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Economia

Dívida pública continua alta desde março de 2021

Reprodução/FGV

A dívida pública total do governo ficou estável em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, conforme dados divulgados pelo Banco Central. Em números absolutos, a dívida subiu de R$ 11,055 trilhões para R$ 11,114 trilhões. Esse valor é o mais elevado desde março de 2021, período marcado pela pandemia de covid-19.

Esse índice inclui os governos federal, estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as estatais. Ele é uma medida importante para avaliar a saúde financeira do país, pois quanto maior a dívida, maior o risco financeiro para o Brasil.

Desde que o presidente Luis Inácio Lula da Silva iniciou seu terceiro mandato, a dívida do governo geral aumentou mais de 10 pontos percentuais, passando de 71,68% do PIB em dezembro de 2022. Esse crescimento preocupa especialistas do mercado financeiro, que solicitam ações efetivas para frear o aumento da dívida e viabilizar uma redução mais rápida dos juros.

Além disso, conforme noticiado em outras ocasiões, as novas medidas e compromissos anunciados por Luis Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral demandarão um ajuste de R$ 39,8 bilhões no orçamento de 2027, incluindo o reajuste do Bolsa Família e um pacote para microempreendedores individuais (MEIs).

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Em entrevista recente, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, cotado para assumir o Ministério da Fazenda, afirmou que o presidente promoverá o equilíbrio fiscal por meio de cortes de privilégios e desperdícios, preservando programas sociais e cumprindo as promessas de campanha.

Déficit público

De acordo com dados do Banco Central, o setor público consolidado teve um déficit primário de R$ 5,497 bilhões em setembro, melhor resultado que o déficit de R$ 10,012 bilhões registrado em agosto. No mesmo mês de 2025, o déficit foi de R$ 17,452 bilhões.

Esse resultado superou a mediana das estimativas da pesquisa Projeções Broadcast, que previa um déficit de R$ 2,7 bilhões, com variação entre R$ 600 milhões e R$ 7,5 bilhões. Apesar do déficit, esse foi o melhor desempenho para o mês desde 2022, quando houve superávit de R$ 10,746 bilhões.

Em setembro, o governo central registrou superávit primário de R$ 3,469 bilhões. Já estados e municípios apresentaram saldo negativo de R$ 5,573 bilhões, e as empresas estatais registraram déficit de R$ 3,393 bilhões.

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