João Cardoso (Avante) e Rogério Morro da Cruz (PRD), deputados distritais que votaram contra o projeto de auxílio ao Banco de Brasília (BRB), afirmaram nesta quarta-feira (4) que seguirão apoiando o governo mesmo após terem indicados exonerados pelo governador Ibaneis Rocha (MDB).
A votação do projeto foi muito apertada, com 14 votos a favor e 10 contra, somente um voto a mais que o mínimo necessário para aprovação.
Rogério Morro da Cruz, que tinha indicados na Administração de São Sebastião, explicou que votou contra o projeto visando o melhor para o Distrito Federal, mas enfatizou que isso não significa ser contra projetos do governo.
“Continuo na base para apoiar projetos que sejam benéficos à população, mas não este que auxílio ao BRB. Não posso votar no escuro, pois sou luz. Não saí da base”, declarou.
João Cardoso, que também teve indicados exonerados, negou estar fora da base do governo, mesmo com o voto contrário. Ele espera conversar com o governador para esclarecer a situação.
“Ainda não conversei com o governo. Meu voto foi baseado em estudos técnicos, mas espero que o BRB se fortaleça após a aprovação”, disse Cardoso. Quando questionado sobre a permanência na base, foi claro: “Sim, continuo”.
Manzoni
Após a votação, o deputado Thiago Manzoni (PL) afirmou que não deixará o governo, mas que a decisão depende do governador. Ele explicou que o PL não pediu que ele saísse do governo ou votasse contra o BRB, mesmo com a pré-candidatura da deputada federal Bia Kicis (PL) ao Senado, concorrendo no mesmo cargo que Ibaneis.
Sufoco
Em uma situação rara, os 24 deputados distritais participaram da votação na Câmara Legislativa. Diante do risco de derrota, alguns parlamentares contaram que receberam ligações do Executivo pedindo para que comparecessem à votação.
A mobilização começou uma semana antes, quando os deputados Thiago Manzoni e Rogério Morro da Cruz anunciaram voto contrário ao projeto.
O governo tentou consolidar o apoio em uma reunião na casa do deputado Roosevelt Vilela (PL), mas apenas parte do grupo compareceu, deixando o governo em situação difícil.
Na votação, a oposição dividida chegou a contar 11 votos, mas a base governista conseguiu garantir a vitória ao Palácio do Buriti.
