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Na Câmara

Direitos Humanos aprova cota de 20% para mulheres em contratos públicos

Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4684/25, que exige que empresas terceirizadas que prestam serviços para o governo reservem pelo menos 20% das vagas para mulheres, incluindo mulheres trans e travestis.

Mulheres que sofreram violência doméstica e familiar, assim como mulheres negras e pardas, terão prioridade nessas contratações.

Para as mulheres negras e pardas, a reserva de vagas deve refletir a proporção da população negra no estado onde o serviço é realizado.

A regra vale para contratos de serviços contínuos que requerem dedicação exclusiva, como limpeza, segurança, portaria, suporte administrativo e manutenção predial.

O projeto, de autoria da deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), altera a Lei de Licitações e Contratos Administrativos.

A relatora, deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), recomendou a aprovação da medida.

Disparidades no mercado de trabalho

Célia Xakriabá afirmou que o projeto possibilita que o setor público atue para corrigir desigualdades de gênero e raça no mercado de trabalho.

Ela ressaltou que essa ação é essencial para que mulheres vítimas de violência tenham a chance de recomeçar, conquistando independência financeira e rompendo o ciclo de violência.

Próximos passos do projeto

A proposta será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado tanto na Câmara quanto no Senado.

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