Os advogados de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, entregaram ao Supremo Tribunal Federal uma perícia preliminar que aponta alterações no celular apreendido em novembro do ano passado. Eles contestam a validade das provas usadas pela Polícia Federal na investigação contra Vorcaro e solicitam que todas as informações relacionadas à perícia sejam preservadas e entregues à defesa.
Segundo a perícia, o celular teria sido manipulado enquanto estava sob custódia do Estado, com diversas ativações da câmera frontal e conexões pela saída USB, além de modificações em arquivos e registros de senhas que não constam no termo de apreensão. A defesa argumenta que essa situação compromete a integridade das provas e pede a liberação da liberdade do ex-banqueiro enquanto não é feito um exame completo dos dados.
Além disso, a defesa solicitou todas as documentações que comprovem a posse e o manuseio do aparelho entre a apreensão e a perícia, incluindo registros fotográficos dos lacres da equipe policial. Eles também afirmam que o celular é peça fundamental da Operação Compliance Zero, que investiga conversas divulgadas na imprensa e que Vorcaro não reconhece como verdadeiras.
Por fim, a Polícia Federal concluiu um inquérito que aponta suspeitas contra Vorcaro e outras pessoas por crimes financeiros, incluindo gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. O ex-banqueiro está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

