma enfermeira de 61 anos, que atuava como assessora técnica do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), ela tinha obesidade e hipertensão.

A morte ocorreu pouco mais de duas semanas após o DF registrar o primeiro caso de coronavírus, no dia 7 de março. A paciente zero é uma mulher de 52 anos que apresentou os sintomas depois de voltar de uma viagem à Europa. Ela está curada da doença, recebeu alta da UTI na semana passada, mas segue internada.

À época, o DF tinha 138 infectados. Até as 18h desta segunda (25), já eram 6.930 contaminados. Aos poucos, a doença atingiu diferentes faixas etárias e perfis. Entre os mortos, 12% não possuíam nenhuma comorbidade – outra doença que poderia agravar o caso.

Casos por mês

No mês de março, as mortes atingiram apenas idosos. Foram três casos: duas mulheres, de 61 e 73 anos; e um homem, de 77 anos. Nos meses seguintes, os óbitos pela doença alcançaram pessoas de outras faixas etárias.

Em abril foram registradas mais 27 mortes. A vítima mais jovem da Covid-19 até então tinha 37 anos. O homem tinha obesidade, o que agravou o caso, segundo a Secretaria de Saúde.

Foi também em abril que a secretaria registrou a vítima mais velha: um homem, de 101 anos, morador do Riacho Fundo I. O idoso tinha problemas nos rins. Antes de falecer, o paciente ficou internado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) por quatro dias. Ele deixou seis filhos.

“Não pudemos sequer chegar perto do caixão. É uma coisa desumana, que não existe”, disse um dos filhos do idoso.

Carro funerário com corpo de idoso de 101 anos, vítima da Covid-19, no DF — Foto: Afonso Ferreira/ G1

Carro funerário com corpo de idoso de 101 anos, vítima da Covid-19, no DF — Foto: Afonso Ferreira/ G1

Desde 1º de maio foram registradas mais 76 mortes. Uma jovem de 22 anos se tornou a vítima mais nova. Moradora de Samambaia, a paciente tinha microcefalia e paralisia cerebral.

Veja casos por mês:

  • Março: 3 mortes

Pessoas de 61 a 77 anos

  • Abril: 27 mortes

Pessoas de 37 a 101 anos

  • Maio: 76 mortes

Pessoas de 22 a 92 anos

Faixa etária das vítimas por Covid-19

Idades Casos
20 a 29 2
30 a 39 5
40 a 49 7
50 a 59 10
60 a 69 23
70 a 79 20
80 ou mais 31

Doenças

Entre os óbitos por Covid-19, 88% das vítimas tinham alguma comorbidade. Cardiopatias são as doenças mais frequentes. Veja abaixo:

  • Cardiopatias: 64 mortes (61%)
  • Distúrbios metabólicos: 36 mortes (34%)
  • Pneumopatias: 16 mortes (15%)
  • Obesidade: 15 mortes (14%)
  • Imunossupressão: 8 (7%)
  • Nefropatias: 6 mortes (5%)
  • Outros: 23 mortes

Sem comorbidades

No mês de maio, houve a primeira morte entre infectados no Complexo Penitenciário da Papuda. A primeira vítima foi um policial penal. Francisco Pires de Souza, de 45 anos, morreu no dia 17. Ele não tinha outras doenças, segundo a Secretaria de Saúde.

“Um profissional exemplar, amigo e companheiro”, lembrou emocionado um dos colegas de Francisco, o policial penal Neto Freitas.

À época, amigos e familiares se despediram de Francisco com carreata, salva de tiros e palmas.

Regiões Administrativas

A maior parte das mortes em decorrência do novo coronavírus ocorreu nas regiões de média-baixa renda do Distrito Federal. Ceilândia concentra a maioria dos casos, com 23 mortes.

O número é maior do que em toda a região central de Brasília, que até este domingo (24), registrava 18 óbitos, somando os casos de Plano Piloto, Sudoeste/Octogonal e Lago Sul.

Veja abaixo:

  • Ceilândia (inclui Sol Nascente) 23
  • Samambaia: 11
  • Guará: 9
  • Águas Claras (inclui Arniqueiras): 8
  • Planaltina: 6
  • Santa Maria: 6
  • Plano Piloto: 5
  • Riacho Fundo I: 4
  • Gama: 4
  • Recanto das Emas: 3
  • Taguatinga: 3
  • Scia (Estrutural): 2
  • Sobradinho I: 2
  • São Sebastião: 2
  • Jardim Botânico: 2
  • Sudoeste/Octogonal: 1
  • Lago Sul: 1
  • Candangolândia: 1
  • Núcleo Bandeirante: 1
  • Riacho Fundo II: 1
  • Brazlândia: 1
  • Itapoã: 1
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Pronampe, linha de crédito a PMEs, deve ganhar R$ 16 bi, diz Afif Domingos

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Assessor do Ministério da Economia diz que governo deve aportar mais recursos do Tesouro e do BNDES na linha de crédito, que está perto do limite

Pronampe: O diagnóstico de Afif Domingos é de que a injeção de recursos para pequenas e médias empresas pode ser mais rápida e desburocratizada (Juliano703/Getty Images)

O governo federal pretende injetar mais 16 bilhões de reais no Pronampe, programa de crédito a pequenas e médias empresas criado em maio em meio à aversão dos bancos para financiamentos ao setor produtivo por causa da pandemia. Inicialmente com 15,9 bilhões em caixa, o programa chegou perto do limite de financiamentos em pouco mais de dois meses. Nos últimos dias, empreendedores Brasil afora têm enfrentado filas nos bancos para acessar os recursos.

A ideia do Ministério da Economia é colocar mais 6 bilhões de reais em recursos do Tesouro Nacional no programa, explica Guilherme Afif Domingos, assessor especial do ministro Paulo Guedes para a agenda de empreendedorismo. Além disso, o governo estuda remanejar 10 bilhões de reais de uma linha de crédito operada pelo BNDES para concessão de crédito via maquininhas, criada com a medida provisória 975, de junho.

O diagnóstico de Afif Domingos é de que a injeção de recursos para pequenas e médias empresas pode ser mais rápida e desburocratizada do que na linha de crédito via maquininhas gerida pelo BNDES. “O dinheiro à disposição no mercado não pode ficar empoçado nos bancos. Tem que ir rápido para as empresas, que estão sofrendo com a crise”, diz Afif Domingos.

A expectativa é que o novo aporte de recursos no Pronampe ocorra via uma medida provisória a ser editada até a semana que vem. O novo crédito deve ter taxas de juros entre 5% a 8% ao ano. É uma taxa acima do cobrado até agora – ao redor de 4% ao ano – mas ainda assim bastante competitiva em relação às linhas para pessoas jurídicas nos bancos privados, que não raro passam de 10% ao ano.

As mudanças também devem mudar a estrutura de risco dos empréstimos do Pronampe. O objetivo é aumentar a participação dos bancos em eventuais perdas com esses empréstimos. Hoje, o governo cobre 85% das perdas e os bancos, 15%. O plano é que governo e bancos cubram, cada um, até 50% dos calotes tomados no programa.

Em dois meses de Pronampe, o programa já emprestou recursos a 117 mil empresas, de acordo com Afif Domingos. “Ainda é pouco se consideramos um universo de 3,5 milhões de micro e pequenas empresas no Brasil”, diz. “Teremos que fazer uma multiplicação dos pães e garantir mais recursos para o programa nos próximos meses para atenuar os efeitos da crise entre os empreendedores.”

A busca por crédito

Os três grandes bancos que começaram a operar a linha do Pronampe já atingiram o limite de crédito estabelecido pelo Ministério da Economia. A Caixa, que na última segunda-feira, 13, havia conseguido um um acréscimo de 1,66 bilhão de reais, atingiu o novo teto de 5,9 bilhões de reais em menos de 24 horas, segundo informou o banco.

Situação similar aconteceu com o Banco do Brasil, que também havia conseguido expandir sua participação no programa na semana passada. Após ter atingido a cota de 3,74 bilhões de reais na quarta-feira, 8, o banco conseguiu do Tesouro Nacional um novo limite de 1,24 bilhão na última quinta-feira, 9. Em um dia, liberou todo o crédito a cerca de 20.000 micro e pequenas empresas.

O Itaú, que começou a operacionalizar o programa na quinta-feira, 9, também já emprestou toda a sua cota de 3,7 bilhões de reais pelo aplicativo Itaú Empresas. Na sexta-feira, por conta de instabilidade nos sistemas devido à alta demanda, o banco suspendeu o serviço até a segunda-feira. Até então, tinha concedido 70% dos 3 bilhões disponíveis.

No começo desta semana, milhares de empreendedores desesperados por uma chance de conseguir a cota final do banco, formaram uma fila virtual no app desde as 4h da manhã. Em meia hora, a partir das 8h, o banco já havia disponibilizado os 30% restantes e mais 700 milhões adicionais obtidos durante o final de semana junto ao BB, que opera o Fundo Garantidor de Operações (FGO) da linha.

Os dois outros grandes bancos privados, Bradesco e Santander, devem começar a trabalhar com a linha somente no final de julho e no começo de agosto.

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AL: quase 21 mil servidores públicos receberam R$ 13 milhões de auxílio emergencial indevidamente

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Foto: Metrópoles

Exatos 20.970 servidores públicos – municipais e estaduais – efetivos e comissionados  em Alagoas receberam indevidamente o auxílio emergencial pago pelo Governo Federal em socorro às famílias mais carentes durante a pandemia do novo coronavírus.

Foram mais de 13,6 milhões recebidos indevidamente e que terão de ser devolvidos. E esse valor pode ser maior, considerando que o levantamento da CGU levou em  consideração o recebimento de 1 cota por servidor, podendo ter acontecido de uma mesma pessoa ter recebido mais de uma parcela.

A informação foi divulgada nesta terça-feira, pelo superintendente da Controladoria Geral da União em Alagoas, Moacir Rodrigues de Oliveira,  em entrevista ao à da TV Cidadã, emissora do Tribunal de Contas de Alagoas.

Moacir Rodrigues/CGU-AL: valor pago pode ser ainda maior

Prefeituras

Moacir disse ainda que até agora 70 municípios alagoanos disponibilizaram os dados para o cruzamento da CGU, em parceria com órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado de Alagoas e o Ministério Público de Contas de Alagoas. O superintendente afirmou também que este trabalho continua, para identificar pessoas que não se enquadram nos critérios pré-estabelecidos, mas estejam recebendo ou receberam o benefício.

O presidente do TCE-AL já determinou à diretoria de RH notificar os 10 servidores identificados para se justificarem com urgência, sob pena de demissão após processo administrativo.

Veja a relação, atualizada, até hoje (14), dos municípios que já disponibilizaram os dados para o cruzamento da CGU:

https://www.tceal.tc.br/view/documentos/doc140720201620250000005f0ddb49b5539.pdf

https://www.tceal.tc.br/view/documentos/doc140720201524450000005f0dce3d51bac.pdf

Confira a entrevista concedida ao jornalista Valtenor Leôncio. https://www.youtube.com/watch?v=3yntjHGB5hc

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Em meio ao desespero das PMEs por crédito, Pronampe é pauta na Câmara

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Deputados devem definir a urgência de projeto de lei que quer incluir profissionais liberais no programa de crédito

Pronampe: programa facilita acesso de micro e pequenas empresas ao crédito durante a pandemia de coronavírus (Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)

Em meio a corrida das micro, pequenas e médias empresas (PMEs) por crédito, a Câmera dos Deputados vai definir nesta terça-feira, 14, se tramita em urgência o projeto de lei 2.424, de 2020, que altera a lei que instituiu o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Para amenizar as perdas financeiras causadas pela pandemia do novo coronavírus, o PL 2.424/20, apresentado pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE), prevê a criação de uma linha de crédito de até 100.000 reais para profissionais liberais. O texto foi aprovado no Senado no dia 28 de maio e aguarda tramitação na Câmara.

Se aprovada, a lei permitirá a profissionais liberais acesso a linhas de financiamento de três anos e com oito meses de carência, além de juros de 5% ao ano + a taxa Selic (atualmente em 2,25%). Poderão solicitar crédito pessoas físicas que exercem, por conta própria, atividade econômica com fins lucrativos, mas que não tenham participação societária ou possuam vínculo empregatício.

A ideia do PL é que a linha seja incluída dentro do Pronampe, que atende só microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais hoje. Para poder atender ao novo público, o Tesouro Nacional teria que aportar uma nova quantia no Fundo Garantidor de Operações (FGO), operacionalizado pelo Banco do Brasil, que garante até 85% da carteira emprestada pelos bancos.

Ampliação do Pronampe?

Até hoje, no Pronampe, Banco do Brasil, Caixa e Itaú emprestaram mais de 13 bilhões de reais dos 15,9 disponíveis para uso pelos bancos. Na última segunda-feira, 13, a Caixa atingiu o limite de 4,24 bilhões de reais em créditos contratados pelo Pronampe. Com isso, o ministério da Economia permitiu um acréscimo de 1,66 bilhão de reais, e agora o novo limite da instituição é de 5,9 bilhões de reais.

Na semana passada, o Banco do Brasil também havia conseguido expandir sua participação no programa. Após ter atingido o teto de 3,74 bilhões de reais na quarta-feira, 8, o banco conseguiu do Tesouro Nacional um novo limite de 1,24 bilhão na última quinta-feira. E, em cerca de 24h, liberou todo o crédito a cerca de 20.000 micro e pequenas empresas.

O Itaú, que começou a operacionalizar o programa na quinta-feira, 9, também já emprestou toda a sua cota de 3,7 bilhões de reais. Enquanto isso, os dois outros grandes bancos privados, Bradesco e Santander, devem começar a trabalhar com a linha somente no final de julho e no começo de agosto.

Preocupado com a continuidade do programa, o governo busca formas de ampliá-lo. A senadora Kátia Abreu (PP-TO) por meio de emenda à MP 944/20, propõe a transferência de 17 bilhões de reais do Programa Emergencial de Suporte ao Emprego (PESE) ao Pronampe. A movimentação faria sentido, segundo a senadora, porque, do dia 8 de abril ao dia 30 de junho, o PESE concedeu somente 4,5 bilhões de reais, enquanto o Pronampe emprestou mais que o dobro, tendo começado a operar no dia 17 de junho.

Caso a emenda seja aprovada no Senado, precisará passar pela Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

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Santa Maria: GDF investe em obras nas escolas da cidade

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Sem o vaivém de alunos, por causa da pandemia de coronavírus, colégios da rede pública ganham reforço de manutenção e reparos 

Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

O maior investimento é justamente no CED 310, a partir de uma junção de verbas de Programa de Descentralização Financeira e Orçamentária (PDAF) da escola e da Coordenação Regional de Ensino (CRE) – além de emendas parlamentares. Ao todo, mais de 900 alunos serão beneficiados diretamente pelas mudanças realizadas durante a pandemia.

A lista de melhorias na sede do colégio é grande. Inclui instalação de mobiliário em MDF na sala de recursos que acolhe alunos com deficiências, nas áreas administrativas e pedagógicas, e na biblioteca. Foram comprados três televisores, painéis e suportes. Armários foram revitalizados e remanejados – alguns, inclusive, doados – e 32 novas câmeras de monitoramento, instaladas.

Em fase final está a construção de uma praça, numa homenagem a uma servidora que faleceu recentemente, e a instalação de redes de proteção na quadra de esportes. “O tempo parou e resolvemos correr com as coisas. A gente lamenta a pandemia, mas conseguimos achar maneiras de tornar positivo, com recurso que chegou no tempo certo”, diz o diretor Wagner Lemos de Oliveira.

O montante direcionado ao colégio também é usado para melhorias na Unidade de Internação de Santa Maria (UISM), onde o CED 310 é escola vinculante e atende 108 estudantes em cumprimento de medidas socioeducativas, de 13 a 19 anos. A gestão instalou armários nas salas de aula, onde os estudantes conseguem deixar todo o material e evitar revistas. “É um modo de humanizar a relação, impedindo constrangimento desnecessário.”

Estrutura e segurança
Na Escola Classe 203, são R$ 44.950 em investimentos para melhorar a estrutura, a segurança e a experiência dos 1.380 alunos – que têm entre seis e 14 anos. A primeira mudança está logo na entrada: o espaço para realização das horas cívicas semanais ganhou paisagismo com grama novinha, assim como a proximidade da quadra.

Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

O espaço vazio em função da pandemia também permitiu um reparo urgente sem precisar interferir no funcionamento da escola. Um vazamento no banheiro e bebedouro acima da cantina acabou interditando o espaço para o conserto, instalação do novo forro e pintura do refeitório. Com alunos ali, a iniciativa geraria transtornos, explica a diretora, Simone de Jesus Campos.

Outra novidade é que, quando voltarem, os pequenos terão nova modalidade de recreação, com instalação de oito chuveiros para serem aproveitados em dias secos. Os equipamentos vão substituir os tradicionais banhos de mangueira.

Para a gestora do colégio, a intervenção de maior destaque envolve segurança, com instalação de grades nas janelas das áreas administrativa e pedagógica. Foram R$ 12 mil só nisso. “Era prioridade havia cinco anos”, garante.

Conforto para crianças
No Centro de Educação Infantil 203 de Santa Maria, as salas vazias permitiram a troca do piso das oito salas de aula onde são alfabetizadas 352 crianças, de quatro e cinco anos. As placas adesivas desgastadas foram substituídas por uma cerâmica nova. A obra durou duas semanas – mas seriam necessários meses caso houvesse aulas presenciais.

“Estava perigoso porque vira uma lâmina, vai quebrando aos pedaços e há risco de tropeços e quedas”, conta a diretora, Catarina Soares Ferreira. “Agora está mais seguro, confortável e fácil de ser limpo. Nessa modalidade de ensino, é muito comum sentar no chão para atividades diárias, contação de histórias, brincadeiras”, ressalta.

A mesma mudança ocorreu na sala dos professores, que também terá ar-condicionado instalado. O equipamento também dará mais conforto para os alunos na sala multimídia.

Além disso, um novo bebedouro para encher garrafas foi adquirido e será instalado. Vice-diretora, Fernanda Freitas explica que esta já é preparação para prevenção do coronavírus com eventual retorno dos alunos.

Todas as intervenções representam um investimento de R$ 35.460 no colégio, com verbas de Pdaf, emendas parlamentares e Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).

Enfim, internet
O problema constante com conexão no Centro de Educação Infantil 210 estão perto do fim. Ali, onde há  411 alunos, de quatro e cinco anos, a escola conseguiu instalar toda a estrutura para garantir uma internet cabeada com R$ 7.098. Até agora, a rede wi-fi se limitava a uma única sala e prejudicava a rotina diária das áreas administrativa e pedagógica.

“Colocar uma rede cabeada é caro. Pedimos socorro à regional e juntamos recursos para conseguir”, diz a diretora, Maria Célia Mendes da Rocha. “Hoje em dia, internet é necessária para tudo. E os professores, claro, reclamavam. Quando as aulas presenciais voltarem, a conexão será possível até na última sala, a 33 metros de distância do modem”, ressalta.

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Ibaneis amplia horário de funcionamento de shoppings e autoriza reabertura de bares e restaurantes em clubes

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Funcionamento desse tipo de comércio nas ruas será a partir desta quarta-feira (15). Estabelecimentos devem seguir série de medidas sanitárias.

Fila para loja de telefonia celular, em shopping no DF — Foto: G1 DF

Um novo decreto assinado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), nesta terça-feira (14), amplia o horário de funcionamento de shoppings centers da capital. Os estabelecimento passam a funcionar das 11h às 21h – antes, a abertura era a partir das 13h.

Em outra determinação, também publicada nesta terça (14), o GDF autoriza a reabertura de bares e restaurantes em clubes recreativos. A nova regra foi publicada na véspera do prazo que prevê a retomada das atividades desses mesmos estabelecimentos nas ruas da capital. Foram de clubes, bares e restaurantes só podem reabrir a partir de quarta (15).

As autorizações, no entanto, não valem para as regiões de Ceilândia, Sol Nascente e Pôr do Sol, que estão limitadas à atividades essenciais devido ao aumento de casos da Covid-19 (saiba mais abaixo).

Segundo o texto, os comércios devem seguir uma série de regras sanitárias para evitar a disseminação do novo coronavírus. No início do mês, o governo federal reconheceu a situação de calamidade pública decretada pelo GDF. Até esta terça-feira (14), a capital registra 916 óbitos pela doença.

Shoppings

A partir desta terça (14), shoppings podem funcionar de 11h às 21h. Antes disso, o funcionamento era de 13h às 21h.

Para receber os clientes, as lojas devem seguir as seguintes regras:

  • Fornecimento de equipamentos de proteção individual e álcool em gel 70% a todos os empregados, colaboradores, terceirizados e prestadores de serviço
  • Realização de testes de Covid-19, a cada 15 dias, em todos os empregados, colaboradores, terceirizados e prestadores de serviço
  • Interdição das áreas de recreação e lojas como brinquedotecas, de jogos eletrônicos, cinemas, teatros e congêneres
  • Interdição das praças e quiosques de alimentação, autorizando-se exclusivamente os serviços de entrega em domicílio e retirada do produto, sendo proibido o consumo no local
  • Medição de temperatura de todos os clientes antes de entrarem no shopping
  • Proibição do uso de provadores de roupas
  • Limitação de 50% da capacidade para uso do estacionamento

Clubes recreativos

Os clubes estão autorizados a funcionar desde o dia 26 de junho. A retomada foi permitida devido à volta dos treinamentos de times de futebol.

No decreto desta terça-feira (14), uma nova norma deixa expressa a autorização do funcionamento de bares e restaurantes nesses estabelecimentos, além de detalhar regras sanitárias. O texto proíbe atividades coletivas, exceto os treinamentos profissionais. Veja:

Está proibido:

  • Prática de “quaisquer esportes coletivos, bem como a utilização de áreas coletivas, tais como piscinas, churrasqueiras, saunas e afins”

É obrigatório:

  • Disponibilização de álcool em gel 70% a todos os clientes e frequentadores
  • Manutenção dos banheiros e demais locais do estabelecimento higienizados e com suprimentos suficientes para possibilitar a higiene pessoal dos funcionários e frequentadores
  • Utilização de máscaras de proteção facial
  • Aferição da temperatura dos frequentadores
  • Frequente higienização das mesas e cadeiras de uso coletivo, que devem ser dispostas a uma distância de dois metros umas das outras;
  • Manutenção do distanciamento mínimo de 2 metros entre as pessoas
  • Disponibilização por parte dos empregadores de equipamentos de proteção aos funcionários

Bares e restaurantes em clubes

Estabelecimentos dentro dos clubes devem seguir as mesmas regras daqueles abertos em área comercial nas ruas, com funcionamento autorizado a partir desta quarta (15):

  • As mesas devem ser mantidas a uma distância de dois metros umas das outras, com limite de seis pessoas por mesa
  • Os locais deverão funcionar com 50% da capacidade autorizada no alvará de regulamentação
  • Está proibida a apresentação de shows ao vivo e, no caso de self-service, o restaurante deve oferecer luvas descartáveis de plástico ou guardanapos de papel para que os clientes se sirvam
  • Atendentes devem evitar abrir latas e garrafas que possam ser abertas pelo próprio cliente, priorizando e orientando que sirvam as próprias bebidas no copo a ser utilizado
  • Não dispor talheres e pratos nas mesas antes da chegada do cliente
  • Estão proibidos itens para uso coletivo como cafezinho e outros itens de degustação de uso comum
  • Evitar uso compartilhado de embalagens de condimentos, priorizando uso de sachês individuais
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Hospital de Ceilândia, no DF, inaugura nova ala para pacientes com Covid-19

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Região é mais afetada pela doença na capital. Segundo Secretaria de Saúde, unidade tem 73 leitos de enfermaria; transferência de internados deve começar nesta segunda (13).

Nova ala para tratar pacientes com Covid-19 no Hospital Regional de Ceilândia — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

O governo do Distrito Federal inaugurou, nesta segunda-feira (13), uma unidade modular anexa ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC) para tratar pacientes com o novo coronavírus. Segundo a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), a ala tem 73 leitos de enfermaria.

As novas vagas tem o objetivo de aumentar a capacidade de atendimento aos moradores da região, a mais afetada pela Covid-19 na capital. Até o início da tarde desta segunda, Ceilândia havia registrado 8,9 mil infectados e 181 mortos pela doença.

Segundo a SES-DF, 30 pacientes devem ser transferidos ao hospital modular no primeiro dia. Ao todo, 148 funcionários temporários vão atuar na unidade, sendo 18 clínicos gerais, 30 enfermeiros e 100 técnicos de enfermagem.

Leitos de enfermaria no Hospital Regional de Ceilândia — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

Leitos de enfermaria no Hospital Regional de Ceilândia — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde.

Dos 73 leitos disponíveis, três são de isolamento, para pacientes com sintomas de gripe ou que tenham sintomas gripais e apresentem comorbidades – doenças capazes de agravar o quadro.

Não há, no entanto, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo dados do GDF, o HRC tinha, até a tarde desta segunda, 10 leitos de UTI e 22 de Unidade de Cuidado Intermediário (UCI) para pacientes com Covid-19. Apenas dois de cada tipo estavam vagos.

Hospital de campanha

Nesta segunda, o governador Ibaneis Rocha (MDB) também assinou uma ordem de serviço para a construção de um hospital de campanha em Ceilândia. Segundo o governo local, a previsão é de que sejam instaladas 60 vagas, sendo 40 de enfermaria e 20 com suporte respiratório.

O hospital de campanha foi anunciado no início de junho e deveria ser entregue neste mês. No entanto, essa data foi adiada para setembro. A expectativa é de que, após a pandemia, ele seja transformado em um hospital materno-infantil.

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quarta-feira, 15 de julho de 2020

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